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Eu Quero Morrer no Mar – António Lobo Antunes Agosto 31, 2008

Filed under: António Lobo Antunes,poesia — looking4good @ 11:11 pm
Mar – foto daqui

Olha os meus olhos morena
porque a aventura é ficar
se a minha terra é pequena
eu quero morrer no mar.

Lençóis de algas e peixes
de barcos a menear
no dia em que tu me deixes
eu quero morrer no mar

E se o negro é a tua cor
respirando devagar
depois do amor meu amor
eu quero morrer no mar.

António Lobo Anunes (m. em Lisboa a 1 de Setembro de 1942 )

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Eu Quero Morrer no Mar – António Lobo Antunes

Filed under: António Lobo Antunes,poesia — looking4good @ 11:11 pm
Mar – foto daqui

Olha os meus olhos morena
porque a aventura é ficar
se a minha terra é pequena
eu quero morrer no mar.

Lençóis de algas e peixes
de barcos a menear
no dia em que tu me deixes
eu quero morrer no mar

E se o negro é a tua cor
respirando devagar
depois do amor meu amor
eu quero morrer no mar.

António Lobo Anunes (m. em Lisboa a 1 de Setembro de 1942 )

 

Parabéns Corinthians !!!

Filed under: Corinthians,efemerides,Futebol — looking4good @ 11:10 pm
Corinthians logo
Como tudo começou…

«Era 1º de setembro de 1910 e cinco operários – Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia – se reuniram com mais oito rapazes e fundaram o “Sport Club Corinthians Paulista” após assistirem a uma partida de uma equipe de futebol da Inglaterra. O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Bataglia, que já no primeiro momento afirmou: “o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time.» (Do sítio oficial do clube)

 

Parabéns Corinthians !!!

Filed under: Corinthians,efemerides,Futebol — looking4good @ 11:10 pm
Corinthians logo
Como tudo começou…

«Era 1º de setembro de 1910 e cinco operários – Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia – se reuniram com mais oito rapazes e fundaram o “Sport Club Corinthians Paulista” após assistirem a uma partida de uma equipe de futebol da Inglaterra. O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Bataglia, que já no primeiro momento afirmou: “o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time.» (Do sítio oficial do clube)

 

Liga Sagres: 2ª. Jornada

Filed under: Futebol,Liga Sagres — looking4good @ 7:15 pm

Segunda Jornada
29 Ago 20:30 Belenenses 2-2 Paços de Ferreira
30 Ago 20:45 Benfica 1-1 FC Porto
31 Ago 16:00 Nacional 2-1 Naval 1º. de Maio
31 Ago 16:00 Académica 1-0 Rio Ave
31 Ago 16:00 Trofense 1-2 Leixões
31 Ago 18:00 Vitória de Setúbal 1-0 Estrela da Amadora
01 Set 19:15 Marítimo Vitória de Guimarães
01 Set 21:15 Sp. de Braga Sporting

No grande jogo da Jornada o Benfica não perdeu, apesar das vicissitudes negativas do jogo que lhe aconteceram, e o Porto (naturalmente) não ganhou apesar de estar mais de 20 minutos a jogar contra dez (objectivamente) mas na realidade contra oito e meio, tamanhos os problemas físicos de Yebda, Di Maria e Carlos Martins… Parece, assim que o Benfica está menos fraco (mas ainda insuficiente) e o Porto menos forte, mas ainda assim suficiente para empatar fora na Luz.

Amanhã joga-se o Braga-Sporting e quem vencer, se alguém vencer, junta-se ao Nacional no comando da classificação e com 4 pontos de avanço sobre o Benfica e dois sobre o Porto. Na verdade, o Nacional depois de ganhar em Matosinhos na jornada inaugural, venceu agora em casa a Naval por 2-1 só com todos os golos na segunda parte (1-0 Mateus 47′, 2-0 Alonso 51′; 2-1 Paulão 69′).

No primeiro jogo da jornada, disputado já na 6ª. feira, o Belenenses esteve a vencer por 1-0 mas livrou-se da derrota em tempos de desconto, tendo que se contentar em festejar um empate (golos de 1-0 José Pedro 22′; 1-2 William (2) 73′ e 90+1′, 2-2 Rodrigo Arroz 90+4′) .

O factor casa prevaleceu nos jogos Vitória de Setúbal- Estrela da Amadora e Académica-Rio Ave. vitórias seladas com golos únicos, o Setúbal mal o jogo tinha começado (Mateus 2′), a Académica aos 22′ por Garcês.

Para o Trofense nem o factor casa lhe valeu e foi derrotado pelo Leixões que chegou a estar a ganhar por 2-0 (Wesley aos 22′, Zé Manuel aos 61′), tenho a equipa da casa reduzido aos 67′ por Ricardo Nascimento mas sem ganhar embalagem para chegar ao empate. O Trofense é já a única equipa que ainda não pontuou ao fim de dois jogos, podendo acontecer o mesmo ao Marítimo se perder o jogo de amanhã, em casa frente ao Vitória de Guimarães.

Entretanto o campeonato sofre já a sua primeira interrupção e bem longa retomando no fim de semana de 21 de Setembro, com um Paços de Ferreira-Benfica e um Rio Ave-Porto, enquanto o Sporting recebe o Belenenses. Já dará para fazer comparações relativas entre os grandes, porque o Benfica já empatou em Vila do Conde e o Porto derrotou por 2-0 o Belenenses.

Lugar Clube Pontos Golos
1. Nacional 6 5-2
2. FC Porto 4 3-1
2. Vitória de Setúbal 4 2-1
4. Sporting (*) 3 3-1
4. Sp. de Braga (*) 3 2-0
4. Estrela da Amadora 3 1-1
4. Naval 1º. de Maio 3 2-2
4. Académica 3 1-1
4. Leixões 3 3-4
10. Benfica 2 2-2
11. Vit. de Guimarães(*) 1 1-1
11. Rio Ave 1 1-2
11. Belenenses 1 2-4
11. Paços de Ferreira 1 2-4
15. Marítimo (*) 0 0-1
15. Trofense 0 2-5
(*) Amanhã completam a 2ª. Jornada pelo que a classificação destas equipas respeita apenas a um jogo disputado

Terceira Jornada – fim de semana de 21/9
Académica Vit. de Setúbal
Estrela da Amadora Marítimo
Vit. de Guimarães Nacional
Naval 1º. de Maio Trofense
Leixões Sp. de Braga
Sporting Belenenses
Paços de Ferreira Benfica
Rio Ave FC Porto
 

Inverno – Francisca Júlia

Filed under: Francisca Júlia,Inverno,poesia — looking4good @ 12:48 am
Winter in het dorp (Winter in the village) by Willem Maris (1844-110)

Outrora, quanta vida e amor nestas formosas
ribas! Quão verde e fresca esta planície, quando,
debatendo-se no ar, os pássaros, em bando,
o ar enchiam de sons e queixas misteriosas!

Tudo era vida e amor. As árvores copiosas
mexiam-se, de manso, ao resfôlego brando
da brisa que passava em tudo derramando
o perfume subtil dos cravos e das rosas…

Mas veio o Inverno; e vida e amor foram-se em breve…
O ar se encheu de rumor e de uivos desolados…
As árvores do campo, enroupadas de neve,

sob o látego atroz da invernia, que corta,
são esqueletos que, de braços levantados,
vão pedindo socorro à primavera morta.

FRANCISCA JÚLIA da Silva Münster nasceu em Xiririca, hoje Eldorado (SP) a 31 de Agosto de 1871 e faleceu em São Paulo a 1 de Novembro de 1920. Professora e poetisa, a sua obra é o mais acabado exemplo de parnasianismo: impassibilidade, desinteresse pelo mundo interior, esmero da linguagem, busca de precisão, rigor da métrica, rimas ricas e raras, procura de achados formais; a sua poesia descritiva, paisagística e naturista, eivada de um certo panteísmo, era objectiva, nítida e fria. Agripino Grieco classificou-a mordazmente como «uma groenlandesa extraviada nos trópicos». Quando casou, em 1909, abandonou praticamente toda a actividade literária, mas crente em doutrinas esotéricas e possuída de um pensamento místico, evoluía para um simbolismo melancólico. Morreu, em circunstâncias pouco claras, no próprio dia em que o marido ia a enterrar. Excessiva dose de narcótico? Voluntária ou acidental?
Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Inverno – Francisca Júlia

Filed under: Francisca Júlia,Inverno,poesia — looking4good @ 12:48 am
Winter in het dorp (Winter in the village) by Willem Maris (1844-110)

Outrora, quanta vida e amor nestas formosas
ribas! Quão verde e fresca esta planície, quando,
debatendo-se no ar, os pássaros, em bando,
o ar enchiam de sons e queixas misteriosas!

Tudo era vida e amor. As árvores copiosas
mexiam-se, de manso, ao resfôlego brando
da brisa que passava em tudo derramando
o perfume subtil dos cravos e das rosas…

Mas veio o Inverno; e vida e amor foram-se em breve…
O ar se encheu de rumor e de uivos desolados…
As árvores do campo, enroupadas de neve,

sob o látego atroz da invernia, que corta,
são esqueletos que, de braços levantados,
vão pedindo socorro à primavera morta.

FRANCISCA JÚLIA da Silva Münster nasceu em Xiririca, hoje Eldorado (SP) a 31 de Agosto de 1871 e faleceu em São Paulo a 1 de Novembro de 1920. Professora e poetisa, a sua obra é o mais acabado exemplo de parnasianismo: impassibilidade, desinteresse pelo mundo interior, esmero da linguagem, busca de precisão, rigor da métrica, rimas ricas e raras, procura de achados formais; a sua poesia descritiva, paisagística e naturista, eivada de um certo panteísmo, era objectiva, nítida e fria. Agripino Grieco classificou-a mordazmente como «uma groenlandesa extraviada nos trópicos». Quando casou, em 1909, abandonou praticamente toda a actividade literária, mas crente em doutrinas esotéricas e possuída de um pensamento místico, evoluía para um simbolismo melancólico. Morreu, em circunstâncias pouco claras, no próprio dia em que o marido ia a enterrar. Excessiva dose de narcótico? Voluntária ou acidental?
Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.