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António Feijó nasceu há 150 anos! – Ilusão Perdida Junho 1, 2009

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 12:12 am

Doce ilusão que foges perseguida
Como gazela timida e medrosa
Ou como nuvem pelo céu batida
Ao sopro de uma aragem silenciosa:

Levas contigo, ó pomba gloriosa!
A esvoaçar em busca de guarida,
O meu amor, a desmaiada rosa!
Levas contigo o coração e a vida.

E nunca mais, no exílio onde agonizo,
A melindrosa flor do teu sorriso
Há-de ostentar as pétalas vermelhas…

Mas na estância feliz que eu não devasso,
Encontrarás meus beijos, pelo espaço,
Em busca de teus lábios, como abelhas.

(in Poesias Completas, António Feijó, Caixotim Edições)

António Joaquim de Castro Feijó, nasceu em Ponte de Lima a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala na Suécia a 20 Junho 1917)

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A Folha de Salgueiro Junho 20, 2008

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 2:22 am
Salgueiro

Adoro esta mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida,
Não por ter uma casa sumptuosa
Junto ao Rio Amarelo construída…
– Amo-a porque uma folha melindrosa
Deixou cair nas águas distraída.

Tambem adoro a brisa do Levante
Não por trazer a essência virginal
Do pessegueiro que floriu distante,
No pendor da Montanha Oriental…
– Amo-a porque impeliu a folha errante
Ao meu batel no lago de cristal.

E adoro a folha, não por ter lembrado
A nova primavera que rompeu,
Mas por causa de um nome idolatrado
Que essa jovem mulher n’ela escreveu
Com a doirada agulha do bordado…
E esse nome… era o meu !

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917.

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A Folha de Salgueiro

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 2:22 am
Salgueiro

Adoro esta mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida,
Não por ter uma casa sumptuosa
Junto ao Rio Amarelo construída…
– Amo-a porque uma folha melindrosa
Deixou cair nas águas distraída.

Tambem adoro a brisa do Levante
Não por trazer a essência virginal
Do pessegueiro que floriu distante,
No pendor da Montanha Oriental…
– Amo-a porque impeliu a folha errante
Ao meu batel no lago de cristal.

E adoro a folha, não por ter lembrado
A nova primavera que rompeu,
Mas por causa de um nome idolatrado
Que essa jovem mulher n’ela escreveu
Com a doirada agulha do bordado…
E esse nome… era o meu !

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917.

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A Folha de Salgueiro

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Salgueiro

Adoro esta mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida,
Não por ter uma casa sumptuosa
Junto ao Rio Amarelo construída…
– Amo-a porque uma folha melindrosa
Deixou cair nas águas distraída.

Tambem adoro a brisa do Levante
Não por trazer a essência virginal
Do pessegueiro que floriu distante,
No pendor da Montanha Oriental…
– Amo-a porque impeliu a folha errante
Ao meu batel no lago de cristal.

E adoro a folha, não por ter lembrado
A nova primavera que rompeu,
Mas por causa de um nome idolatrado
Que essa jovem mulher n’ela escreveu
Com a doirada agulha do bordado…
E esse nome… era o meu !

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917.

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A Folha de Salgueiro

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Salgueiro

Adoro esta mulher moça e formosa,
Que à janela, a sonhar, vejo esquecida,
Não por ter uma casa sumptuosa
Junto ao Rio Amarelo construída…
– Amo-a porque uma folha melindrosa
Deixou cair nas águas distraída.

Tambem adoro a brisa do Levante
Não por trazer a essência virginal
Do pessegueiro que floriu distante,
No pendor da Montanha Oriental…
– Amo-a porque impeliu a folha errante
Ao meu batel no lago de cristal.

E adoro a folha, não por ter lembrado
A nova primavera que rompeu,
Mas por causa de um nome idolatrado
Que essa jovem mulher n’ela escreveu
Com a doirada agulha do bordado…
E esse nome… era o meu !

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917.

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A Flor de Pessegueiro – António Feijó Junho 1, 2008

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 4:53 am

Flor de Pessegueiro

A melindrosa flor de pessegueiro
Deixei-a, como dádiva de amores,
A essa que tem o rosto feiticeiro
E os lábios cor das purpurinas flores.

E a tímida andorinha, de asas quietas,
Dei-a também como lembrança minha,
A essa que tem as sobrancelhas pretas,
Iguais às asas da andorinha.

No dia imediato a flor morria,
E a andorinha voava, entre esplendores,
Sobre a Grande Montanha onde vivia
O Génio oculto que preside às flores.

Mas nos seus lábios, como a flor abrindo,
Conserva a mesma carnação,
E não voaram, pelo azul fugindo
As asas negras dos seus olhos, não!

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917. Formado em Direito pela universidade de Coimbra (1883), consagrou-se à carreira diplomática: foi cônsul no Rio Grande do Sul (1886) e passou por Pernambuco antes de se fixar, em 1891, em Estocolmo. Aí foi nosso ministro plenipotenciário, para toda a Escandinávia, e decano do corpo diplomático. A morte da esposa, uma senhora meio-sueca meio-equatoriana, Maria Luísa Carmen Mercedes Juana Lewin (1878-1915), vítima de cancro, mais não fez que agravar o pessimismo inato do poeta, que mal lhe sobreviveu. É um autor de transição do parnasianismo para o simbolismo. O seu soneto, que faz parte das «Líricas e Bucólicas» (1884), parece ter sido motivado pela morte de uma tricana, ainda nos tempos de Coimbra.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

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A Flor de Pessegueiro – António Feijó

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 4:53 am

Flor de Pessegueiro

A melindrosa flor de pessegueiro
Deixei-a, como dádiva de amores,
A essa que tem o rosto feiticeiro
E os lábios cor das purpurinas flores.

E a tímida andorinha, de asas quietas,
Dei-a também como lembrança minha,
A essa que tem as sobrancelhas pretas,
Iguais às asas da andorinha.

No dia imediato a flor morria,
E a andorinha voava, entre esplendores,
Sobre a Grande Montanha onde vivia
O Génio oculto que preside às flores.

Mas nos seus lábios, como a flor abrindo,
Conserva a mesma carnação,
E não voaram, pelo azul fugindo
As asas negras dos seus olhos, não!

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917. Formado em Direito pela universidade de Coimbra (1883), consagrou-se à carreira diplomática: foi cônsul no Rio Grande do Sul (1886) e passou por Pernambuco antes de se fixar, em 1891, em Estocolmo. Aí foi nosso ministro plenipotenciário, para toda a Escandinávia, e decano do corpo diplomático. A morte da esposa, uma senhora meio-sueca meio-equatoriana, Maria Luísa Carmen Mercedes Juana Lewin (1878-1915), vítima de cancro, mais não fez que agravar o pessimismo inato do poeta, que mal lhe sobreviveu. É um autor de transição do parnasianismo para o simbolismo. O seu soneto, que faz parte das «Líricas e Bucólicas» (1884), parece ter sido motivado pela morte de uma tricana, ainda nos tempos de Coimbra.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

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