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Pequeno Poema Didático – Mário Quintana Maio 5, 2009

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 12:24 am

O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre…
Todas as horas são horas extremas!

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:
 

Jogos Paraolímpicos Setembro 11, 2008

Filed under: Jogos Paraolímpicos,Mário Quintana — looking4good @ 5:18 pm
Joao Paulo Fernandes em competição (Photo credit: Mark Kolbe/Getty Images)
Estão a decorrer os Jogos Paraolímpicos em Pequim na China ou seja no mesmo cenário onde há pouco decorreu as Olímpiadas. Percebe-se que a cobertura jornalística seja incomparavelmente inferior. Nothingandall é que não fica indiferente ao acontecimento e regista-o aqui. Aliás Portugal já obteve nos Paraolímpicos um número de medalhas igual ao que foi obtido pelos outros atletas (uma medalha de ouro e uma medalha de prata).

Esta competição, pela superação que os atletas demonstram das limitações que o destino lhes impuseram, prova que, conforme escreveu Mário Quintana e que a amiga da blogosfera Nadir me lembrou num email que agradeço:

«‘Deficiente’é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
‘Louco’ é quem não procura ser feliz com o que possui.
‘Cego’ é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
‘Surdo’ é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
‘Mudo’ é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
‘Paralítico’ é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.
‘Diabético’ é quem não consegue ser doce.
‘Anão’ é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre’

 

Jogos Paraolímpicos

Filed under: Jogos Paraolímpicos,Mário Quintana — looking4good @ 5:18 pm
Joao Paulo Fernandes em competição (Photo credit: Mark Kolbe/Getty Images)
Estão a decorrer os Jogos Paraolímpicos em Pequim na China ou seja no mesmo cenário onde há pouco decorreu as Olímpiadas. Percebe-se que a cobertura jornalística seja incomparavelmente inferior. Nothingandall é que não fica indiferente ao acontecimento e regista-o aqui. Aliás Portugal já obteve nos Paraolímpicos um número de medalhas igual ao que foi obtido pelos outros atletas (uma medalha de ouro e uma medalha de prata).

Esta competição, pela superação que os atletas demonstram das limitações que o destino lhes impuseram, prova que, conforme escreveu Mário Quintana e que a amiga da blogosfera Nadir me lembrou num email que agradeço:

«‘Deficiente’é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
‘Louco’ é quem não procura ser feliz com o que possui.
‘Cego’ é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
‘Surdo’ é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
‘Mudo’ é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
‘Paralítico’ é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.
‘Diabético’ é quem não consegue ser doce.
‘Anão’ é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre’

 

O Poema – Mário Quintana, pela passagem do 102º. aniversário do poeta Julho 30, 2008

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 7:09 pm
foto daqui

Um poema como um gole d’água bebido no escuro
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta nocturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa
Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:

 

O Poema – Mário Quintana, pela passagem do 102º. aniversário do poeta

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 7:09 pm
foto daqui

Um poema como um gole d’água bebido no escuro
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta nocturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa
Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:

 

Inscrição Para Uma Lareira – Mário Quintana Maio 4, 2008

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 11:38 pm
A labareda (foto extraída daqui)
A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida
na própria luz consumida
in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade
Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa
Mário de Miranda Quintana (n. em 30 Jul 1906, na cidade de Alegrete (RS); m. em Porto Alegre, a 5 Maio 1994).
 

Inscrição Para Uma Lareira – Mário Quintana

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 11:38 pm
A labareda (foto extraída daqui)
A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida
na própria luz consumida
in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade
Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa
Mário de Miranda Quintana (n. em 30 Jul 1906, na cidade de Alegrete (RS); m. em Porto Alegre, a 5 Maio 1994).