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Quando eu disser adeus… – Alphonsus Guimaraens Julho 24, 2008

Filed under: Alphonsus de Guimaraens,poesia — looking4good @ 12:13 am
flor vermelha daqui

Quando eu disser adeus, amor, não diga
adeus também, mas sim um “até breve”;
para que aquele que se afasta leve
uma esperança ao menos na fadiga

da grande, inconsolável despedida…
Quando eu disser adeus, amor, segrede
um “até mais” que ainda ilumine a vida
que no arquejo final vacila e cede.

Quando eu disser adeus, quando eu disser
adeus, mas um adeus já derradeiro,
que a sua voz me possa convencer

de que apenas eu parti primeiro,
que em breve irá, que nunca outra mulher
amou de amor mais puro e verdadeiro.

Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henrique da Costa Guimarães, nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 24 de Jul de 1870 e morreu, em Mariana, a 15 de Jul de 1921).

Ler do mesmo autor:
Soneto da Defunta Formosa
Soneto: Encontrei-te. Era o mês… Que importa o mês? Agosto

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Quando eu disser adeus… – Alphonsus Guimaraens

Filed under: Alphonsus de Guimaraens,poesia — looking4good @ 12:13 am
flor vermelha daqui

Quando eu disser adeus, amor, não diga
adeus também, mas sim um “até breve”;
para que aquele que se afasta leve
uma esperança ao menos na fadiga

da grande, inconsolável despedida…
Quando eu disser adeus, amor, segrede
um “até mais” que ainda ilumine a vida
que no arquejo final vacila e cede.

Quando eu disser adeus, quando eu disser
adeus, mas um adeus já derradeiro,
que a sua voz me possa convencer

de que apenas eu parti primeiro,
que em breve irá, que nunca outra mulher
amou de amor mais puro e verdadeiro.

Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henrique da Costa Guimarães, nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 24 de Jul de 1870 e morreu, em Mariana, a 15 de Jul de 1921).

Ler do mesmo autor:
Soneto da Defunta Formosa
Soneto: Encontrei-te. Era o mês… Que importa o mês? Agosto

 

Soneto da Defunta Formosa – Alphonsus de Guimaraens Julho 24, 2007

Filed under: Alphonsus de Guimaraens,morte,poesia — looking4good @ 1:32 pm
foto: Lírios by Luís Rodrigo

Temos saudade, pálida formosa,
De tudo quanto o pôr-do-sol fenece:
Ou seja o som final de extrema prece,
Ou seja o último anseio de uma rosa…

E mais ligeiramente a gente esquece
Uma hora que a alma de carinhos goza,
Que de ter visto, em roxa luz saudosa,
Uma imperial tulipa que adoece…

Um lírio doente no caulim de um vaso
Faz-nos lembrar um luar em pleno ocaso
Morrendo ao som das últimas trindades…

E nem eu sei, amor, por que perguntas,
Tu que és a mais formosa das defuntas,
Se eu de ti hei de ter loucas saudades.

Alphonsus de Guimaraens [Afonso Henriques da Costa Guimarães] (n. em Ouro Preto, Minas Gerais, a 24 Jul 1870; m. Mariana, Minas Gerais a 15 Jul 1921]

 

Soneto da Defunta Formosa – Alphonsus de Guimaraens

Filed under: Alphonsus de Guimaraens,morte,poesia — looking4good @ 1:32 pm
foto: Lírios by Luís Rodrigo

Temos saudade, pálida formosa,
De tudo quanto o pôr-do-sol fenece:
Ou seja o som final de extrema prece,
Ou seja o último anseio de uma rosa…

E mais ligeiramente a gente esquece
Uma hora que a alma de carinhos goza,
Que de ter visto, em roxa luz saudosa,
Uma imperial tulipa que adoece…

Um lírio doente no caulim de um vaso
Faz-nos lembrar um luar em pleno ocaso
Morrendo ao som das últimas trindades…

E nem eu sei, amor, por que perguntas,
Tu que és a mais formosa das defuntas,
Se eu de ti hei de ter loucas saudades.

Alphonsus de Guimaraens [Afonso Henriques da Costa Guimarães] (n. em Ouro Preto, Minas Gerais, a 24 Jul 1870; m. Mariana, Minas Gerais a 15 Jul 1921]

 

Soneto da Defunta Formosa – Alphonsus de Guimaraens

Filed under: Alphonsus de Guimaraens,morte,poesia — looking4good @ 1:32 pm
foto: Lírios by Luís Rodrigo

Temos saudade, pálida formosa,
De tudo quanto o pôr-do-sol fenece:
Ou seja o som final de extrema prece,
Ou seja o último anseio de uma rosa…

E mais ligeiramente a gente esquece
Uma hora que a alma de carinhos goza,
Que de ter visto, em roxa luz saudosa,
Uma imperial tulipa que adoece…

Um lírio doente no caulim de um vaso
Faz-nos lembrar um luar em pleno ocaso
Morrendo ao som das últimas trindades…

E nem eu sei, amor, por que perguntas,
Tu que és a mais formosa das defuntas,
Se eu de ti hei de ter loucas saudades.

Alphonsus de Guimaraens [Afonso Henriques da Costa Guimarães] (n. em Ouro Preto, Minas Gerais, a 24 Jul 1870; m. Mariana, Minas Gerais a 15 Jul 1921]

 

Soneto – Alphonso de Guimaraens Julho 24, 2006

Filed under: Alphonsus de Guimaraens,poesia — looking4good @ 12:14 pm

Encontrei-te. Era o mês… Que importa o mês? Agosto,
Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março,
Brilhasse o luar que importa? ou fosse o sol já posto,
No teu olhar todo o meu sonho andava esparso.

Que saudades de amor na aurora do teu rosto!
Que horizonte de fé, no olhar tranquilo e garço!
Nunca mais me lembrei se era no mês de agosto,
Setembro, outubro, abril, maio, janeiro, ou março.

Encontrei-te. Depois… depois tudo se some
Desfaz-se o teu olhar em nuvens de ouro e poeira.
Era o dia… Que importa o dia, um simples nome?

Ou sábado sem luz, domingo sem conforto,
Segunda, terça ou quarta, ou quinta ou sexta-feira,
Brilhasse o sol que importa? ou fosse o luar já morto?

Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henrique da Costa Guimarães, nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 24 de Jul de 1870 e morreu, em Mariana, a 15 de Jul de 1921).