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NOITE – Menotti del Picchia Março 20, 2009

Filed under: Menotti del Picchia,poesia — looking4good @ 5:01 am
Imagem daqui

As casas fecham as pálpebras das janelas e dormem.
Todos os rumores são postos em surdina,
todas as luzes se apagam.

Há um grande aparato de câmara funerária
na paisagem do mundo.

Os homens ficam rígidos,
tomam a posição horizontal
e ensaiam o próprio cadáver.

Cada leito é a maquete de um túmulo.
Cada sono em ensaio de morte.

No cemitério da treva
tudo morre provisoriamente

Paulo Menotti Del Picchia (n. em São Paulo, em 20 de março de 1892; m. em São Paulo a 23 de agosto 1988)
Ler do mesmo autor: Piedosa Mentira e Clássico

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Piedosa Mentira – Menotti del Picchia (na passagem do 20º. aniversário da morte do poeta) Agosto 23, 2008

Filed under: Menotti del Picchia,poesia — looking4good @ 1:48 am

Ontem na tarde loura e de aquarela,
alguém me perguntou: “Como vai ela?
Como vai teu amor?” – Eu respondi:
” Não sei. Uma mulher passou na minha vida,
mas não lembro… ” E, nessa hora comovida,
como nunca lembrava-me de ti!

E menti por pudor… A mágoa que alvoroça
nosso peito é tão santa, tão pura, tão nossa
que se esconde aos demais.
E se uma voz indaga contristada:
” Estás sofrendo?” – “Não, não tenho nada…”
E é quando a gente sofre mais…

Paulo Menotti Del Picchia (n. em São Paulo, em 20 de março de 1892; m. em São Paulo a 23 de agosto 1988)

 

Clássico – Menotti del Picchia Agosto 23, 2007

Filed under: Menotti del Picchia,poesia — looking4good @ 12:30 am

Senhora, por quem sois, não sejais minha,
que o bem que aspiro é um mal para nós dois.
Sede insensível como terna sois,
à paixão que vos tenta e me espezinha.

Não cedais. Resisti. Morra sozinha
esta chama. Soframos hoje, pois,
mais vale ora penar que ver, depois,
que o bem que se sonhou só mal continha.

A ansiedade de agora é vã tristura
Comparada a essa angústia que não cansa
Do amor que se encaminha para o tédio…

Antes este amargor sem amargura,
este doido esperar sem esperança,
que arrepender-se sem ter mais remédio.

Paulo Menotti Del Picchia (n. em São Paulo a 20 de Mar de 1892 — m. em São Paulo a 23 de Agosto de 1988)

in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe

 

Clássico – Menotti del Picchia

Filed under: Menotti del Picchia,poesia — looking4good @ 12:30 am

Senhora, por quem sois, não sejais minha,
que o bem que aspiro é um mal para nós dois.
Sede insensível como terna sois,
à paixão que vos tenta e me espezinha.

Não cedais. Resisti. Morra sozinha
esta chama. Soframos hoje, pois,
mais vale ora penar que ver, depois,
que o bem que se sonhou só mal continha.

A ansiedade de agora é vã tristura
Comparada a essa angústia que não cansa
Do amor que se encaminha para o tédio…

Antes este amargor sem amargura,
este doido esperar sem esperança,
que arrepender-se sem ter mais remédio.

Paulo Menotti Del Picchia (n. em São Paulo a 20 de Mar de 1892 — m. em São Paulo a 23 de Agosto de 1988)

in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe

 

Clássico – Menotti del Picchia

Filed under: Menotti del Picchia,poesia — looking4good @ 12:30 am

Senhora, por quem sois, não sejais minha,
que o bem que aspiro é um mal para nós dois.
Sede insensível como terna sois,
à paixão que vos tenta e me espezinha.

Não cedais. Resisti. Morra sozinha
esta chama. Soframos hoje, pois,
mais vale ora penar que ver, depois,
que o bem que se sonhou só mal continha.

A ansiedade de agora é vã tristura
Comparada a essa angústia que não cansa
Do amor que se encaminha para o tédio…

Antes este amargor sem amargura,
este doido esperar sem esperança,
que arrepender-se sem ter mais remédio.

Paulo Menotti Del Picchia (n. em São Paulo a 20 de Mar de 1892 — m. em São Paulo a 23 de Agosto de 1988)

in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe

 

Clássico – Menotti del Picchia

Filed under: Menotti del Picchia,poesia — looking4good @ 12:30 am

Senhora, por quem sois, não sejais minha,
que o bem que aspiro é um mal para nós dois.
Sede insensível como terna sois,
à paixão que vos tenta e me espezinha.

Não cedais. Resisti. Morra sozinha
esta chama. Soframos hoje, pois,
mais vale ora penar que ver, depois,
que o bem que se sonhou só mal continha.

A ansiedade de agora é vã tristura
Comparada a essa angústia que não cansa
Do amor que se encaminha para o tédio…

Antes este amargor sem amargura,
este doido esperar sem esperança,
que arrepender-se sem ter mais remédio.

Paulo Menotti Del Picchia (n. em São Paulo a 20 de Mar de 1892 — m. em São Paulo a 23 de Agosto de 1988)

in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe