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10 de Junho: Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas Junho 10, 2009

Filed under: José Afonso,Luís de Camões,Musica,poesia — looking4good @ 1:33 am

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís Vaz de Camões (nasceu c. 1524; m. em Lisboa, a 10 de Junho de 1580).

Ler do mesmo autor:
Busque Amor novas artes novos engenhos
Amor, que o gesto humano na alma escreve
Aquela triste e leda madrugada
Mudam-se os tempos mudam-se-as vontades
Amor é um fogo que arde sem se ver
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Alma minha gentil que te partiste

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Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas Junho 10, 2008

Filed under: Cameron Diaz,Day,efemerides,Luís de Camões,poesia — looking4good @ 2:41 pm
Neste dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas (aniversário da morte do grande poeta que ocorreu em 1580) é mais do que justificada a publicação aqui de alguns dos mais belos sonetos da Literatura portuguesa. E fica também aqui a reprodução da estátua em Lisboa, que lhe presta homenagem.

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Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças,
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;

que dias há que n’alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei porquê.

Luís de Camões (n. 1524 – m. 10 Jun 1580)

Ler do mesmo autor:
Nothingandall: Amor, que o gesto humano na alma escreve
Nothingandall: Aquela triste e leda madrugada
Nothingandall: Mudam-se os tempos mudam-se-as vontades
Nothingandall: Amor é um fogo que arde sem se ver
Nothingandall: Erros meus, má fortuna, amor ardente
Nothingandall: Alma minha gentil que te partiste

 

Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas Junho 10, 2007

Filed under: Dia,Luís de Camões,poesia — looking4good @ 2:06 pm
Neste dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas (aniversário da morte do grande poeta que ocorreu em 1580) é mais do que justificada a publicação aqui de alguns dos mais belos sonetos da Literatura portuguesa. E fica também aqui a reprodução da estátua em Lisboa, que lhe presta homenagem.

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Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.

Ler do mesmo autor:
Luís de Camões (n. 1524 – m. 10 Jun 1580)

Nothingandall: Aquela triste e leda madrugada, – Camões
Nothingandall: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Nothingandall: Amor é um fogo que arde sem se ver
Nothingandall: Erros meus, má fortuna, amor ardente
Nothingandall: Alma minha gentil que te partiste

 

Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas

Filed under: Dia,Luís de Camões,poesia — looking4good @ 2:06 pm
Neste dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas (aniversário da morte do grande poeta que ocorreu em 1580) é mais do que justificada a publicação aqui de alguns dos mais belos sonetos da Literatura portuguesa. E fica também aqui a reprodução da estátua em Lisboa, que lhe presta homenagem.

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Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.

Ler do mesmo autor:
Luís de Camões (n. 1524 – m. 10 Jun 1580)

Nothingandall: Aquela triste e leda madrugada, – Camões
Nothingandall: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Nothingandall: Amor é um fogo que arde sem se ver
Nothingandall: Erros meus, má fortuna, amor ardente
Nothingandall: Alma minha gentil que te partiste

 

Verdes são os campos – Luís de Camões Junho 10, 2006

Filed under: Luís de Camões,poesia — looking4good @ 10:58 pm

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões (n. 1524 – m. 10 Jun 1580)

Nothingandall: Aquela triste e leda madrugada, – Camões
Nothingandall: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Nothingandall: Amor é um fogo que arde sem se ver
Nothingandall: Erros meus, má fortuna, amor ardente
Nothingandall: Alma minha gentil que te partiste

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Junho 10, 2005

Filed under: Luís de Camões,poesia — looking4good @ 2:12 pm

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís de Camões

 

Amor é um fogo que arde sem se ver Fevereiro 4, 2005

Filed under: Luís de Camões,poesia — looking4good @ 1:46 pm

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões (1524 – 1580)