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Horas Rubras – Florbela Espanca (na passagem do 114º aniversário de nascimento e 78º do desaparecimento da poetisa) Dezembro 8, 2008

Filed under: efemerides,Florbela Espanca,poesia — looking4good @ 2:53 am
Beijo imagem daqui

Horas profundas, lentas e caladas,
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas…

Oiço as olaias rindo desgrenhadas…
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata pelas estradas…

Os meus lábios são brancos como lagos…
Os meus braços são leves como afagos.
Vestiu-os o luar de sedas puras…

Sou chama e neve branca e misteriosa…
E sou, talvez na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Tarde de Mais
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

Nothingandall associa-se à iniciativa do Interlúdio, relembrando Florbela

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Tarde de mais… – Florbela Espanca Dezembro 8, 2007

Filed under: Florbela Espanca,poesia — looking4good @ 3:01 am
Luar
Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar…

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!…
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!…

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

 

Tarde de mais… – Florbela Espanca

Filed under: Florbela Espanca,poesia — looking4good @ 3:01 am
Luar
Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar…

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!…
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!…

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

 

Tarde de mais… – Florbela Espanca

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Luar
Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar…

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!…
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!…

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

 

Tarde de mais… – Florbela Espanca

Filed under: Florbela Espanca,poesia — looking4good @ 3:01 am
Luar
Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar…

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!…
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!…

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha – Florbela Espanca Março 13, 2007

Filed under: Florbela Espanca,poesia — looking4good @ 11:13 pm

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Florbela Espanca

NR: Ah! Quero ver-te hoje à tardinha!…

 

Cantigas leva-as o vento… – Florbela Espanca Dezembro 8, 2006

Filed under: Florbela Espanca,poesia — looking4good @ 4:25 pm

A lembrança dos teus beijos
Inda na minh’alma existe,
Como um perfume perdido,
Nas folhas dum livro triste.

Perfume tão esquisito
E de tal suavidade,
Que mesmo desapar’cido
Revive numa saudade!

Florbela Espanca (n. em Vila Viçosa, 8 Dez 1894; m. Matosinhos, 8 Dez 1930).

Ler neste blog da mesma autora: Ser poeta é , Amar!