Nothingandall

Just another WordPress.com weblog

Ensinar Matemática Agosto 25, 2008

Filed under: Matemática — looking4good @ 11:31 pm
Actividades de Substituição: Ensinar Matemática Divertindo é uma interessante proposta editorial da colecção Ficheiros Pedagógicos das Edições Asa. Os jovens autores: Artur Moura, Sílvia Semana e Paula Sousa fornecem material de qualidade para as actividades de substituição de Matemática, apresentando uma grande variedade de propostas de trabalho, organizadas de forma a facilitar o máximo possível a tarefa do professor.

«É um auxiliar imprescindível para todas as aulas que nascem dos acasos da vida… e para as outras também.»

Num tempo em que as dificuldades na Matemática são grandes este livro constitui uma lufada de ar fresco proposta por professores, alunos há bem pouco tempo, e dirigida a professores, encarregados de educação ou outros agentes interessados na Matemática.

 

Ensinar Matemática

Filed under: Matemática — looking4good @ 11:31 pm
Actividades de Substituição: Ensinar Matemática Divertindo é uma interessante proposta editorial da colecção Ficheiros Pedagógicos das Edições Asa. Os jovens autores: Artur Moura, Sílvia Semana e Paula Sousa fornecem material de qualidade para as actividades de substituição de Matemática, apresentando uma grande variedade de propostas de trabalho, organizadas de forma a facilitar o máximo possível a tarefa do professor.

«É um auxiliar imprescindível para todas as aulas que nascem dos acasos da vida… e para as outras também.»

Num tempo em que as dificuldades na Matemática são grandes este livro constitui uma lufada de ar fresco proposta por professores, alunos há bem pouco tempo, e dirigida a professores, encarregados de educação ou outros agentes interessados na Matemática.

 

SONETO XXXI – Reis Quita

Filed under: poesia,Reis Quita,Unicepe — looking4good @ 11:25 pm


Quando em meu desvelado pensamento
O teu formoso gesto se afigura,
Não sei que afecto sinto, ou que ternura,
Que a toda esta alma dá contentamento.

Ali fico num largo esquecimento,
Contemplando na minha conjectura
De teu sereno rosto a graça pura,
De teus olhos o doce movimento.

Porém logo a inconstante fantasia
Me acorda o entendimento arrebatado,
E desfaz todo o bem que me fingia,

Sendo tal este gosto imaginado,
Que de Amor outra glória eu não queria
Mais que trazer-te sempre em meu cuidado.

Domingos dos REIS QUITA nasceu em Lisboa a 6 de Janeiro de 1728 e aí morreu, tuberculoso, a 26 de Agosto de 1770. Embora exercesse a humilde profissão de cabeleireiro e barbeiro, adquiriu, como autodidacta, uma cultura que lhe permitiu ser um dos mais destacados membros da Arcádia Lusitana, com o nome de Alcyno Mycénio. Foi autor de várias tragédias, mas é sobretudo notável como poeta bucólico.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

SONETO XXXI – Reis Quita

Filed under: poesia,Reis Quita,Unicepe — looking4good @ 11:25 pm


Quando em meu desvelado pensamento
O teu formoso gesto se afigura,
Não sei que afecto sinto, ou que ternura,
Que a toda esta alma dá contentamento.

Ali fico num largo esquecimento,
Contemplando na minha conjectura
De teu sereno rosto a graça pura,
De teus olhos o doce movimento.

Porém logo a inconstante fantasia
Me acorda o entendimento arrebatado,
E desfaz todo o bem que me fingia,

Sendo tal este gosto imaginado,
Que de Amor outra glória eu não queria
Mais que trazer-te sempre em meu cuidado.

Domingos dos REIS QUITA nasceu em Lisboa a 6 de Janeiro de 1728 e aí morreu, tuberculoso, a 26 de Agosto de 1770. Embora exercesse a humilde profissão de cabeleireiro e barbeiro, adquiriu, como autodidacta, uma cultura que lhe permitiu ser um dos mais destacados membros da Arcádia Lusitana, com o nome de Alcyno Mycénio. Foi autor de várias tragédias, mas é sobretudo notável como poeta bucólico.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

O terrível incêndio do Chiado foi há 20 anos

Filed under: efemerides — looking4good @ 8:56 pm
foto daqui

Em 25 de Agosto de 1988, aconteceu um dos grandes incêndios em Lisboa na zona da Baixa . O fogo iniciou-se na Rua do Carmo. Os carros de bombeiros não conseguiram entrar na rua, reservada aos peões, e o fogo propagou-se para a Rua Garrett. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Os piores estragos foram na Rua do Carmo.

Muito do comércio tradicional da zona desapareceu, como os Armazéns do Chiado, Jerónimo Martins, Eduardo Martins e outras pequenas lojas e escritórios, alguns já centenários e cerca de 2.000 pessoas que aí trabalhavam, perderam os seus empregos.

Estiveram envolvidos no combate ao incêndio cerca de 1150 homens e 275 viaturas e registaram-se duas vítimas mortais e 73 pessoas ficaram feridas (na sua esmagadora maioria bombeiros).

O projecto de renovação agora completo, preservou muitas das fachadas originais e foi dirigido pelo arquitecto português Siza Vieira.

 

O terrível incêndio do Chiado foi há 20 anos

Filed under: efemerides — looking4good @ 8:56 pm
foto daqui

Em 25 de Agosto de 1988, aconteceu um dos grandes incêndios em Lisboa na zona da Baixa . O fogo iniciou-se na Rua do Carmo. Os carros de bombeiros não conseguiram entrar na rua, reservada aos peões, e o fogo propagou-se para a Rua Garrett. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Os piores estragos foram na Rua do Carmo.

Muito do comércio tradicional da zona desapareceu, como os Armazéns do Chiado, Jerónimo Martins, Eduardo Martins e outras pequenas lojas e escritórios, alguns já centenários e cerca de 2.000 pessoas que aí trabalhavam, perderam os seus empregos.

Estiveram envolvidos no combate ao incêndio cerca de 1150 homens e 275 viaturas e registaram-se duas vítimas mortais e 73 pessoas ficaram feridas (na sua esmagadora maioria bombeiros).

O projecto de renovação agora completo, preservou muitas das fachadas originais e foi dirigido pelo arquitecto português Siza Vieira.

 

Entre a sombra e a noite – Maria Alberta Menéres

Filed under: Maria Alberta Menéres,poesia — looking4good @ 12:40 am
foto daqui

Entre a sombra e a noite há um submisso instante
de preparação.
Aberto espaço onde aves não cantam,
imaculado, instantâneo refúgio.
Entre a sombra e a noite, único passo!

— E é serena e frágil a presença
dos nossos vultos passageiros
isolados na própria condição.

Onde nada se move, uma estrela suspensa.

E tão inutilmente despedaço o encanto,
e tão súbita me vem uma tristeza antiga,
que entre a sombra e a noite encontro o meu refúgio
— o intocável, único espaço.

in Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea, Um Panorama, Organização de Alberto da Costa e Slva e Alexei Bueno, Lacerda Editores

Maria Alberta Rovisco Garcia Meneres de Melo e Castro (n. em Vila Nova de Gaia, em 25 de Agosto de 1930).