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Canção de Bodas – Lope de Vega Agosto 26, 2008

Filed under: Lope de Vega,poesia — looking4good @ 11:12 pm
Amendoeira em flor (foto daqui)

Que te felicitem
o maio garrido,
os alegres campos,
as fontes, os rios.
Ergam as cabeças
amieiros finos,
e com novos frutos
amendoeiras lindas.
Lancem as manhãs,
depois do rocio,
em espadas verdes
guarnição de lírios.
Subam os rebanhos
pelo monte acima
que a neve cobriu,
a pastar tomilhos

Trad. José Bento in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Lope de Vega
[Félix Lope de Vega y Carpio or Lope Félix de Vega Carpio] (n. em Madrid a 25 Nov 1562 – m. em 27 Ago 1635).

Ler do mesmo autor neste blog: No Vale de Fuenteovejuna e Soneto

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Canção de Bodas – Lope de Vega

Filed under: Lope de Vega,poesia — looking4good @ 11:12 pm
Amendoeira em flor (foto daqui)

Que te felicitem
o maio garrido,
os alegres campos,
as fontes, os rios.
Ergam as cabeças
amieiros finos,
e com novos frutos
amendoeiras lindas.
Lancem as manhãs,
depois do rocio,
em espadas verdes
guarnição de lírios.
Subam os rebanhos
pelo monte acima
que a neve cobriu,
a pastar tomilhos

Trad. José Bento in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Lope de Vega
[Félix Lope de Vega y Carpio or Lope Félix de Vega Carpio] (n. em Madrid a 25 Nov 1562 – m. em 27 Ago 1635).

Ler do mesmo autor neste blog: No Vale de Fuenteovejuna e Soneto

 

Canção de Bodas – Lope de Vega

Filed under: Lope de Vega,poesia — looking4good @ 11:12 pm
Amendoeira em flor (foto daqui)

Que te felicitem
o maio garrido,
os alegres campos,
as fontes, os rios.
Ergam as cabeças
amieiros finos,
e com novos frutos
amendoeiras lindas.
Lancem as manhãs,
depois do rocio,
em espadas verdes
guarnição de lírios.
Subam os rebanhos
pelo monte acima
que a neve cobriu,
a pastar tomilhos

Trad. José Bento in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Lope de Vega
[Félix Lope de Vega y Carpio or Lope Félix de Vega Carpio] (n. em Madrid a 25 Nov 1562 – m. em 27 Ago 1635).

Ler do mesmo autor neste blog: No Vale de Fuenteovejuna e Soneto

 

Canção de Bodas – Lope de Vega

Filed under: Lope de Vega,poesia — looking4good @ 11:12 pm
Amendoeira em flor (foto daqui)

Que te felicitem
o maio garrido,
os alegres campos,
as fontes, os rios.
Ergam as cabeças
amieiros finos,
e com novos frutos
amendoeiras lindas.
Lancem as manhãs,
depois do rocio,
em espadas verdes
guarnição de lírios.
Subam os rebanhos
pelo monte acima
que a neve cobriu,
a pastar tomilhos

Trad. José Bento in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Lope de Vega
[Félix Lope de Vega y Carpio or Lope Félix de Vega Carpio] (n. em Madrid a 25 Nov 1562 – m. em 27 Ago 1635).

Ler do mesmo autor neste blog: No Vale de Fuenteovejuna e Soneto

 

No vale de Fuenteovejuna – Lope de Vega Novembro 25, 2006

Filed under: Lope de Vega,poesia — looking4good @ 7:05 pm

No vale de Fuenteovejuna
cabelos aos vento estava
seguida pelo cavaleiro
o da cruz de Calatrava
entre a ramada se esconde
de vergonhosa e turbada

-Para que te escondes
moça formosa
desejos são linces
paredes removem

Acercou-se o cavaleiro
e ela confusa e turbada
gelosias quis fazer
das ramas emaranhadas

mas como tem amores
as montanhas e os mares
atravessa facilmente
disse-lhe estas palavras

-Para que te escondes
moça formosa
desejos são linces
paredes removem

No vale de Fuenteovejuna
cabelos aos vento estava
seguida pelo cavaleiro
o da cruz de Calatrava
entre a ramada se esconde
de vergonhosa e turbada

Para que te escondes
moça formosa
desejos são linces

Lope de Vega [Félix Lope de Vega y Carpio or Lope Félix de Vega Carpio] (n. em Madrid a 25 Nov 1562 – m. em 27 Ago 1635)

(esta letra faz parte de uma canção musicada e cantada por José Afonso)

 

Soneto de Lope de Vega Novembro 25, 2005

Filed under: Lope de Vega,poesia — looking4good @ 6:59 pm

Un soneto me manda hacer Violante
y en vida no me he visto en tal aprieto;
catorce versios dicen que es soneto:
burla burlando, van los tres delante.

Yo pensé que no hallara consonante
y estoy a la mitad de otro cuarteto;
mas, si me hallo en el primer terseto,
no hay cosa en los cuartetos que me espante.

Por el primer terceto voy entrando
y aún presumo que entré com pie derecho,
pues fin con este verso le voy dando.

ya estoy en el segundo y aún sospecho
que estoy los trese versos acabando:
contad si son catorze, y está hecho.

Lope Félix de Vega (n. Madrid 25 Nov 1562, d. Madrid, 27 Aug 1562)

Um soneto me faz fazer Violante;
nunca na vida estive tão inquieto;
catorze versos dizem que é soneto,
brinca brincando vão os três diante.

Pensei que não achava consoante
e a metade estou deste quarteto;
mas, se me vejo no primeiro terceto,
nada há nos dois quartetos que me espante.

Pelo primeiro terceto vou entrando
e parece que entrei com o pé direito,
pois fim com este verso lhe estou dando.

No segundo já vou e até suspeito
que estou os treze versos acabando;
contai se são catorze, e já está feito.

Lope Félix de Vega (tradução de José Bento)

in A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa – Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL, 2004