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16-Abr-1908 Centenário do nascimento de António Lopes Ribeiro Abril 16, 2008

Filed under: António Lopes Ribeiro,efemerides — looking4good @ 12:01 am
António Lopes Ribeiro nasceu em Lisboa em 16 de Abril de 1908 e faleceu em a 14 de Abril de 1985. António Lopes Ribeiro foi realizador de cinema, crítico, jornalista, apresentador de televisão, tradutor, escritor, locutor, etc.

Foi uma das figuras mais importantes do cinema português. Produziu filmes como “Aniki-Bóbó”, de Manoel de Oliveira, e “O Pátio das Cantigas”, realizado pelo seu irmão, Francisco Ribeiro – o popular actor Ribeirinho. Foi produtor e realizador de “O Pai Tirano” (1941), «para muitos a mais perfeita das comédias portuguesas, uma feliz combinação de teatro e cinema, com um humor que tem resistido ao passar do tempo». e de “A vizinha do lado” (1945). Não se dedicou apenas a um género demonstrando versatilidade. Adaptou vários clássicos da literatura portuguesa, como “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett e Primo Basílio de Eça de Queiroz. António Lopes Ribeiro fez ainda vários documentários que lhe viriam a causar dissabores depois do 25 de Abril, por serem de propaganda ao Estado Novo. Foi um homem muito activo: escreveu sobre futebol, fez rádio, actuou no teatro. Também as pessoas que o viram não o esquecem como apresentador do programa da RTP “Museu do Cinema”, em que apresentava filmes mudos, popularizando o famoso Charlot.

Deixemos aqui os leitores com a declamação por João Villaret do poema Procissão de António Lopes Ribeiro

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

Vidé:
Biografia no site do Instituo Camões/ Centro e Língua Portuguesa na Universidade de Hamburgo
Biografia na RTP1
António Lopes Ribeiro na IMDB

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16-Abr-1908 Centenário do nascimento de António Lopes Ribeiro

Filed under: António Lopes Ribeiro,efemerides — looking4good @ 12:01 am
António Lopes Ribeiro nasceu em Lisboa em 16 de Abril de 1908 e faleceu em a 14 de Abril de 1985. António Lopes Ribeiro foi realizador de cinema, crítico, jornalista, apresentador de televisão, tradutor, escritor, locutor, etc.

Foi uma das figuras mais importantes do cinema português. Produziu filmes como “Aniki-Bóbó”, de Manoel de Oliveira, e “O Pátio das Cantigas”, realizado pelo seu irmão, Francisco Ribeiro – o popular actor Ribeirinho. Foi produtor e realizador de “O Pai Tirano” (1941), «para muitos a mais perfeita das comédias portuguesas, uma feliz combinação de teatro e cinema, com um humor que tem resistido ao passar do tempo». e de “A vizinha do lado” (1945). Não se dedicou apenas a um género demonstrando versatilidade. Adaptou vários clássicos da literatura portuguesa, como “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett e Primo Basílio de Eça de Queiroz. António Lopes Ribeiro fez ainda vários documentários que lhe viriam a causar dissabores depois do 25 de Abril, por serem de propaganda ao Estado Novo. Foi um homem muito activo: escreveu sobre futebol, fez rádio, actuou no teatro. Também as pessoas que o viram não o esquecem como apresentador do programa da RTP “Museu do Cinema”, em que apresentava filmes mudos, popularizando o famoso Charlot.

Deixemos aqui os leitores com a declamação por João Villaret do poema Procissão de António Lopes Ribeiro

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

Vidé:
Biografia no site do Instituo Camões/ Centro e Língua Portuguesa na Universidade de Hamburgo
Biografia na RTP1
António Lopes Ribeiro na IMDB

 

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António Lopes Ribeiro nasceu em Lisboa em 16 de Abril de 1908 e faleceu em a 14 de Abril de 1985. António Lopes Ribeiro foi realizador de cinema, crítico, jornalista, apresentador de televisão, tradutor, escritor, locutor, etc.

Foi uma das figuras mais importantes do cinema português. Produziu filmes como “Aniki-Bóbó”, de Manoel de Oliveira, e “O Pátio das Cantigas”, realizado pelo seu irmão, Francisco Ribeiro – o popular actor Ribeirinho. Foi produtor e realizador de “O Pai Tirano” (1941), «para muitos a mais perfeita das comédias portuguesas, uma feliz combinação de teatro e cinema, com um humor que tem resistido ao passar do tempo». e de “A vizinha do lado” (1945). Não se dedicou apenas a um género demonstrando versatilidade. Adaptou vários clássicos da literatura portuguesa, como “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett e Primo Basílio de Eça de Queiroz. António Lopes Ribeiro fez ainda vários documentários que lhe viriam a causar dissabores depois do 25 de Abril, por serem de propaganda ao Estado Novo. Foi um homem muito activo: escreveu sobre futebol, fez rádio, actuou no teatro. Também as pessoas que o viram não o esquecem como apresentador do programa da RTP “Museu do Cinema”, em que apresentava filmes mudos, popularizando o famoso Charlot.

Deixemos aqui os leitores com a declamação por João Villaret do poema Procissão de António Lopes Ribeiro

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

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Biografia na RTP1
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16-Abr-1908 Centenário do nascimento de António Lopes Ribeiro

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António Lopes Ribeiro nasceu em Lisboa em 16 de Abril de 1908 e faleceu em a 14 de Abril de 1985. António Lopes Ribeiro foi realizador de cinema, crítico, jornalista, apresentador de televisão, tradutor, escritor, locutor, etc.

Foi uma das figuras mais importantes do cinema português. Produziu filmes como “Aniki-Bóbó”, de Manoel de Oliveira, e “O Pátio das Cantigas”, realizado pelo seu irmão, Francisco Ribeiro – o popular actor Ribeirinho. Foi produtor e realizador de “O Pai Tirano” (1941), «para muitos a mais perfeita das comédias portuguesas, uma feliz combinação de teatro e cinema, com um humor que tem resistido ao passar do tempo». e de “A vizinha do lado” (1945). Não se dedicou apenas a um género demonstrando versatilidade. Adaptou vários clássicos da literatura portuguesa, como “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett e Primo Basílio de Eça de Queiroz. António Lopes Ribeiro fez ainda vários documentários que lhe viriam a causar dissabores depois do 25 de Abril, por serem de propaganda ao Estado Novo. Foi um homem muito activo: escreveu sobre futebol, fez rádio, actuou no teatro. Também as pessoas que o viram não o esquecem como apresentador do programa da RTP “Museu do Cinema”, em que apresentava filmes mudos, popularizando o famoso Charlot.

Deixemos aqui os leitores com a declamação por João Villaret do poema Procissão de António Lopes Ribeiro

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

Vidé:
Biografia no site do Instituo Camões/ Centro e Língua Portuguesa na Universidade de Hamburgo
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