Nothingandall

Just another WordPress.com weblog

Este poema de amor não é lamento – Jorge de Lima Novembro 16, 2008

Filed under: Jorge de Lima,poesia — looking4good @ 3:04 am
Love poem

Este poema de amor não é lamento
Nem tristeza distante, nem saudade,
Nem queixume traído nem o lento
Perpassar da paixão ou pranto que há de

Transformar-se em dorido pensamento,
Em tortura querida ou em piedade
Ou simplesmente em mito, doce invento,
E exalta visão da adversidade.

É a memória ondulante da mais pura
E doce face (intérmina e tranqüila)
Da eterna bem-amada que eu procuro;

Mas tão real, tão presente criatura
Que é preciso não vê-la nem possuí-la
Mas procurá-la nesse vale obscuro.

Jorge Matheus de Lima (nasceu em União, Alagoas a 23 de Abril de 1893 e faleceu no Rio de Janeiro a 16 de Novembro de 1953).

Anúncios
 

Este poema de amor não é lamento – Jorge de Lima

Filed under: Jorge de Lima,poesia — looking4good @ 3:04 am
Love poem

Este poema de amor não é lamento
Nem tristeza distante, nem saudade,
Nem queixume traído nem o lento
Perpassar da paixão ou pranto que há de

Transformar-se em dorido pensamento,
Em tortura querida ou em piedade
Ou simplesmente em mito, doce invento,
E exalta visão da adversidade.

É a memória ondulante da mais pura
E doce face (intérmina e tranqüila)
Da eterna bem-amada que eu procuro;

Mas tão real, tão presente criatura
Que é preciso não vê-la nem possuí-la
Mas procurá-la nesse vale obscuro.

Jorge Matheus de Lima (nasceu em União, Alagoas a 23 de Abril de 1893 e faleceu no Rio de Janeiro a 16 de Novembro de 1953).

 

Este poema de amor não é lamento – Jorge de Lima

Filed under: Jorge de Lima,poesia — looking4good @ 3:04 am
Love poem

Este poema de amor não é lamento
Nem tristeza distante, nem saudade,
Nem queixume traído nem o lento
Perpassar da paixão ou pranto que há de

Transformar-se em dorido pensamento,
Em tortura querida ou em piedade
Ou simplesmente em mito, doce invento,
E exalta visão da adversidade.

É a memória ondulante da mais pura
E doce face (intérmina e tranqüila)
Da eterna bem-amada que eu procuro;

Mas tão real, tão presente criatura
Que é preciso não vê-la nem possuí-la
Mas procurá-la nesse vale obscuro.

Jorge Matheus de Lima (nasceu em União, Alagoas a 23 de Abril de 1893 e faleceu no Rio de Janeiro a 16 de Novembro de 1953).

 

O Acendedor de Lampiões – Jorge de Lima Novembro 15, 2006

Filed under: Jorge de Lima,poesia — looking4good @ 1:40 pm
Casas e Lampiões, autor Pedro Vasconcelos

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua

Jorge Matheus de Lima (n. em União de Palmares, Alagoas a 23 Abr 1893, m. no Rio de Janeiro a 15 Nov 1953)

 

O Acendedor de Lampiões – Jorge de Lima

Filed under: Jorge de Lima,poesia — looking4good @ 1:40 pm
Casas e Lampiões, autor Pedro Vasconcelos

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua

Jorge Matheus de Lima (n. em União de Palmares, Alagoas a 23 Abr 1893, m. no Rio de Janeiro a 15 Nov 1953)

 

Minha Sombra – Jorge de Lima Abril 23, 2006

Filed under: Jorge de Lima,poesia — looking4good @ 4:53 pm

De manhã a minha sombra
Com meu papagaio e o meu macaco
Começam a me arremedar.
E quando saio
A minha sombra vai comigo
Fazendo o que eu faço
Seguindo os meus passos.

Depois é meio-dia.
E a minha sombra fica do tamaninho
De quando eu era menino.
Depois é tardinha.
E a minha sombra tão comprida
Brinca de pernas de pau.

Minha sombra , eu só queria
Ter o humor que você tem,
Ter a sua meninice,
Ser igualzinho a você.

E de noite quando escrevo,
Fazer como você faz,
Como eu fazia em criança:
Minha sombra
Você põe a sua mão
Por baixo da minha mão,
Vai cobrindo o rascunho dos meus poemas
Se saber ler e escrever.

JORGE DE LIMA (n. União dos Palmares, Alagoas em 23 Abril; m. 1953 )