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Solidão – Vinicius de Morais (no dia do 95º. aniversário) Outubro 19, 2008

Filed under: poesia,Vinicius de Moraes — looking4good @ 2:12 am
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro a 19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

Ler neste blog do /sobre o autor:
Saudades do Brasil em Portugal
Soneto do Amor Total
Poética I
Mar
Poema de Todas as Mulheres
Soneto de Fidelidade
Soneto de Separação
Pela luz dos olhos teus
Dialectica
Aquarela
Amigos

 

Solidão – Vinicíus de Morais (no dia do 95º. aniversário)

Filed under: poesia,Vinicius de Moraes — looking4good @ 2:12 am
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro a 19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

Ler neste blog do /sobre o autor:
Saudades do Brasil em Portugal
Soneto do Amor Total
Poética I
Mar
Poema de Todas as Mulheres
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Soneto de Separação
Pela luz dos olhos teus
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Amigos

 

Saudades do Brasil em Portugal Julho 9, 2008

Filed under: Fado,Music,Musica,Vinicius de Moraes — looking4good @ 12:10 am
Vinicius de Moraes faleceu faz hoje 28 anos. Neste dia há dois anos «nascia» o blog Camane4ever. Que melhor maneira de assinalar estas efemérides se não seguir a sugestão da minha amiga autora desse blog, uma expert em Fado e apresentar aqui «Saudades do Brasil em Portugal» com letra do grande poeta brasileiro?

De Vinicius de Moraes / Homem Cristo

Saudades do Brasil em Portugal

O sal das minhas lágrimas de amor
Criou o mar que existe entre nós dois
Para nos unir e separar
Pudesse eu te dizer
A dor que dói dentro de mim
Que mói meu coração nesta paixão
Que não tem fim
Ausência tão cruel
Saudade tão fatal
Saudades do Brasil em Portugal

Meu bem, sempre que ouvires um lamento
Crescer desolador na voz do vento
Sou eu em solidão pensando em ti
Chorando todo o tempo que perdi

E agora vamos ouvi-lo na voz de Marly GonçalvesVinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro a 19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

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Amigos

 

Soneto do amor total – Vinicius de Moraes Outubro 19, 2007

Filed under: poesia,Vinicius de Moraes — looking4good @ 12:41 am
Wall Painting, House of the Epigrams, Reign of Nero from here

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro,19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

Ler do mesmo autor:
Poética I
Mar
Poema de Todas as Mulheres
Soneto de Fidelidade
Soneto de Separação
Pela luz dos olhos teus
Dialectica
Aquarela
Amigos

 

Soneto do amor total – Vinicius de Moraes

Filed under: poesia,Vinicius de Moraes — looking4good @ 12:41 am
Wall Painting, House of the Epigrams, Reign of Nero from here

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro,19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

Ler do mesmo autor:
Poética I
Mar
Poema de Todas as Mulheres
Soneto de Fidelidade
Soneto de Separação
Pela luz dos olhos teus
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Amigos

 

Soneto do amor total – Vinicius de Moraes

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Wall Painting, House of the Epigrams, Reign of Nero from here

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro,19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

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Mar
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Soneto de Fidelidade
Soneto de Separação
Pela luz dos olhos teus
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Amigos

 

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Wall Painting, House of the Epigrams, Reign of Nero from here

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinicius de Moraes (n. Rio de Janeiro,19 Out 1913; m. Rio de Janeiro, 9 Jul 1980)

Ler do mesmo autor:
Poética I
Mar
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Soneto de Fidelidade
Soneto de Separação
Pela luz dos olhos teus
Dialectica
Aquarela
Amigos