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Este azul que me convida – João Rui de Sousa Outubro 12, 2008

Filed under: João Rui de Sousa,poesia — looking4good @ 12:41 am

Sou este azul que me convida.

E transcrevo a paz, o sol dos dias.

E també, parto. E também ardo.

Depois disso desse suposto eu abreviado,
tão transparente e nítido, mas
tão transitivo
apenas gestos rasos que são cardos,
apenas pedras fundas que sao sombras,
pequenos meteoritos que são conchas
de deuses antiquissimos e cansados.

in Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea, Um panorama, Organização de Alberto da Costa e Silva e Alexei Bueno, Lacerda Editores

João Rui de Sousa (n. em Lisboa a 12 de Outubro de 1928

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Este azul que me convida – João Rui de Sousa

Filed under: João Rui de Sousa,poesia — looking4good @ 12:41 am

Sou este azul que me convida.

E transcrevo a paz, o sol dos dias.

E també, parto. E também ardo.

Depois disso desse suposto eu abreviado,
tão transparente e nítido, mas
tão transitivo
apenas gestos rasos que são cardos,
apenas pedras fundas que sao sombras,
pequenos meteoritos que são conchas
de deuses antiquissimos e cansados.

in Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea, Um panorama, Organização de Alberto da Costa e Silva e Alexei Bueno, Lacerda Editores

João Rui de Sousa (n. em Lisboa a 12 de Outubro de 1928

 

Roteiro – João Rui de Sousa Outubro 12, 2007

Filed under: João Rui de Sousa,poesia — looking4good @ 9:37 pm
Astrolábio árabe do sec. XIII daqui

Meu jeito visionário — meu astrolábio.
Meu ser mirabolante — um alcatruz.
De variadas coisas fiz a minha esperança
e sempre em várias coisas vi a minha cruz.

Aos padrões que em vários pontos encontrei
na rota íntima de vestes tropicais
eu dei as mãos, serenas e intactas,
as minhas dores mais certas e reais.

Nos vários sítios que — abismos —
toldaram minha voz por um olhar,
eu evitei o perigo e os prejuízos
à voz feita de calma, meu cantar.

Aos rasgos que, de outrora, evocados
foram sempre pelo seu valor,
eu dei a minha tez de dúvida e de espanto,
o meu silêncio amargo, o meu calor,

E aos pontos cardeais que em volta, vacilantes,
desalentavam já meu ser cativo,
parei o gesto, roubei o pólo sul da esperança
como lembrança para um dia altivo.

João Rui de Sousa (n. 12 Out. 1928; ~)

 

Roteiro – João Rui de Sousa

Filed under: João Rui de Sousa,poesia — looking4good @ 9:37 pm
Astrolábio árabe do sec. XIII daqui

Meu jeito visionário — meu astrolábio.
Meu ser mirabolante — um alcatruz.
De variadas coisas fiz a minha esperança
e sempre em várias coisas vi a minha cruz.

Aos padrões que em vários pontos encontrei
na rota íntima de vestes tropicais
eu dei as mãos, serenas e intactas,
as minhas dores mais certas e reais.

Nos vários sítios que — abismos —
toldaram minha voz por um olhar,
eu evitei o perigo e os prejuízos
à voz feita de calma, meu cantar.

Aos rasgos que, de outrora, evocados
foram sempre pelo seu valor,
eu dei a minha tez de dúvida e de espanto,
o meu silêncio amargo, o meu calor,

E aos pontos cardeais que em volta, vacilantes,
desalentavam já meu ser cativo,
parei o gesto, roubei o pólo sul da esperança
como lembrança para um dia altivo.

João Rui de Sousa (n. 12 Out. 1928; ~)

 

Roteiro – João Rui de Sousa

Filed under: João Rui de Sousa,poesia — looking4good @ 9:37 pm
Astrolábio árabe do sec. XIII daqui

Meu jeito visionário — meu astrolábio.
Meu ser mirabolante — um alcatruz.
De variadas coisas fiz a minha esperança
e sempre em várias coisas vi a minha cruz.

Aos padrões que em vários pontos encontrei
na rota íntima de vestes tropicais
eu dei as mãos, serenas e intactas,
as minhas dores mais certas e reais.

Nos vários sítios que — abismos —
toldaram minha voz por um olhar,
eu evitei o perigo e os prejuízos
à voz feita de calma, meu cantar.

Aos rasgos que, de outrora, evocados
foram sempre pelo seu valor,
eu dei a minha tez de dúvida e de espanto,
o meu silêncio amargo, o meu calor,

E aos pontos cardeais que em volta, vacilantes,
desalentavam já meu ser cativo,
parei o gesto, roubei o pólo sul da esperança
como lembrança para um dia altivo.

João Rui de Sousa (n. 12 Out. 1928; ~)

 

Roteiro – João Rui de Sousa

Filed under: João Rui de Sousa,poesia — looking4good @ 9:37 pm
Astrolábio árabe do sec. XIII daqui

Meu jeito visionário — meu astrolábio.
Meu ser mirabolante — um alcatruz.
De variadas coisas fiz a minha esperança
e sempre em várias coisas vi a minha cruz.

Aos padrões que em vários pontos encontrei
na rota íntima de vestes tropicais
eu dei as mãos, serenas e intactas,
as minhas dores mais certas e reais.

Nos vários sítios que — abismos —
toldaram minha voz por um olhar,
eu evitei o perigo e os prejuízos
à voz feita de calma, meu cantar.

Aos rasgos que, de outrora, evocados
foram sempre pelo seu valor,
eu dei a minha tez de dúvida e de espanto,
o meu silêncio amargo, o meu calor,

E aos pontos cardeais que em volta, vacilantes,
desalentavam já meu ser cativo,
parei o gesto, roubei o pólo sul da esperança
como lembrança para um dia altivo.

João Rui de Sousa (n. 12 Out. 1928; ~)