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Soneto dos Símbolos Efêmeros – Waldemar Lopes (que faleceu faz hoje dois anos) Outubro 21, 2008

Filed under: poesia,Waldemar Lopes — looking4good @ 12:24 am
Rosa (flor)

Os símbolos efêmeros: memento
da vida breve: música secreta
– do tempo, a se esvair na asa do vento,
– do sonho, a esmaecer a chama inquieta.

Cresça no céu de pedra o véu nevoento;
junto às nuvens se perca a doida seta
rumo ao não e ao talvez: o sentimento
atrela-se a uma estrela, e essa incompleta

visão apaziguante é misteriosa
luz transcendência: rútila persiste,
seiva do ser, essência poderosa,

pois se foi dito o quanto a carne é triste,
arde em perfume o espírito da rosa
e é mais belo o que só no sonho existe.

Waldemar Freire Lopes (n. em Peri-Peri, então Município de Quipapá, mas hoje integrante do Município de S. Benedito do Sul, Pernambuco, a 1 de Fev. de 1911 – m. em 21 Out. 2006 no Recife).

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Soneto dos Símbolos Efêmeros – Waldemar Lopes (que faleceu faz hoje dois anos)

Filed under: poesia,Waldemar Lopes — looking4good @ 12:24 am
Rosa (flor)

Os símbolos efêmeros: memento
da vida breve: música secreta
– do tempo, a se esvair na asa do vento,
– do sonho, a esmaecer a chama inquieta.

Cresça no céu de pedra o véu nevoento;
junto às nuvens se perca a doida seta
rumo ao não e ao talvez: o sentimento
atrela-se a uma estrela, e essa incompleta

visão apaziguante é misteriosa
luz transcendência: rútila persiste,
seiva do ser, essência poderosa,

pois se foi dito o quanto a carne é triste,
arde em perfume o espírito da rosa
e é mais belo o que só no sonho existe.

Waldemar Freire Lopes (n. em Peri-Peri, então Município de Quipapá, mas hoje integrante do Município de S. Benedito do Sul, Pernambuco, a 1 de Fev. de 1911 – m. em 21 Out. 2006 no Recife).