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Já Marília cruel… – Basílio da Gama Julho 31, 2006

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Já Marília cruel, me não maltrata
saber que usas comigo de cautelas,
qu’inda te espero ver por causa delas,
arrependida de ter sido ingrata

Com o tempo, que tudo desbarata,
teus olhos deixarão de ser estrelas;
verás murchar no rosto as faces belas
e as tranças d´oiro converter-se em prata.

Pois se sabes que a tua formosura
por força há de sofrer da idade os danos,
por que me negas hoje esta ventura?

Guarda para seu tempo os desenganos;
gozemo-nos agora, enquanto dura,
já que dura tão pouco a flor dos anos.

José Basílio da Gama (nasceu em São José do Rio das Mortes [depois São José del Rei, hoje Tiradentes], Minas Gerais, em 22 de Jul de 1740; m. em Lisboa, em 31 de Jul de 1795).

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Callas without words

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Callas without words

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On this day in History – Jul 31

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A Despedida – António Correia de Oliveira Julho 30, 2006

Filed under: António Correia de Oliveira,poesia — looking4good @ 2:42 pm

Três modos de despedida
Tem o meu bem para mim:
– «Até logo»; «até à vista»:
Ou «adeus» – É sempre assim.

«Adeus», é lindo, mas triste;
«Adeus» … A Deus entregamos
Nossos destinos: partimos,
Mal sabendo se voltamos.

«Até logo», é já mais doce;
Tem distancia e ausência, é certo;
Mas não é nem ano e dia,
Nem tão-pouco algum deserto.

Vale mais «até à vista»,
Do que «até logo» ou «adeus»;
«À vista», lembra, voltando,
Meus olhos fitos nos teus.

Três modos de despedida
Tem, assim, o meu Amor;
Antes não tivesse tantos!
Nem um só… Fora melhor.

António Correia de Oliveira (n. em S. Pedro do Sul a 30 Jul 1879 m. em Belinho, Esposende a 20 Fev 1960)

 

A Despedida – António Correia de Oliveira

Filed under: António Correia de Oliveira,poesia — looking4good @ 2:42 pm

Três modos de despedida
Tem o meu bem para mim:
– «Até logo»; «até à vista»:
Ou «adeus» – É sempre assim.

«Adeus», é lindo, mas triste;
«Adeus» … A Deus entregamos
Nossos destinos: partimos,
Mal sabendo se voltamos.

«Até logo», é já mais doce;
Tem distancia e ausência, é certo;
Mas não é nem ano e dia,
Nem tão-pouco algum deserto.

Vale mais «até à vista»,
Do que «até logo» ou «adeus»;
«À vista», lembra, voltando,
Meus olhos fitos nos teus.

Três modos de despedida
Tem, assim, o meu Amor;
Antes não tivesse tantos!
Nem um só… Fora melhor.

António Correia de Oliveira (n. em S. Pedro do Sul a 30 Jul 1879 m. em Belinho, Esposende a 20 Fev 1960)

 

A Despedida – António Correia de Oliveira

Filed under: António Correia de Oliveira,poesia — looking4good @ 2:42 pm

Três modos de despedida
Tem o meu bem para mim:
– «Até logo»; «até à vista»:
Ou «adeus» – É sempre assim.

«Adeus», é lindo, mas triste;
«Adeus» … A Deus entregamos
Nossos destinos: partimos,
Mal sabendo se voltamos.

«Até logo», é já mais doce;
Tem distancia e ausência, é certo;
Mas não é nem ano e dia,
Nem tão-pouco algum deserto.

Vale mais «até à vista»,
Do que «até logo» ou «adeus»;
«À vista», lembra, voltando,
Meus olhos fitos nos teus.

Três modos de despedida
Tem, assim, o meu Amor;
Antes não tivesse tantos!
Nem um só… Fora melhor.

António Correia de Oliveira (n. em S. Pedro do Sul a 30 Jul 1879, m. em Belinho, Esposende a 20 Fev 1960)