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Que Deus me perdoe – recordando João da Silva Tavares na passagem do 45º aniversário da sua morte Junho 3, 2009

Filed under: Amália Rodrigues,Fado,João da Silva Tavares,poesia — looking4good @ 1:58 am

Ouçamos este fado na voz inesquecível de Amália Rodrigues

Se a minha alma fechada
Se pudesse mostrar,
E o que eu sofro calada
Se pudesse contar,
Toda a gente veria
Quanto sou desgraçada
Quanto finjo alegria
Quanto choro a cantar…

Que Deus me perdoe
Se é crime ou pecado
Mas eu sou assim
E fugindo ao fado,
Fugia de mim.
Cantando dou brado
E nada me dói
Se é pois um pecado
Ter amor ao fado
Que Deus me perdoe.

Quanto canto não penso
No que a vida é de má,
Nem sequer me pertenço,
Nem o mal se me dá.
Chego a querer a verdade
E a sonhar – sonho imenso –
Que tudo é felicidade
E tristeza não há.

João da Silva Tavares (nasceu em Estremoz em 24 Jun 1893; m. em 3 Jun 1964 em Lisboa)

Música: Frederico Valério

 

Eterna Amália Rodrigues faleceu há nove anos Outubro 6, 2008

Filed under: Amália Rodrigues,efemerides,Fado,morte,Music,Musica,poesia — looking4good @ 12:21 am


Amália Rodrigues faleceu faz hoje nove anos. Faleceu em 6 de Outubro de 1999 a musa do Fado, no dia em que passava dez anos sobre a morte de Bette Davies outra musa, esta do cinema.

Fica aqui a poesia e o Fado da grande artista portuguesa:

Horas De Vida Perdida – poema de Amália Rodrigues

Horas de vida perdida
à procura de viver
Vai-se à procura da vida
Não a encontra quem quer

Quem sou eu para dizer
Quem sou eu para o saber
Nem sei se sou ou não sou
Ninguém pode conhecer
Isto de ser e não ser

Sem saber sei entender
Assim sei o que não sei
Sinto que sou e não sou
Entre o que sei e não ei
A minha vida gastei
Sem conseguir entender

Ai quemme dera encontrar
As rimas da poesia
Ai se eu soubesse rimar
Tantas coisas que eu dizia

in Versos de Amália Rodrigues – Livros Cotovia
E agora ouçámo-la naquilo que sempre fez bem : Cantar o Fado

 

Eterna Amália Rodrigues faleceu há nove anos

Filed under: Amália Rodrigues,efemerides,Fado,morte,Music,Musica,poesia — looking4good @ 12:21 am


Amália Rodrigues faleceu faz hoje nove anos. Faleceu em 6 de Outubro de 1999 a musa do Fado, no dia em que passava dez anos sobre a morte de Bette Davies outra musa, esta do cinema.

Fica aqui a poesia e o Fado da grande artista portuguesa:

Horas De Vida Perdida – poema de Amália Rodrigues

Horas de vida perdida
à procura de viver
Vai-se à procura da vida
Não a encontra quem quer

Quem sou eu para dizer
Quem sou eu para o saber
Nem sei se sou ou não sou
Ninguém pode conhecer
Isto de ser e não ser

Sem saber sei entender
Assim sei o que não sei
Sinto que sou e não sou
Entre o que sei e não ei
A minha vida gastei
Sem conseguir entender

Ai quemme dera encontrar
As rimas da poesia
Ai se eu soubesse rimar
Tantas coisas que eu dizia

in Versos de Amália Rodrigues – Livros Cotovia
E agora ouçámo-la naquilo que sempre fez bem : Cantar o Fado

 

Eterna Amália Rodrigues faleceu há nove anos

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Amália Rodrigues faleceu faz hoje nove anos. Faleceu em 6 de Outubro de 1999 a musa do Fado, no dia em que passava dez anos sobre a morte de Bette Davies outra musa, esta do cinema.

Fica aqui a poesia e o Fado da grande artista portuguesa:

Horas De Vida Perdida – poema de Amália Rodrigues

Horas de vida perdida
à procura de viver
Vai-se à procura da vida
Não a encontra quem quer

Quem sou eu para dizer
Quem sou eu para o saber
Nem sei se sou ou não sou
Ninguém pode conhecer
Isto de ser e não ser

Sem saber sei entender
Assim sei o que não sei
Sinto que sou e não sou
Entre o que sei e não ei
A minha vida gastei
Sem conseguir entender

Ai quemme dera encontrar
As rimas da poesia
Ai se eu soubesse rimar
Tantas coisas que eu dizia

in Versos de Amália Rodrigues – Livros Cotovia
E agora ouçámo-la naquilo que sempre fez bem : Cantar o Fado

 

Frases que vão ficar célebres ! Setembro 6, 2008

Filed under: Amália Rodrigues,Citação do dia,Fado — looking4good @ 2:05 am

«As pessoas inteligentes gostam de Fado: o Fado é fodástico*» (Bruna Ruperto)

* Gíria comum que expressa a sensação de extremo êxtase com alguma coisa ou alguém. É a junção das palavras foda com fantástico (Dicionário Informal)

Lágrima – Amália Rodrigues

 

Alexandre O’Neill faleceu faz hoje vinte e dois anos Agosto 20, 2008

Filed under: Alexandre O'Neill,Amália Rodrigues,Fado,Mariza,Musica,poesia — looking4good @ 11:57 pm

Gaivota – Ler poema aqui

Há palavras que nos beijam – Ler poema aqui

Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…

Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill (n. em Lisboa a 19 de Dez de 1924; m. em 21 de Agosto de 1986)

Ler do mesmo autor, neste blog, ainda:
A Meu Favor

 

Alexandre O’Neill faleceu faz hoje vinte e dois anos

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Gaivota – Ler poema aqui

Há palavras que nos beijam – Ler poema aqui

Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…

Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill (n. em Lisboa a 19 de Dez de 1924; m. em 21 de Agosto de 1986)

Ler do mesmo autor, neste blog, ainda:
A Meu Favor

 

Alexandre O’Neill faleceu faz hoje vinte e dois anos

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Gaivota – Ler poema aqui

Há palavras que nos beijam – Ler poema aqui

Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…

Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill (n. em Lisboa a 19 de Dez de 1924; m. em 21 de Agosto de 1986)

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A Meu Favor

 

Alexandre O’Neill faleceu faz hoje vinte e dois anos

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Há palavras que nos beijam – Ler poema aqui

Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…

Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill (n. em Lisboa a 19 de Dez de 1924; m. em 21 de Agosto de 1986)

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A Meu Favor

 

23 Jul : Nasce Amália, desaparece Carlos Paredes Julho 23, 2008

Filed under: Amália Rodrigues,Carlos Paredes,Fado,Musica,poesia — looking4good @ 2:56 am
Foto de Amália Rodrigues
Não bastava tratar-se de duas das maiores figuras da música portuguesa e particularmente do fado ainda um pormenor adicional iria ligar temporalmente estas duas personalidades: 23 de Julho. Em 1920 nascia em Lisboa Amália Rodrigues e também em Lisboa neste mesmo dia do ano de 2004 desaparecia Carlos Paredes. Nothingandall deixa aqui a lembrança neste dia que é também o do aniversário da pianista portuguesa Maria João Pires.

E aqui porque o som do vídeo não é o melhor fica um registo muito claro da inesquecível voz de Amália. Quase arrepiante!

Lágrima

Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas
Com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de te querer tanto

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim o castigo
Não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo

Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desespero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
E deixo-me adormecer

Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Uma lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegria
Me deixaria matar
in Versos de Amália Rodrigues (n. 23 Jul 1920*em Lisboa, m. a 6 Out 1999 em Lisboa) *Data que consta dos documentos oficiais. Amália sempre defendeu que nascera em 1 de Julho de 1920.
Ouça mais música de Amália:

foto de Carlos Paredes em actuação

Cantiga de Maio Carlos Paredes (n. em Coimbra a 16 de Fev. de 1925; m. em Lisboa a 23 de Jul de 2004)