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A cor do cabelo – Delfim Guimarães Agosto 4, 2008

Filed under: Delfim Guimarães,poesia — looking4good @ 12:19 am
foto: Bébé daqui

Para ficar arquivado
No álbum da sua infância
Rescendente de fragrância
Um caracol foi cortado
Ao seu cabelo anelado.
Quando mais tarde, a distância
Bébé recordar a estância
Mais bela do seu passado
É natural que folheie
Este livro, e então se enleie
Num profundo meditar…
Como a côr do seu cabelo
Mudou tanto… foi o gelo
Do inverno que a fez mudar!

Delfim de Brito Guimarães (n. no Porto, em 4 de Agosto de 1872; m. na Amadora em 6 de Julho de 1933).

Ler do mesmo autor A Hora da Partida
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A cor do cabelo – Delfim Guimarães

Filed under: Delfim Guimarães,poesia — looking4good @ 12:19 am
foto: Bébé daqui

Para ficar arquivado
No álbum da sua infância
Rescendente de fragrância
Um caracol foi cortado
Ao seu cabelo anelado.
Quando mais tarde, a distância
Bébé recordar a estância
Mais bela do seu passado
É natural que folheie
Este livro, e então se enleie
Num profundo meditar…
Como a côr do seu cabelo
Mudou tanto… foi o gelo
Do inverno que a fez mudar!

Delfim de Brito Guimarães (n. no Porto, em 4 de Agosto de 1872; m. na Amadora em 6 de Julho de 1933).

Ler do mesmo autor A Hora da Partida
 

A Hora da Partida – Delfim Guimarães Julho 6, 2007

Filed under: Delfim Guimarães,poesia — looking4good @ 11:44 am
photo from here

Ai, a hora cruel da despedida
e as lágrimas choradas nesse instante!
Fazem mais do que lâmina cortante
os soluços que ouvimos à partida…

Hora triste, hora amarga e dolorida,
que se eterniza… e corre galopante;
momento inolvidável, cruciante,
que, num sopro, nos rouba anos de vida!

Muito custa sair a barra fora,
deixando o coração, pois, muito embora
a gente conte em breve regressar,

quem poderá prever, quando partimos,
por quanto tempo nós nos despedimos,
se porventura havemos de voltar?!

Delfim de Brito Monteiro Guimarães (n. no Porto a 4 Ago 1872, m. na Amadora a 6 de Jul 1933)

 

A Hora da Partida – Delfim Guimarães

Filed under: Delfim Guimarães,poesia — looking4good @ 11:44 am
photo from here

Ai, a hora cruel da despedida
e as lágrimas choradas nesse instante!
Fazem mais do que lâmina cortante
os soluços que ouvimos à partida…

Hora triste, hora amarga e dolorida,
que se eterniza… e corre galopante;
momento inolvidável, cruciante,
que, num sopro, nos rouba anos de vida!

Muito custa sair a barra fora,
deixando o coração, pois, muito embora
a gente conte em breve regressar,

quem poderá prever, quando partimos,
por quanto tempo nós nos despedimos,
se porventura havemos de voltar?!

Delfim de Brito Monteiro Guimarães (n. no Porto a 4 Ago 1872, m. na Amadora a 6 de Jul 1933)

 

A Hora da Partida – Delfim Guimarães

Filed under: Delfim Guimarães,poesia — looking4good @ 11:44 am
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Ai, a hora cruel da despedida
e as lágrimas choradas nesse instante!
Fazem mais do que lâmina cortante
os soluços que ouvimos à partida…

Hora triste, hora amarga e dolorida,
que se eterniza… e corre galopante;
momento inolvidável, cruciante,
que, num sopro, nos rouba anos de vida!

Muito custa sair a barra fora,
deixando o coração, pois, muito embora
a gente conte em breve regressar,

quem poderá prever, quando partimos,
por quanto tempo nós nos despedimos,
se porventura havemos de voltar?!

Delfim de Brito Monteiro Guimarães (n. no Porto a 4 Ago 1872, m. na Amadora a 6 de Jul 1933)