Nothingandall

Just another WordPress.com weblog

A Lagartixa – Álvares de Azevedo Abril 25, 2008

Filed under: Alvares de Azevedo,poesia — looking4good @ 1:59 am

Originally uploaded on Flick by mauro brancorsini photographer

A lagartixa ao sol ardente vive,
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão dos teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito…
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores.
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha;
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Manuel António Álvares de Azevedo (n. em São Paulo a 12 de Setembro de 1831 e faleceu no Rio de Janeiro a 25 de Abril de 1852).

Anúncios
 

A Lagartixa – Álvares de Azevedo

Filed under: Alvares de Azevedo,poesia — looking4good @ 1:59 am

Originally uploaded on Flick by mauro brancorsini photographer

A lagartixa ao sol ardente vive,
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão dos teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito…
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores.
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha;
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Manuel António Álvares de Azevedo (n. em São Paulo a 12 de Setembro de 1831 e faleceu no Rio de Janeiro a 25 de Abril de 1852).

 

A Lagartixa – Álvares de Azevedo

Filed under: Alvares de Azevedo,poesia — looking4good @ 1:59 am

Originally uploaded on Flick by mauro brancorsini photographer

A lagartixa ao sol ardente vive,
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão dos teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito…
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores.
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha;
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Manuel António Álvares de Azevedo (n. em São Paulo a 12 de Setembro de 1831 e faleceu no Rio de Janeiro a 25 de Abril de 1852).