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Juvenília V – Fagundes Varela Fevereiro 17, 2009

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 1:11 am

Não vês quantos passarinhos
Se cruzam no azul do céu?
Pois olha, pomba querida,
Mais vezes,
Mais vezes te adoro eu.

Não vês quantas rosas belas
O sereno umedeceu?
Pois olha, flor de minh’alma,
Mais vezes,
Mais vezes te adoro eu.

Não vês quantos grãos de areia
Na praia o rio estendeu?
Pois olha, cândida pérola,
Mais vezes,
Mais vezes te adoro eu.

Ave, flor, perfume, canto,
Rainha do gênio meu,
Além da glória e dos anjos,
Mil vezes,
Mil vezes te adoro eu.

Luís Nicolau Fagundes Varella (n. na fazenda Santa Rita em Rio Claro, RJ, em 17 de Agosto de 1841, e faleceu em Niterói, RJ, em 17 de Fevereiro de 1875).

Ler do mesmo poeta, neste blog: Eu Passava Na Vida Errante; Flor do Maracujá

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A Flor do Maracujá – Fagundes Varela Agosto 17, 2008

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 11:10 pm
Flor de Maracujá foto de Reynaldo Monteiro daqui

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.

Pelas tranças da mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá !

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá !

Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – a –
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

Luís Nicolau Fagundes Varela (n. em Santa Rita do Rio Claro, Rio de Janeiro, em 18 de Agosto de 1841; m. em Niterói, Rio de Janeiro a 17 Fev. 1875).

Ler do mesmo autor, neste blog Eu passava na vida errante…

 

A Flor do Maracujá – Fagundes Varela

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 11:10 pm
Flor de Maracujá foto de Reynaldo Monteiro daqui

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.

Pelas tranças da mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá !

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá !

Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – a –
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

Luís Nicolau Fagundes Varela (n. em Santa Rita do Rio Claro, Rio de Janeiro, em 18 de Agosto de 1841; m. em Niterói, Rio de Janeiro a 17 Fev. 1875).

Ler do mesmo autor, neste blog Eu passava na vida errante…

 

A Flor do Maracujá – Fagundes Varela

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 11:10 pm
Flor de Maracujá foto de Reynaldo Monteiro daqui

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.

Pelas tranças da mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá !

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá !

Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – a –
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

Luís Nicolau Fagundes Varela (n. em Santa Rita do Rio Claro, Rio de Janeiro, em 18 de Agosto de 1841; m. em Niterói, Rio de Janeiro a 17 Fev. 1875).

Ler do mesmo autor, neste blog Eu passava na vida errante…

 

A Flor do Maracujá – Fagundes Varela

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 11:10 pm
Flor de Maracujá foto de Reynaldo Monteiro daqui

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.

Pelas tranças da mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá !

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá !

Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – a –
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

Luís Nicolau Fagundes Varela (n. em Santa Rita do Rio Claro, Rio de Janeiro, em 18 de Agosto de 1841; m. em Niterói, Rio de Janeiro a 17 Fev. 1875).

Ler do mesmo autor, neste blog Eu passava na vida errante…

 

Eu passava na vida errante… – Fagundes Varela Agosto 18, 2007

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 5:31 pm

foto: Cisne branco

Eu passava na vida errante e vago,
como o nauta perdido em noite escura,
mas tu te ergueste, peregrina e pura
como o cisne inspirado em manso lago.

Beijava a onda num soluço mago
das moles plumas a brilhante alvura,
e a voz, ungida de eternal doçura
roçava as nuvens em divino afago.

Vi-te… e nas chamas de fervor profundo,
a teus pés afoguei a mocidade,
esquecido de mim, de Deus, do mundo!…

Mas ai! cedo fugiste!… da soidade,
hoje te imploro desse amor tão fundo
uma ideia, uma queixa, uma saudade!

Luís Nicolau Fagundes Varela (n. em Santa Rita do Rio Claro (RJ), em 18 de Agosto de 1841; m. em Niterói (RJ) a 17 Fev. 1875).

 

Eu passava na vida errante… – Fagundes Varela

Filed under: Fagundes Varela,poesia — looking4good @ 5:31 pm

foto: Cisne branco

Eu passava na vida errante e vago,
como o nauta perdido em noite escura,
mas tu te ergueste, peregrina e pura
como o cisne inspirado em manso lago.

Beijava a onda num soluço mago
das moles plumas a brilhante alvura,
e a voz, ungida de eternal doçura
roçava as nuvens em divino afago.

Vi-te… e nas chamas de fervor profundo,
a teus pés afoguei a mocidade,
esquecido de mim, de Deus, do mundo!…

Mas ai! cedo fugiste!… da soidade,
hoje te imploro desse amor tão fundo
uma ideia, uma queixa, uma saudade!

Luís Nicolau Fagundes Varela (n. em Santa Rita do Rio Claro (RJ), em 18 de Agosto de 1841; m. em Niterói (RJ) a 17 Fev. 1875).