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Eu cantarei um dia da tristeza – Marquesa de Alorna Outubro 11, 2007

Filed under: Marquesa de Alorna,poesia — looking4good @ 6:41 am
foto: Red tree from here

Eu cantarei um dia da tristeza
por uns termos tão ternos e saudosos,
que deixem aos alegres invejosos
de chorarem o mal que lhes não pesa.

Abrandarei das penhas a dureza,
exalando suspiros tão queixosos,
que jamais os rochedos cavernosos
os repitam da mesma natureza.

Serras, penhascos, troncos, arvoredos,
ave, ponte, montanha, flor, corrente,
comigo hão-de chorar de amor enredos.

Mas ah! que adoro uma alma que não sente!
Guarda, Amor, os teus pérfidos segredos,
que eu derramo os meus ais inutilmente.

Marquesa de Alorna [D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre] (n. em Lisboa a 31 de Outubro de 1750; m. em 11 de Outubro de 1839)

in Poemas de Amor, selecção de Inês Pedrosa, Edições D. Quixote

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Eu cantarei um dia da tristeza – Marquesa de Alorna

Filed under: Marquesa de Alorna,poesia — looking4good @ 6:41 am
foto: Red tree from here

Eu cantarei um dia da tristeza
por uns termos tão ternos e saudosos,
que deixem aos alegres invejosos
de chorarem o mal que lhes não pesa.

Abrandarei das penhas a dureza,
exalando suspiros tão queixosos,
que jamais os rochedos cavernosos
os repitam da mesma natureza.

Serras, penhascos, troncos, arvoredos,
ave, ponte, montanha, flor, corrente,
comigo hão-de chorar de amor enredos.

Mas ah! que adoro uma alma que não sente!
Guarda, Amor, os teus pérfidos segredos,
que eu derramo os meus ais inutilmente.

Marquesa de Alorna [D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre] (n. em Lisboa a 31 de Outubro de 1750; m. em 11 de Outubro de 1839)

in Poemas de Amor, selecção de Inês Pedrosa, Edições D. Quixote

 

Eu cantarei um dia da tristeza – Marquesa de Alorna

Filed under: Marquesa de Alorna,poesia — looking4good @ 6:41 am
foto: Red tree from here

Eu cantarei um dia da tristeza
por uns termos tão ternos e saudosos,
que deixem aos alegres invejosos
de chorarem o mal que lhes não pesa.

Abrandarei das penhas a dureza,
exalando suspiros tão queixosos,
que jamais os rochedos cavernosos
os repitam da mesma natureza.

Serras, penhascos, troncos, arvoredos,
ave, ponte, montanha, flor, corrente,
comigo hão-de chorar de amor enredos.

Mas ah! que adoro uma alma que não sente!
Guarda, Amor, os teus pérfidos segredos,
que eu derramo os meus ais inutilmente.

Marquesa de Alorna [D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre] (n. em Lisboa a 31 de Outubro de 1750; m. em 11 de Outubro de 1839)

in Poemas de Amor, selecção de Inês Pedrosa, Edições D. Quixote