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Silêncio! – Alfredo Brochado, no 60º. aniversário do desaparecimento do poeta Maio 16, 2009

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 6:45 pm
Poente – foto de Reynaldo Monteiro

Foi-se na cor deste poente alado
O teu amor e o meu perdidamente.
Deixá-lo ir dormir eternamente
Como um sonho que mal fosse sonhado.

Deixá-lo ir assim, sem um pecado,
Dos outros este amor tão diferente.
Deixá-lo ir na luz deste Poente
O nosso amor meu Deus, tão desgraçado!

Deixá-lo ir assim ao fim do dia,
Como luz de penumbra ou sacristia,
Como flor que murchou sem um lamento.

Deixá-lo ir o meu amor enfim!
Deixá-lo ir meu Deus! Longe de mim
Que durma em paz no grande esquecimento

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).

Ler do mesmo autor neste blog:
Tríptico
Miniaturas
Desvio
Na Atitude Saudosa de Quem Chora

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Tríptico – Alfredo Brochado Fevereiro 3, 2009

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 1:16 am
Olaia

Caiu agora uma folha
De uma olaia da Avenida!
Ela tomba e ninguém olha
A morte daquela vida.

No entanto, mesmo caindo
Com suavíssima leveza,
É qualquer coisa de findo
À face da natureza.

Tua vida, a minha vida,
A nossa vida, afinal,
É aquela folha caída,
Num dia de vendaval.

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).
Ler do mesmo autor neste blog:
Miniaturas
Desvio
Na Atitude Saudosa de Quem Chora
 

Miniaturas – Alfredo Brochado Maio 16, 2008

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 1:33 am

Saudades que eu tenho,
Ninguém
Mais as tem.
Saudades…
Saudades dos dias
Nevoentos e frios
Dos dias sombrios,
Saudades de mim.
Saudades dos dias
Vividos,
Sofridos,
Na curva sem fim,
Dos meus cinco sentidos.
Saudades que eu tenho,
Parece que é assim,
No fundo são tudo
Saudades de mim.

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).
 

Miniaturas – Alfredo Brochado

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 1:33 am

Saudades que eu tenho,
Ninguém
Mais as tem.
Saudades…
Saudades dos dias
Nevoentos e frios
Dos dias sombrios,
Saudades de mim.
Saudades dos dias
Vividos,
Sofridos,
Na curva sem fim,
Dos meus cinco sentidos.
Saudades que eu tenho,
Parece que é assim,
No fundo são tudo
Saudades de mim.

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).
 

Miniaturas – Alfredo Brochado

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 1:33 am

Saudades que eu tenho,
Ninguém
Mais as tem.
Saudades…
Saudades dos dias
Nevoentos e frios
Dos dias sombrios,
Saudades de mim.
Saudades dos dias
Vividos,
Sofridos,
Na curva sem fim,
Dos meus cinco sentidos.
Saudades que eu tenho,
Parece que é assim,
No fundo são tudo
Saudades de mim.

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).
 

Miniaturas – Alfredo Brochado

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 1:33 am

Saudades que eu tenho,
Ninguém
Mais as tem.
Saudades…
Saudades dos dias
Nevoentos e frios
Dos dias sombrios,
Saudades de mim.
Saudades dos dias
Vividos,
Sofridos,
Na curva sem fim,
Dos meus cinco sentidos.
Saudades que eu tenho,
Parece que é assim,
No fundo são tudo
Saudades de mim.

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).
 

Desvio – Alfredo Brochado Fevereiro 3, 2008

Filed under: Alfredo Brochado,poesia — looking4good @ 2:23 am

Quem teria eu sido se fosse
Aquele para que nasci?
Talvez o mesmo rio de água doce,
A procurar a foz junto de ti.

Mas quem serias tu? Vagas imagens.
Impossível saber!
Pois outras deveriam ser as margens,
Por onde o rio havia de correr.

in Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).