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Vitral – Afonso Duarte (falecido faz hoje 51 anos) Março 5, 2009

Filed under: Afonso Duarte,poesia — looking4good @ 1:54 am
Lago e Luar foto daqui

Franzina, é como um choupo à luz da Lua;
É a noite escura o seu olhar de mágoa.
Uma ogiva os seus braços quando amua,
modelo foi dos cantarinhos de água.

Dizem os seios que a farão mãezinha:
oh, que linda menina casadoira!
São os seios da virgem donzelinha,
dois novelos saltando à dobadoira.

Seus lábios, duas pétalas de rosa;
abrem as rosas como a boca enlaça…
Em beijo a boca é uma flor ciosa.

Num lago a Lua: o seu andar embala;
são suas mãos às que eu imploro a graça,
seu corpo esguio, uma ânfora com fala.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.
Soneto extraído de 366 poemas de amor, um antologia organizada por Vasco da Graça Moura, Quetzal Editores. Nota bibiliográfica de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Ler do mesmo autor, neste blog Rosas e Cantigas

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Vitral – Afonso Duarte (falecido faz hoje 51 anos)

Filed under: Afonso Duarte,poesia — looking4good @ 1:54 am
Lago e Luar foto daqui

Franzina, é como um choupo à luz da Lua;
É a noite escura o seu olhar de mágoa.
Uma ogiva os seus braços quando amua,
modelo foi dos cantarinhos de água.

Dizem os seios que a farão mãezinha:
oh, que linda menina casadoira!
São os seios da virgem donzelinha,
dois novelos saltando à dobadoira.

Seus lábios, duas pétalas de rosa;
abrem as rosas como a boca enlaça…
Em beijo a boca é uma flor ciosa.

Num lago a Lua: o seu andar embala;
são suas mãos às que eu imploro a graça,
seu corpo esguio, uma ânfora com fala.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.
Soneto extraído de 366 poemas de amor, um antologia organizada por Vasco da Graça Moura, Quetzal Editores. Nota bibiliográfica de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Ler do mesmo autor, neste blog Rosas e Cantigas

 

Rosas e Cantigas – Afonso Duarte Março 5, 2008

Filed under: Afonso Duarte,poesia — looking4good @ 1:57 am
Eu hei-de despedir-me desta lida,
rosas? – Árvores, hei-de abrir-vos covas
e deixar-vos ainda quando novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de Deus é a mais sentida
deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! Eu tenho provas
que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico e limonete,
oh, que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
flores que eu trato, rosas e cantigas,
cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições
Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).

 

Rosas e Cantigas – Afonso Duarte Janeiro 1, 2008

Filed under: Afonso Duarte,poesia — looking4good @ 2:28 am
Rosas Multicoloridas da Holanda – Expo Flora São Paulo 08/2007
(Foto: Filipe Araújo/Agência “Estado”). Extraída daqui

Eu hei-de despedir-me desta lida,
rosas? – Árvores, hei-de abrir-vos covas
e deixar-vos ainda quando novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de Deus é a mais sentida
deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! Eu tenho provas
que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico e limonete,
oh, que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
flores que eu trato, rosas e cantigas,
cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.

Soneto e nota bibiliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Rosas e Cantigas – Afonso Duarte

Filed under: Afonso Duarte,poesia — looking4good @ 2:28 am
Rosas Multicoloridas da Holanda – Expo Flora São Paulo 08/2007
(Foto: Filipe Araújo/Agência “Estado”). Extraída daqui

Eu hei-de despedir-me desta lida,
rosas? – Árvores, hei-de abrir-vos covas
e deixar-vos ainda quando novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de Deus é a mais sentida
deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! Eu tenho provas
que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico e limonete,
oh, que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
flores que eu trato, rosas e cantigas,
cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.

Soneto e nota bibiliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Rosas e Cantigas – Afonso Duarte

Filed under: Afonso Duarte,poesia — looking4good @ 2:28 am
Rosas Multicoloridas da Holanda – Expo Flora São Paulo 08/2007
(Foto: Filipe Araújo/Agência “Estado”). Extraída daqui

Eu hei-de despedir-me desta lida,
rosas? – Árvores, hei-de abrir-vos covas
e deixar-vos ainda quando novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de Deus é a mais sentida
deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! Eu tenho provas
que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico e limonete,
oh, que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
flores que eu trato, rosas e cantigas,
cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.

Soneto e nota bibiliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Rosas e Cantigas – Afonso Duarte

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Rosas Multicoloridas da Holanda – Expo Flora São Paulo 08/2007
(Foto: Filipe Araújo/Agência “Estado”). Extraída daqui

Eu hei-de despedir-me desta lida,
rosas? – Árvores, hei-de abrir-vos covas
e deixar-vos ainda quando novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de Deus é a mais sentida
deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! Eu tenho provas
que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico e limonete,
oh, que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
flores que eu trato, rosas e cantigas,
cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE nasceu na Ereira (concelho de Montemor-o-Velho) a 1 de Janeiro de 1884 e morreu paraplégico em Coimbra a 5 de Março de 1958. Bacharelado em Ciências Físico-Naturais pela universidade de Coimbra, foi professor da Escola Normal e, apesar de se ter distinguido na pedagogia do Desenho e Etnografia Artística, viu-se compelido a abandonar o ensino, em 1932, por motivos de ordem política. A sua poesia rústica, de raiz humanista, vai do saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, mas mantendo sempre uma originalidade própria.

Soneto e nota bibiliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.