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Empate certo em jogo de equipas cansadas Fevereiro 28, 2009

Filed under: FC Porto,Futebol,Liga Sagres,Sporting — looking4good @ 10:43 pm

FC Porto logSporting logo FC Porto

0-0
Sporting

E quem mais perto esteve do golo foi o Sporting…

O último dos clássicos para o Campeonato da época 2008/2009 disputou-se a seguir a uma eliminatória da Champions League. O Porto jogou na 4ª. fora com o Atlético de Madrid com um empate moralizador o Sporting foi goleado em casa frente ao Bayern (0-5).O Porto liderava (e lidera) o campeonato e uma vitória eliminaria os visitanmtes da discussão e dava-lhe confortável avanço sobre o Benfica (4 pontos). O Sporting aspirava a vencer para ficar a um ponto. Tudo isto na teoria. O jogo viria a demonstrar que às vezes a vontade não tem correspondência nas capacidades.

Na primeira parte coube ao Sporting as melhores oportunidades do jogo: Izmailov não aproveitou uma bola (mal) afastada pela defesa do Porto e atirou por cima da barra (23′). Dum cruzamento da direita de Pereirinha, Derlei ganhou no jogo alto e Liedson ao segundo poste atirou de cabeça ao poste. Aos 42′ Liedson após falha no corte de Bruno Alves quiz desviar a bola de primeira mas fê-lo mal para fora. A primeira oportunidade do jogo fora para os portistas num pontapé de canto com remate de cabeça de Rodríguez e Pereirinha evitar o golo sobre a linha.

Os últimos minutos da primeira parte foram confusos com picardias e João Ferreira a não parecer capaz de segurar o jogo mas o intervalo acalmou as coisas.

Na segunda parte nem oportunidades existiram. Um jogo fraco de pouca dinâmica, de bola no pé curto, com os portistas mais inconformados, especialmente Cristian Rodriguez mas sem grande emoção. Os guarda-redes não fizeram uma defesa digna desse nomee por isso o zero a zero ajusta-se.

Com o fraco futebol da segunda parte até João Ferreira se equilibrou mas a amostragem do cartão amarelo a Cristian Rodriguez numa confusão aquando da marcação de um pontapé de canto vai dar que falar (o jogador fica afastado do jogo com o Leixões).

Estádio do Dragão
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)

FC PORTO – Helton; Pedro Emanuel, Rolando, Bruno Alves e Cissokho (Tomás Costa, 71m); Lucho (Farías, 83m), Fernando e Raul Meireles; Lisandro (Tarik, 88m), Hulk e Rodriguez.

SPORTING – Tiago; Pedro Silva, Daniel Carriço, Polga e Grimi (Caneira, 28m); Pereirinha, Rochemback (Adrien, 83m), João Moutinho e Izmailov (Yannick Djaló, 68m); Liedson e Derlei.

Golos: Nada a registar

Acção disciplinar: Cartão amarelo a Polga 35’por falta sobre Lucho e a Derlei por protestos; Rolando, Rochemback, Tomás Costa, Rodriguez, Tiago.

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Reencontro – Linhares Filho

Filed under: Linhares Filho,poesia — looking4good @ 4:44 am

Orfeu Conduzindo Eurídice (1861)
Jean-Baptiste-Camille Corot(1796-1875).
Óleo sobre tela, 112.3 x 137.1 cm
Museum of Fine Arts, Houston, Texas

Fiel ao amor e à arte entre proteus,
encontro a luz aquém do terremoto.
A arte e o amor são em mim síntese, foto
do Ser e a fotossíntese que os meus

respiros pedem. No imo é que devoto
o culto mais leal a encantos seus.
E, na luta, assemelho-me aos Ateus:
contactando o meu chão, de novo broto.

Quanto mais acho, tanto mais procuro
o bem de amar e criar no tempo e espaço
da vigília e do sonho dos Orfeus.

Reencontro-me, autêntico misturo
Poesia e Amada num grandioso abraço,
imagens do infinito amor de Deus!

Linhares Filho (nasceu a 28 de fevereiro de 1939, em Lavras da Mangabeira,Ceará)

 

Happy birthday – Karolina Kurkova

Filed under: celebrities,Karolina Kurkova,wallpapers — looking4good @ 3:52 am
Karolina Kurkova
 

Parabéns Benfica 105 anos de vida!

Filed under: Benfica,efemerides — looking4good @ 3:31 am

Eis como nasceu há 105 anos o clube que segundo o Guiness, é o clube do mundo com mais sócios, cerca de 170.000.

Em 28 de Fevereiro de 1904, fundou-se na Farmácia Franco, à Rua Direita de Belém, nº. 107, o Grupo Sport Lisboa.

Os sócios fundadores foram:
Abílio Meireles
Amadeu Rocha
António Rosa Rodrigues
António Severino
Cândido Rosa Rodrigues
Carlos França
Daniel Brito
Eduardo Corga
Francisco Calisto
Francisco Reis
João Inácio Gomes
João Goulão
Joaquim Almeida
Joaquim Ribeiro
Jorge Augusto de Sousa
Jorge de Sousa Afra
José Linhares
José Rosa Rodrigues
Manuel Gourlade
Manuel França
Raul Empis
Henrique Teixeira
Vírgilio Cunha
e Cosme Damião que elaborou a acta
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Em 1906 foi fundado o Grupo Sport de Benfica, dando-se em 1908 a fusão dos clubes passando em 13 de Setembro de 1908 a denominar-se Sport Lisboa e Benfica.

 

Quotation of the Day – William F. Buckley Jr. Fevereiro 27, 2009

Filed under: Citação do dia,efemerides — looking4good @ 11:36 pm

“The best defense against usurpatory government is an assertive citizenry.”

William Frank Buckley Jr.(b. November 24, 1925 in New York City, United States – d. February 27, 2008 in Stamford, Connecticut, United States)

 

Benfica confirma-se em segundo

Filed under: Benfica,Futebol,Leixões,Liga Sagres — looking4good @ 10:57 pm

Benfica

2-1

Leixões

Uff! Acabou…que alívio!

A imprensa deu grande destaque à possibilidade do Leixões bater um record de décadas: o de vencer em casa do Porto, do Sporting e do Benfica na mesma época. Porém a equipa matosinhense começou o jogo na expectativa e o Benfica apareceu anormalmente dominador no primeiro quarto de hora de jogo.

Na realidade a partir do golo de avanço – um autogolo depois de um cruzamento da esquerda de Reyes. Cardozo ao segundo poste esperava a bola, mas Elvis interpôs-se fazendo autogolo – a situação mudou. O Leixões avançou mais o Benfica recuou a linha de meio campo e o jogo equilibrou-se. Zé Manuel não dominou a bola num passe longo que o poderia ter isolado, Luisão na ressaca de um lance de bola parada, em pontapé de bicicleta esteve quase a fazer o 2-0.

Na segunda parte o jogo do Benfica mostrou a pouca capacidade de controlo de bola que tem manifestado, o Leixões começou a acreditar que podia empatar e teve uma semi-oportunidade quando após reposição de bola de Beto, Diogo Valente aparece a receber a bola por trás da defesa encarnada, mas descaído pela direita rematou torto.

Já após algumas mexidas (ver ficha do jogo abaixo) Cardozo isola-se domina mal e perde a oportunidade do 2-0; logo a seguir foi Cardozo que foi à lateral direita já perto da linha do fundo ganhar a Elvis para cruzar para Nuno Gomes antecipar-se e de cabeça facturar o suposto golo da tranquilidade. Não aconteceu assim, com as substituições esgotadas após o 2-0 com a entrada de Balboa (para quê?) e saída de Di Maria, Carlos Martins que já havia entrado para substituir Ruben Amorim (lesionado) ainda na primeira parte teve que sair deixando o Benfica em inferioridade numérica. Não demorou muito para o Leixões reduzir a diferença, defesa apática dos encarnados com tantos jogadores e ninguém a afastar a bola até que Balboa a coloca nos pés de Rodrigo Silva que aproveitou. Com mais de um quarto de hora por jogar, com mais um homem em campo e com o Benfica só com um médio defensivo e Aimar em dificuldades físicas, este golo ressuscitou o Leixões. Entrou Chumbinho para reforçar o ataque e até ao final foi um sufoco para os adeptos encarnados ainda que o Leixões não tenha criado uma oportunidade de golo para o 2-2.

Lucílio Batista foi condescendente nos amarelos perdoando-os a Diogo Valente e a Luisão (numa falta à entrada da área que nem sequer assinalou). Contestado na amostragem de um amarelo a Carlos Martins quando entrou em campo para substituir Ruben Amorim que já havia saído lesionado, nos últimos minutos a contestação foi dos leixonenses e com razão, nomeadamente pelo tempo de compensação exíguo – três minutos – que concedeu.

Ficha de jogo:
Estádio da Luz
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)

BENFICA – Moreira; Maxi, Luisão, Miguel Vítor e David Luiz; Ruben Amorim e Katsouranis; Di María (Balboa, 71m), Aimar e Reyes (Nuno Gomes, 59m); Cardozo.

LEIXÕES – Beto; Laranjeiro, Nuno Silva, Elvis e Angulo; Roberto Sousa, Bruno China (Chumbinho, 77m) e Hugo Morais; Braga (Rodrigo Silva, 40m), José Manuel (Sony, 60m) e Diogo Valente.

Marcadores: 1-0, autogolo Elvis (16m); 2-0, Nuno Gomes (67m); 2-1, Rodrigo Silva (75m)
Acção disciplinar: Cartão amarelo a Miguel Vítor, Carlos Martins, Jean Sony, Chumbinho

 

A Mão no Arado – Ruy Belo que nasceu há 76 anos

Filed under: poesia,Ruy Belo — looking4good @ 12:44 am
Tristeza imagem daqui

Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses e os anos nunca lhe faltará

Oh! como é triste envelhecer à porta
entretecer nas mãos um coração tardio
Oh! como é triste arriscar em humanos regressos
o equilíbrio azul das extremas manhãs do verão
ao longo do mar transbordante de nós
no demorado adeus da nossa condição
É triste no jardim a solidão do sol
vê-lo desde o rumor e as casas da cidade
até uma vaga promessa de rio
e a pequenina vida que se concede às unhas
Mais triste é termos de nascer e morrer
e haver árvores ao fim da rua

É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
É triste no outono concluir
que era o verão a única estação
Passou o solitário vento e não o conhecemos
e não soubemos ir até ao fundo da verdura
como rios que sabem onde encontrar o mar
e com que pontes com que ruas com que gentes com que montes conviver
através de palavras de uma água para sempre dita
Mas o mais triste é recordar os gestos de amanhã

Triste é comprar castanhas depois da tourada
entre o fumo e o domingo na tarde de novembro
e ter como futuro o asfalto e muita gente
e atrás a vida sem nenhuma infância
revendo tudo isto algum tempo depois
A tarde morre pelos dias fora
É muito triste andar por entre Deus ausente

Mas, ó poeta, administra a tristeza sabiamente.

in Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea, Um Panorama; organização de Alberto da Costa e Silva e Alexei Bueno

RUY de Moura Ribeiro BELO nasceu em Rio Maior (Ribatejo) a 27 de Fevereiro de 1933 e faleceu em Queluz a 8 de Agosto de 1978. Matriculou-se em Direito em Coimbra, mas concluiu a formatura em Lisboa (1956). Doutorou-se em Direito Canónico na universidade gregoriana de Roma (1958). Regressado a Lisboa, tirou o curso de Filologia Românica (1961/67). Em 1971, foi leitor de Português na universidade de Madrid. À data da morte, leccionava nos cursos nocturnos da escola técnica do Cacém, como professor provisório. Chegara a advogar e foi também tradutor e ensaísta: «Na Senda da Poeira» (1969). A sua poesia oferece-nos um discurso caudaloso de índole auto-reflexiva e experimentação formal. É uma complexa procura existencial, mais ontológica que religiosa, que conjuga uma ironia superior com a maestria linguística. O autor abandonara a Opus Dei e assumira uma posição política.

Ler do mesmo autor: E tudo era possível; Mas que sei eu…; Nomeei-te no meio dos meus sonhos; To Helena; Orla Marítima; Ficção

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).