Nothingandall

Just another WordPress.com weblog

Madrigal de um Louco – Da Costa e Silva Junho 29, 2008

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 1:53 am
Lua e estrelas; foto daqui

     L u a !
Camélia
Que flutua
No azul. Ofélia
Serena e dolente,
Fria, vagando pelas
Alturas, serenamente,
Por entre os lírios das estrelas;
Santelmo aceso para a Saudade;
Luz etérea, simbólica, perdida
Entre os astros de ouro pela imensidade;
Esfinge da Ilusão no deserto da Vida!
Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa...
Vaso espiritual dos meus cismares,
Custódia argêntea da minha crença,
Ó Rosa Mística dos ares!
Unge o meu ser, na apoteose
Da tua luz, e eu frua,
Cismando, a pureza
Da luz e goze
Toda a tua
Tristeza,
L u a !
António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.

Ler do mesmo autor
Saudade
Anúncios
 

Madrigal de um Louco – Da Costa e Silva

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 1:53 am
Lua e estrelas; foto daqui

     L u a !
Camélia
Que flutua
No azul. Ofélia
Serena e dolente,
Fria, vagando pelas
Alturas, serenamente,
Por entre os lírios das estrelas;
Santelmo aceso para a Saudade;
Luz etérea, simbólica, perdida
Entre os astros de ouro pela imensidade;
Esfinge da Ilusão no deserto da Vida!
Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa...
Vaso espiritual dos meus cismares,
Custódia argêntea da minha crença,
Ó Rosa Mística dos ares!
Unge o meu ser, na apoteose
Da tua luz, e eu frua,
Cismando, a pureza
Da luz e goze
Toda a tua
Tristeza,
L u a !
António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.

Ler do mesmo autor
Saudade
 

Madrigal de um Louco – Da Costa e Silva

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 1:53 am
Lua e estrelas; foto daqui

     L u a !
Camélia
Que flutua
No azul. Ofélia
Serena e dolente,
Fria, vagando pelas
Alturas, serenamente,
Por entre os lírios das estrelas;
Santelmo aceso para a Saudade;
Luz etérea, simbólica, perdida
Entre os astros de ouro pela imensidade;
Esfinge da Ilusão no deserto da Vida!
Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa...
Vaso espiritual dos meus cismares,
Custódia argêntea da minha crença,
Ó Rosa Mística dos ares!
Unge o meu ser, na apoteose
Da tua luz, e eu frua,
Cismando, a pureza
Da luz e goze
Toda a tua
Tristeza,
L u a !
António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.

Ler do mesmo autor
Saudade
 

Madrigal de um Louco – Da Costa e Silva

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 1:53 am
Lua e estrelas; foto daqui

     L u a !
Camélia
Que flutua
No azul. Ofélia
Serena e dolente,
Fria, vagando pelas
Alturas, serenamente,
Por entre os lírios das estrelas;
Santelmo aceso para a Saudade;
Luz etérea, simbólica, perdida
Entre os astros de ouro pela imensidade;
Esfinge da Ilusão no deserto da Vida!
Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa...
Vaso espiritual dos meus cismares,
Custódia argêntea da minha crença,
Ó Rosa Mística dos ares!
Unge o meu ser, na apoteose
Da tua luz, e eu frua,
Cismando, a pureza
Da luz e goze
Toda a tua
Tristeza,
L u a !
António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.

Ler do mesmo autor
Saudade
 

Saudade – Da Costa e Silva Junho 29, 2007

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 12:55 pm
foto: Caboré (Glaucidium brasilianum)
extraída daqui

Saudade! Olhar de minha mãe rezando
e o pranto lento deslizando em fio…
Saudade! Amor da minha terra… O rio
cantigas de águas claras soluçando.

Noites de Junho… O caboré com frio,
ao luar, sobre o arvoredo, piando, piando…
E, ao vento, as folhas lívidas cantando
A saudade infeliz de um sol de estio.

Saudade! Asa de dor do Pensamento
Gemidos vãos de canaviais ao vento…
As mortalhas da névoa sobre a serra…

Saudade! O Parnaíba – velho monge
as barbas brancas alongando… E ao longe,
o mugido dos bois da minha terra…

António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.

 

Saudade – Da Costa e Silva

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 12:55 pm
foto: Caboré (Glaucidium brasilianum)
extraída daqui

Saudade! Olhar de minha mãe rezando
e o pranto lento deslizando em fio…
Saudade! Amor da minha terra… O rio
cantigas de águas claras soluçando.

Noites de Junho… O caboré com frio,
ao luar, sobre o arvoredo, piando, piando…
E, ao vento, as folhas lívidas cantando
A saudade infeliz de um sol de estio.

Saudade! Asa de dor do Pensamento
Gemidos vãos de canaviais ao vento…
As mortalhas da névoa sobre a serra…

Saudade! O Parnaíba – velho monge
as barbas brancas alongando… E ao longe,
o mugido dos bois da minha terra…

António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.

 

Saudade – Da Costa e Silva

Filed under: Da Costa e Silva,poesia — looking4good @ 12:55 pm
foto: Caboré (Glaucidium brasilianum)
extraída daqui

Saudade! Olhar de minha mãe rezando
e o pranto lento deslizando em fio…
Saudade! Amor da minha terra… O rio
cantigas de águas claras soluçando.

Noites de Junho… O caboré com frio,
ao luar, sobre o arvoredo, piando, piando…
E, ao vento, as folhas lívidas cantando
A saudade infeliz de um sol de estio.

Saudade! Asa de dor do Pensamento
Gemidos vãos de canaviais ao vento…
As mortalhas da névoa sobre a serra…

Saudade! O Parnaíba – velho monge
as barbas brancas alongando… E ao longe,
o mugido dos bois da minha terra…

António Francisco da Costa e Silva (n. em Amarante, no Piauí, em 29 de Nov de 1885; m. no Rio de Janeiro a 29 Jun 1950.