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Raimundo Correia nasceu há 150 anos Maio 13, 2009

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:12 am

Doves (pombas)

Vai-se a primeira pomba despertada …
Vai-se outra mais … mais outra … enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada …

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Ler do mesmo autor neste blog: Plena Nudez ; Anoitecer

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Anoitecer – Raimundo Correia Maio 13, 2008

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:16 am

Anoitecer foto daqui

Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:16 am

Anoitecer foto daqui

Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

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Anoitecer foto daqui

Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:16 am

Anoitecer foto daqui

Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

As Pombas – Raimundo Correia Maio 14, 2007

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:52 pm

Ontem deixamos escapar a efemeride do nascimento de Raimundo Correia o que suprimos hoje com a divulgação de um dos seus sonetos mais conhecidos:

foto: Pombas brancas

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Raimundo da Mota Azevedo Correia (n. na Baía de Mogúncia MA a 13 Maio 1859; m. em Paris a 13 Set 1911)

 

As Pombas – Raimundo Correia

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:52 pm

Ontem deixamos escapar a efemeride do nascimento de Raimundo Correia o que suprimos hoje com a divulgação de um dos seus sonetos mais conhecidos:

foto: Pombas brancas

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Raimundo da Mota Azevedo Correia (n. na Baía de Mogúncia MA a 13 Maio 1859; m. em Paris a 13 Set 1911)