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Anêmicas – Medeiros e Albuquerque Junho 9, 2008

Filed under: Medeiros e Albuquerque,poesia — looking4good @ 12:50 pm

Eu abomino as pálidas donzelas,
sem sangue, sem calor, sem movimento
que aos abraços do amor perdem o alento,
nas longas noites sensuais e belas.

Quero sentir meu peito contra o peito
de alguém cheio de vida e mocidade
palpitar na gostosa ansiedade
dos loucos beijos, no perfúmeo leito.

Quero aperta-la doida… doidamente…
no momento do espasmo deleitoso
e sentir seu sangue vigoroso
palpitar sob mim, convulsamente…

Sirvam as doces virgens delicadas
românticas beldades vaporosas
para enfeitar as páginas mimosas
das crônicas antigas, ilustradas…

José Joaquim de Campos da Costa MEDEIROS E ALBUQUERQUE nasceu no Recife (PE) a 4 de Setembro de 1867 e faleceu no Rio de Janeiro a 9 de Junho de 1934. Republicano e abolicionista, foi poeta, contista, romancista, teatrólogo, jornalista, crítico, político e conferencista. Como viveu em Paris de 1912 a 1916, foi um dos primeiros poetas brasileiros a revelar conhecimentos da estética simbolista.

O poema foi extraído de http://www.interpoetica.com/. Nota biobliográfica em «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Mais poemas de Medeiros e Albuquerque aqui
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Anêmicas – Medeiros e Albuquerque

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Eu abomino as pálidas donzelas,
sem sangue, sem calor, sem movimento
que aos abraços do amor perdem o alento,
nas longas noites sensuais e belas.

Quero sentir meu peito contra o peito
de alguém cheio de vida e mocidade
palpitar na gostosa ansiedade
dos loucos beijos, no perfúmeo leito.

Quero aperta-la doida… doidamente…
no momento do espasmo deleitoso
e sentir seu sangue vigoroso
palpitar sob mim, convulsamente…

Sirvam as doces virgens delicadas
românticas beldades vaporosas
para enfeitar as páginas mimosas
das crônicas antigas, ilustradas…

José Joaquim de Campos da Costa MEDEIROS E ALBUQUERQUE nasceu no Recife (PE) a 4 de Setembro de 1867 e faleceu no Rio de Janeiro a 9 de Junho de 1934. Republicano e abolicionista, foi poeta, contista, romancista, teatrólogo, jornalista, crítico, político e conferencista. Como viveu em Paris de 1912 a 1916, foi um dos primeiros poetas brasileiros a revelar conhecimentos da estética simbolista.

O poema foi extraído de http://www.interpoetica.com/. Nota biobliográfica em «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Mais poemas de Medeiros e Albuquerque aqui
 

Anêmicas – Medeiros e Albuquerque

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Eu abomino as pálidas donzelas,
sem sangue, sem calor, sem movimento
que aos abraços do amor perdem o alento,
nas longas noites sensuais e belas.

Quero sentir meu peito contra o peito
de alguém cheio de vida e mocidade
palpitar na gostosa ansiedade
dos loucos beijos, no perfúmeo leito.

Quero aperta-la doida… doidamente…
no momento do espasmo deleitoso
e sentir seu sangue vigoroso
palpitar sob mim, convulsamente…

Sirvam as doces virgens delicadas
românticas beldades vaporosas
para enfeitar as páginas mimosas
das crônicas antigas, ilustradas…

José Joaquim de Campos da Costa MEDEIROS E ALBUQUERQUE nasceu no Recife (PE) a 4 de Setembro de 1867 e faleceu no Rio de Janeiro a 9 de Junho de 1934. Republicano e abolicionista, foi poeta, contista, romancista, teatrólogo, jornalista, crítico, político e conferencista. Como viveu em Paris de 1912 a 1916, foi um dos primeiros poetas brasileiros a revelar conhecimentos da estética simbolista.

O poema foi extraído de http://www.interpoetica.com/. Nota biobliográfica em «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Mais poemas de Medeiros e Albuquerque aqui
 

Anêmicas – Medeiros e Albuquerque

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Eu abomino as pálidas donzelas,
sem sangue, sem calor, sem movimento
que aos abraços do amor perdem o alento,
nas longas noites sensuais e belas.

Quero sentir meu peito contra o peito
de alguém cheio de vida e mocidade
palpitar na gostosa ansiedade
dos loucos beijos, no perfúmeo leito.

Quero aperta-la doida… doidamente…
no momento do espasmo deleitoso
e sentir seu sangue vigoroso
palpitar sob mim, convulsamente…

Sirvam as doces virgens delicadas
românticas beldades vaporosas
para enfeitar as páginas mimosas
das crônicas antigas, ilustradas…

José Joaquim de Campos da Costa MEDEIROS E ALBUQUERQUE nasceu no Recife (PE) a 4 de Setembro de 1867 e faleceu no Rio de Janeiro a 9 de Junho de 1934. Republicano e abolicionista, foi poeta, contista, romancista, teatrólogo, jornalista, crítico, político e conferencista. Como viveu em Paris de 1912 a 1916, foi um dos primeiros poetas brasileiros a revelar conhecimentos da estética simbolista.

O poema foi extraído de http://www.interpoetica.com/. Nota biobliográfica em «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Mais poemas de Medeiros e Albuquerque aqui
 

Ilusões – Medeiros e Albuquerque Setembro 4, 2007

Filed under: Medeiros e Albuquerque,poesia — looking4good @ 6:49 am

Velas fugindo pelo mar em fora…
Velas…pontos – depois … depois vazia
a curva azul do mar onde, sonora,
canta do vento a triste psalmodia…

Partem pandas e brancas… Vem a aurora
e vem a noite após, muda e sombria…
E, se em porto distante a frota ancora,
é p’ra partir de novo em outro dia…

Assim as Ilusões. Chegam, garbosas,
palpitam sonhos, desabrocham rosas
na esteira azul das peregrinas frotas…

Chegam… Ancoram ‘alma um só momento;
logo, as velas abrindo, amplas ao vento,
fogem p’ra longe solidões remotas

(in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe, 2004)

José Joaquim de Campos da Costa Medeiros e Albuquerque (n. em Recife, PE, em 4 de Set de 1867; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 9 de Junho de 1934).
Ler do mesmo autor Soneto decadente
 

Ilusões – Medeiros e Albuquerque

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Velas fugindo pelo mar em fora…
Velas…pontos – depois … depois vazia
a curva azul do mar onde, sonora,
canta do vento a triste psalmodia…

Partem pandas e brancas… Vem a aurora
e vem a noite após, muda e sombria…
E, se em porto distante a frota ancora,
é p’ra partir de novo em outro dia…

Assim as Ilusões. Chegam, garbosas,
palpitam sonhos, desabrocham rosas
na esteira azul das peregrinas frotas…

Chegam… Ancoram ‘alma um só momento;
logo, as velas abrindo, amplas ao vento,
fogem p’ra longe solidões remotas

(in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe, 2004)

José Joaquim de Campos da Costa Medeiros e Albuquerque (n. em Recife, PE, em 4 de Set de 1867; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 9 de Junho de 1934).
Ler do mesmo autor Soneto decadente
 

Ilusões – Medeiros e Albuquerque

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Velas fugindo pelo mar em fora…
Velas…pontos – depois … depois vazia
a curva azul do mar onde, sonora,
canta do vento a triste psalmodia…

Partem pandas e brancas… Vem a aurora
e vem a noite após, muda e sombria…
E, se em porto distante a frota ancora,
é p’ra partir de novo em outro dia…

Assim as Ilusões. Chegam, garbosas,
palpitam sonhos, desabrocham rosas
na esteira azul das peregrinas frotas…

Chegam… Ancoram ‘alma um só momento;
logo, as velas abrindo, amplas ao vento,
fogem p’ra longe solidões remotas

(in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe, 2004)

José Joaquim de Campos da Costa Medeiros e Albuquerque (n. em Recife, PE, em 4 de Set de 1867; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 9 de Junho de 1934).
Ler do mesmo autor Soneto decadente