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Dário de Um Sonho (IV) – Hermes Fontes Agosto 27, 2008

Filed under: Hermes Fontes,poesia — looking4good @ 11:44 pm
Teia (foto daqui)

É de outro artista — não me lembra o nome —
que o Poeta, no seu sonho de arte, é alguém
à parte… É como a aranha, que consome
todo o tempo, na rede a que se atém.

E, alheio ao próprio tempo, que carcome
o brilho às cousas, séculos além,
eu ia — aranha — superior à fome
e à sede, e, aranha, me sentia bem…

Na solidão, como num canto escuro,
tecia a teia rósea do Futuro,
quando me entraste, a rir, tonta de sol…

E, de então, sem te ver (e ver-te é raro!),
não sei tecer… só sei tecer no claro,
não sei tecer sem ti meu aranhol…

Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (n. em Boquim, Sergipe, a 28 de Ago 1888; m. no Rio de Janeiro (suicidio) a 25 Dez 1930).

Ler do mesmo autor: Mãe; Solenemente

 

Dário de Um Sonho (IV) – Hermes Fontes

Filed under: Hermes Fontes,poesia — looking4good @ 11:44 pm
Teia (foto daqui)

É de outro artista — não me lembra o nome —
que o Poeta, no seu sonho de arte, é alguém
à parte… É como a aranha, que consome
todo o tempo, na rede a que se atém.

E, alheio ao próprio tempo, que carcome
o brilho às cousas, séculos além,
eu ia — aranha — superior à fome
e à sede, e, aranha, me sentia bem…

Na solidão, como num canto escuro,
tecia a teia rósea do Futuro,
quando me entraste, a rir, tonta de sol…

E, de então, sem te ver (e ver-te é raro!),
não sei tecer… só sei tecer no claro,
não sei tecer sem ti meu aranhol…

Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (n. em Boquim, Sergipe, a 28 de Ago 1888; m. no Rio de Janeiro (suicidio) a 25 Dez 1930).

Ler do mesmo autor: Mãe; Solenemente

 

Dário de Um Sonho (IV) – Hermes Fontes

Filed under: Hermes Fontes,poesia — looking4good @ 11:44 pm
Teia (foto daqui)

É de outro artista — não me lembra o nome —
que o Poeta, no seu sonho de arte, é alguém
à parte… É como a aranha, que consome
todo o tempo, na rede a que se atém.

E, alheio ao próprio tempo, que carcome
o brilho às cousas, séculos além,
eu ia — aranha — superior à fome
e à sede, e, aranha, me sentia bem…

Na solidão, como num canto escuro,
tecia a teia rósea do Futuro,
quando me entraste, a rir, tonta de sol…

E, de então, sem te ver (e ver-te é raro!),
não sei tecer… só sei tecer no claro,
não sei tecer sem ti meu aranhol…

Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (n. em Boquim, Sergipe, a 28 de Ago 1888; m. no Rio de Janeiro (suicidio) a 25 Dez 1930).

Ler do mesmo autor: Mãe; Solenemente

 

Dário de Um Sonho (IV) – Hermes Fontes

Filed under: Hermes Fontes,poesia — looking4good @ 11:44 pm
Teia (foto daqui)

É de outro artista — não me lembra o nome —
que o Poeta, no seu sonho de arte, é alguém
à parte… É como a aranha, que consome
todo o tempo, na rede a que se atém.

E, alheio ao próprio tempo, que carcome
o brilho às cousas, séculos além,
eu ia — aranha — superior à fome
e à sede, e, aranha, me sentia bem…

Na solidão, como num canto escuro,
tecia a teia rósea do Futuro,
quando me entraste, a rir, tonta de sol…

E, de então, sem te ver (e ver-te é raro!),
não sei tecer… só sei tecer no claro,
não sei tecer sem ti meu aranhol…

Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (n. em Boquim, Sergipe, a 28 de Ago 1888; m. no Rio de Janeiro (suicidio) a 25 Dez 1930).

Ler do mesmo autor: Mãe; Solenemente

 

Não foi roubo de igreja, foi roubo de catedral !!

Filed under: arbitragem,Futebol — looking4good @ 8:22 pm
Este não é um artigo sobre futebol. Este é um artigo sobre bandidagem e usurpação de poder!

Perguntem a um qualquer cidadão da Europa (que não seja português) se sabe pronunciar Guimarães e se sabem que existe um clube de futebol português com esse nome. Perguntem se sabe onde fica Basileia e sobre o poder financeiro da Suiça. Sabem ainda onde fica o «quartel general» da Uefa?

Agora digam porque razão as «regras do jogo» impostas pela Uefa / Fifa ou seja pelos senhores todos poderosos não permitem (e persistem em não querer permitir) que haja meios electrónicos de controlo na arbitragem do futebol.

Em era de avançadas tecnologias, de satélites, GPS, sofisticados telescópios, potentes lentes, raios laser, reproduções genética, clonagem, etc… porque razão persistem em deixar as decisões , que valem milhões, a um «boneco» com um pau que levanta ou deixa de levantar consoante a sua vontade? Introduzem técnicas para os «palhaços» poderem rir à vontade entre si, mas não permitem que essas técnicas (ou outras) sejam utilizadas para corrigir as suas decisões. É o «circo» do poder!…

Simplesmente porque assim esse «boneco» pode decidir que não é o Guimarães – um clube que nem sabia que existia – a receber seis milhões de euros e atribuí-lo à capital do mundo financeiro…. Tão simples quanto isto!

No próximo fim de semana há mais…

 

Minha vida – Gilberto Amado

Filed under: Gilberto Amado,poesia — looking4good @ 12:06 am

Vai minha vida nas asas do perigo.
Minha vida profusa, diferente,
Com o seu povo de surpresas
Com os seus guias de sempre,
O Imprevisto e o Extraordinário.
Alegre mas arfante, sadia mas fantástica.
Minha vida, que desenho curioso,
Aberta ao arrepio da corrente,
Em abruptas arestas de contrastes!
Longe da estrada comum onde mora o Possível,
E onde o Fácil brinca triunfante com o Normal.
E sobretudo longe do vale da Paz!

O Imprevisto, o Extraordinário,
Esses filhos ricos do Destino,
A tomaram consigo e a arrebataram
No seu louco saltar e nas suas correrias
Para um mundo de abismos.
Viver é seguir, continuar, geometria plana, linha reta.
Eu ao contrário me puseram num espaço de turbilhão,
Num sistema de prismas e de polígonos,
Num esquema de relâmpagos.
Cada minuto, cada ponto, na linha da minha existência
Pode ser um milagre ou um desastre, uma estrela
ou um precipício.
Não será o ponto que deve ser, direito, no seu lugar,
Não será o minuto cotidiano do relógio,
O minuto que eu quisera . . .
É um minuto de túmidos relevos,
Ou de côncavos rebojos.
Ou erguido demais
Ou cavado bem fundo.
Ora réstia de lâmpadas divinas,
Ora hálito de pântanos imundos.

Ó minuto, eu quero parar.
Amigos meus, e meus algozes
– Imprevisto, Extraordinário…
Quero silêncio, quero norma.
Deixai-me construir a minha casa
À beira do rio Regular,
Na rua do Relativo,
Na vizinhança do Conforme,
Sobretudo à sombra da árvore plausível “do que se espera”.

Gilberto de Lima Azevedo Souza Ferreira Amado de Faria (n. a 7 de Maio de 1887 em Estância, Sergipe, Brasil; m. em 27 de Agosto de 1969 no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil)

 

Os campeões não se fazem por acaso – Há um ano Nélson Évora sagrava-se campeão do Mundo

Filed under: atletismo,Benfica,Nelson Évora — looking4good @ 12:02 am

O atleta português campeão olímpico e benfiquista Nélson Évora há um ano (27 Agosto de 2007) sagrou-se campeão do mundo no triplo salto, nos 11ºs Campeonatos Mundias de Atletismo que decorreram em Osaka, Japão, ao saltar 17,74 metros.

Nelson Évora, de 23 anos, bateu então o recorde nacional de 17,51 m que fora estabelecido em 21 de Julho de 2007, e superiorizou-se a toda a concorrência.

A medalha de prata ficou para o brasileiro Jadel Gregorio (17,59 metros) e a de bronze para o norte-americano Walter Davis (17,33 metros), anterior campeão mundial.

Os campeões não se fazem por acaso e Nélson Évora demonstra que se dá bem com os ares orientais. Depois de Osaka há um ano sagrou-se há dias em Pequim campeão olímpico com 16,65 m ou seja 9 cm menos do que a marca conseguida nos campeonatos do Mundo.

Depois do Japão e da China, pois bem marquem agora a próxima prova de nível internacional para a Coreia… ah ah ah!