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Cais – Manuel Lopes (na efeméride do centenário do nascimento do poeta caboverdiano) Dezembro 23, 2007

Filed under: Manuel Lopes,poesia — looking4good @ 5:05 am
Barcos no Douro e Ponte de D. Luís

Nunca parti deste cais
e tenho o mundo na mão!
Para mim nunca é demais
responder sim
cinquenta vezes a cada não.

Por cada barco que me negou
cinquenta partem por mim
e o mar é plano e o céu azul sempre que vou!

Mundo pequeno para quem ficou

Manuel António dos Santos Lopes (Mindelo, 23 de Dezembro de 1907 — Lisboa, 25 de Janeiro de 2005)

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Cais – Manuel Lopes (na efeméride do centenário do nascimento do poeta caboverdiano)

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Barcos no Douro e Ponte de D. Luís

Nunca parti deste cais
e tenho o mundo na mão!
Para mim nunca é demais
responder sim
cinquenta vezes a cada não.

Por cada barco que me negou
cinquenta partem por mim
e o mar é plano e o céu azul sempre que vou!

Mundo pequeno para quem ficou

Manuel António dos Santos Lopes (Mindelo, 23 de Dezembro de 1907 — Lisboa, 25 de Janeiro de 2005)

 

Cais – Manuel Lopes (na efeméride do centenário do nascimento do poeta caboverdiano)

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Barcos no Douro e Ponte de D. Luís

Nunca parti deste cais
e tenho o mundo na mão!
Para mim nunca é demais
responder sim
cinquenta vezes a cada não.

Por cada barco que me negou
cinquenta partem por mim
e o mar é plano e o céu azul sempre que vou!

Mundo pequeno para quem ficou

Manuel António dos Santos Lopes (Mindelo, 23 de Dezembro de 1907 — Lisboa, 25 de Janeiro de 2005)

 

Flagelados do Vento Leste – Manuel Lopes Janeiro 25, 2006

Filed under: Manuel Lopes — looking4good @ 9:13 pm
Os Flagelados do Vento Leste Manuel Lopes
Vega, 1991

(excerto)
“Agosto chegou ao fim. Setembro entrou feio, seco de águas; o sol peneirando chispas num céu cor de cinza; a luminosidade tão intensa que trespassava as montanhas, descoloria-as, fundia-as na atmosfera espessa e vibrante. Os homens espiavam, de cabeça erguida, interrogavam-se em silêncio. Com ansiedade jogavam os seus pensamentos, como pedras das fundas, para o alto. Nem um fiapo de nuvem pairava nos espaços. Não se enxergava um único sinal, desses indícios que os velhos sabem ver apontando o dedo indicador, o braço estendido para o céu, e se revelam aos homens como palavras escritas.”

Manuel Lopes faleceu faz hoje um ano em Portugal onde vivia desde 1959. Cabo Verdiano nascido no Mindelo, Ilha de S. Vicente em 23 de Dezembro de 1907, produziu obra notável:

Ficção
Chuva Braba, 1956 (Prémio Fernão Mendes Pinto)
Publicada em Cuba (1989), tradução de Rodolfo Alpízar Castillo
O Galo Que Cantou na Baía (e outros contos cabo–verdianos), 1959 ( de novo Prémio Fernão Mendes Pinto)
Os Flagelados do Vento Leste, 1959 (Prémio Meio Milénio do Achamento de Cabo Verde).
Poesia
Poema de Quem Ficou, 1949
Crioulo e Outros Poemas, 1964

Prosa
Monografia Descritiva Regional, 1932
Paúl, 1932
Os Meios Pequenos e a Cultura, 1951
Reflexões Sobre a Literatura Cabo-Verdiana, 1959
As Personagens de Ficção e Seus Rodelos, 1973

Fundador da Revista Claridade, em conjunto com Baltasar Lopes da Silva e Jorge Barbosa, Manuel António dos Santos Lopes é considerado um dos fundadores da moderna literatura cabo-verdiana.

Em 2002 foi homenageado pelo Instituto Camões e nos últimos anos dedicou-se também à Pintura.

“Eu mudo de idade todos os dias, conforme as pessoas que conversam comigo. Interessam-me muito as pessoas e o que elas dizem.”

Ver Manuel Lopes em Wikipedia