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Eça de Queiroz nasceu há 162 anos Novembro 25, 2007

Filed under: Eça de Queiroz,efemerides,política — looking4good @ 6:11 pm

José Maria Eça de Queiroz (ou Queirós) naseceu na Póvoa de Varzim em 25 de Novembro de 1845 (m. em Paris, França a 16 de agosto de 1900). Foi um dos maiores escritores portugueses.

Citação:
“Não há ideia mais consoladora do que esta – que eu, e tu, e aquele monte, e o Sol que, agora, se esconde são moléculas do mesmo Todo, governadas pela mesma Lei, rolando para o mesmo Fim.” (Eça de Queiroz)

Deixo os leitores com um texto crítico, político, escrito em 1871 (não terá sido ontem?):

«Estamos perdidos há muito tempo…
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: “o país está perdido!”
Algum opositor do actual governo?… Não!»

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Eça de Queiroz nasceu há 162 anos

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José Maria Eça de Queiroz (ou Queirós) naseceu na Póvoa de Varzim em 25 de Novembro de 1845 (m. em Paris, França a 16 de agosto de 1900). Foi um dos maiores escritores portugueses.

Citação:
“Não há ideia mais consoladora do que esta – que eu, e tu, e aquele monte, e o Sol que, agora, se esconde são moléculas do mesmo Todo, governadas pela mesma Lei, rolando para o mesmo Fim.” (Eça de Queiroz)

Deixo os leitores com um texto crítico, político, escrito em 1871 (não terá sido ontem?):

«Estamos perdidos há muito tempo…
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: “o país está perdido!”
Algum opositor do actual governo?… Não!»

 

Eça de Queiroz nasceu há 162 anos

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José Maria Eça de Queiroz (ou Queirós) naseceu na Póvoa de Varzim em 25 de Novembro de 1845 (m. em Paris, França a 16 de agosto de 1900). Foi um dos maiores escritores portugueses.

Citação:
“Não há ideia mais consoladora do que esta – que eu, e tu, e aquele monte, e o Sol que, agora, se esconde são moléculas do mesmo Todo, governadas pela mesma Lei, rolando para o mesmo Fim.” (Eça de Queiroz)

Deixo os leitores com um texto crítico, político, escrito em 1871 (não terá sido ontem?):

«Estamos perdidos há muito tempo…
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: “o país está perdido!”
Algum opositor do actual governo?… Não!»