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Último Apelo – Filinto de Almeida Dezembro 4, 2008

Filed under: Filinto de Almeida,poesia — looking4good @ 1:23 am
Musa com Lira imagem daqui

Não mais a minha Musa me obedece
como sempre, contente, obedecia;
de tudo que eu suplico ela se esquece,
como jamais outrora se esquecia.

É eu, que lhe peço? Apenas que não cesse
de me florir os campos da Poesia,
de me acender a chama que me aquece
para os estos da minha Fantasia.

Faço-lhe agora um último pedido:
é que me assista, quando o fim chegar
deste seu velho Poeta combalido;

que, quando a Morte me vier buscar,
com voz me encontre, plácido, estendido,
sobre um leito de nuvens – a cantar!

Francisco Filinto de Almeida (n. no Porto em 4 Dez. 1857; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 28 Jan. 1945).

Ler do mesmo autor: Funesta

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Funesta – Filinto de Almeida Dezembro 4, 2007

Filed under: Filinto de Almeida,poesia — looking4good @ 1:25 am
Áurea Purpúrea – Óleo sobre tela, sem data.
98×95,5 cm Colecção Fundação Nadir Afonso
Nadir Afonso (b. in Chaves 4 Dec 1920; ~)

Se passas junto a mim, eu sinto as vagas
Do fundo oceano da paixão, rolando,
Quebrarem-se em meu peito, como quando
Rebentam as do Mar nas duras fragas.

Da luz do teu olhar sereno e brando
Toda a minh’alma docemente alagas;
Se por acaso ris-te e se me afagas,
Semiânime julgo-me tombando!

Tens sobre mim a ação misteriosa
Que sobre o aço tem o imã! Cismo
Que já me empolga a força deliciosa!

Sou presa desse eterno magnetismo!
E quando tu me fitas silenciosa,
Sinto que vou rolar num fundo abismo!

Francisco Filinto de Almeida (n. no Porto em 4 Dez. 1857; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 28 Jan. 1945).

 

Funesta – Filinto de Almeida

Filed under: Filinto de Almeida,poesia — looking4good @ 1:25 am
Áurea Purpúrea – Óleo sobre tela, sem data.
98×95,5 cm Colecção Fundação Nadir Afonso
Nadir Afonso (b. in Chaves 4 Dec 1920; ~)

Se passas junto a mim, eu sinto as vagas
Do fundo oceano da paixão, rolando,
Quebrarem-se em meu peito, como quando
Rebentam as do Mar nas duras fragas.

Da luz do teu olhar sereno e brando
Toda a minh’alma docemente alagas;
Se por acaso ris-te e se me afagas,
Semiânime julgo-me tombando!

Tens sobre mim a ação misteriosa
Que sobre o aço tem o imã! Cismo
Que já me empolga a força deliciosa!

Sou presa desse eterno magnetismo!
E quando tu me fitas silenciosa,
Sinto que vou rolar num fundo abismo!

Francisco Filinto de Almeida (n. no Porto em 4 Dez. 1857; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 28 Jan. 1945).

 

Funesta – Filinto de Almeida

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Áurea Purpúrea – Óleo sobre tela, sem data.
98×95,5 cm Colecção Fundação Nadir Afonso
Nadir Afonso (b. in Chaves 4 Dec 1920; ~)

Se passas junto a mim, eu sinto as vagas
Do fundo oceano da paixão, rolando,
Quebrarem-se em meu peito, como quando
Rebentam as do Mar nas duras fragas.

Da luz do teu olhar sereno e brando
Toda a minh’alma docemente alagas;
Se por acaso ris-te e se me afagas,
Semiânime julgo-me tombando!

Tens sobre mim a ação misteriosa
Que sobre o aço tem o imã! Cismo
Que já me empolga a força deliciosa!

Sou presa desse eterno magnetismo!
E quando tu me fitas silenciosa,
Sinto que vou rolar num fundo abismo!

Francisco Filinto de Almeida (n. no Porto em 4 Dez. 1857; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 28 Jan. 1945).

 

Funesta – Filinto de Almeida

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Áurea Purpúrea – Óleo sobre tela, sem data.
98×95,5 cm Colecção Fundação Nadir Afonso
Nadir Afonso (b. in Chaves 4 Dec 1920; ~)

Se passas junto a mim, eu sinto as vagas
Do fundo oceano da paixão, rolando,
Quebrarem-se em meu peito, como quando
Rebentam as do Mar nas duras fragas.

Da luz do teu olhar sereno e brando
Toda a minh’alma docemente alagas;
Se por acaso ris-te e se me afagas,
Semiânime julgo-me tombando!

Tens sobre mim a ação misteriosa
Que sobre o aço tem o imã! Cismo
Que já me empolga a força deliciosa!

Sou presa desse eterno magnetismo!
E quando tu me fitas silenciosa,
Sinto que vou rolar num fundo abismo!

Francisco Filinto de Almeida (n. no Porto em 4 Dez. 1857; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 28 Jan. 1945).

 

Funesta – Filinto de Almeida

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Áurea Purpúrea – Óleo sobre tela, sem data.
98×95,5 cm Colecção Fundação Nadir Afonso
Nadir Afonso (b. in Chaves 4 Dec 1920; ~)

Se passas junto a mim, eu sinto as vagas
Do fundo oceano da paixão, rolando,
Quebrarem-se em meu peito, como quando
Rebentam as do Mar nas duras fragas.

Da luz do teu olhar sereno e brando
Toda a minh’alma docemente alagas;
Se por acaso ris-te e se me afagas,
Semiânime julgo-me tombando!

Tens sobre mim a ação misteriosa
Que sobre o aço tem o imã! Cismo
Que já me empolga a força deliciosa!

Sou presa desse eterno magnetismo!
E quando tu me fitas silenciosa,
Sinto que vou rolar num fundo abismo!

Francisco Filinto de Almeida (n. no Porto em 4 Dez. 1857; m. no Rio de Janeiro, RJ, em 28 Jan. 1945).