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Do Meu Pequeno Quarto de Estudante – Candido Guerreiro (lembrando o 127º. aniversário do poeta) Dezembro 3, 2008

Filed under: Candido Guerreiro,poesia — looking4good @ 7:15 am
Imagem daqui
Cândido Guerreiro (nasceu em Alte, Algarve, no dia 3 de Dezembro de 1871, faleceu no dia 11 de Abril de 1953).

Ler do mesmo autor:
Porque Nasci ao Pé de Quatro Montes
A Minha Terra

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Porque nasci ao pé de quatro montes… – Cândido Guerreiro Abril 10, 2008

Filed under: Candido Guerreiro,poesia — looking4good @ 11:26 pm
Porque nasci ao pé de quatro montes,
por onde as águas passam a cantar
as canções dos moinhos e das fontes,
ensinaram-me as águas a falar…

Eu sei a vossa língua, água das fontes…
Podeis falar comigo, águas do mar…
E ouço, à tarde, os longínquos horizontes
chorar uma saudade singular…

E, porque entendo bem aquelas mágoas
e compreendo os íntimos segredos
da voz do mar ou do rochedo mudo,

sinto-me irmão da luz, do ar, das águas,
sinto-me irmão dos íngremes penedos
e sinto que sou Deus, pois Deus é tudo…

Francisco Xavier Cândido Guerreiro nasceu em Alte (Loulé) a 3 de Dezembro de 1871 e faleceu em Lisboa a 11 de Abril de 1953. Formado em Direito pela universidade de Coimbra, em 1907, renunciou à carreira diplomática, para não se afastar do seu Algarve, e dedicou-se ao notariado, primeiro em Loulé e, depois, em Faro (1923/41). Chegou a ser presidente da Câmara Municipal de Loulé. Foi essencialmente um sonetista, filosófico, pictural e erótico, oscilante entre um misticismo vagamente panteísta e um nacionalismo retórico. O seu melhor volume de «Sonetos» foi publicado em 1916.

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

A Minha Terra – Candido Guerreiro Dezembro 3, 2007

Filed under: Candido Guerreiro,poesia — looking4good @ 1:07 am
foto: Nascer do sol daqui

Minha Terra embalada pelas ondas,
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas…

Oh meu Algarve, quero que me escondas…
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas…

Quando o sol emergir detrás da Serra,
Sempre será… da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura…

Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida…

Francisco Xavier Cândido Guerreiro (n. em Alte a 3 Dez 1871; m. 11 Abr 1953).

 

A Minha Terra – Candido Guerreiro

Filed under: Candido Guerreiro,poesia — looking4good @ 1:07 am
foto: Nascer do sol daqui

Minha Terra embalada pelas ondas,
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas…

Oh meu Algarve, quero que me escondas…
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas…

Quando o sol emergir detrás da Serra,
Sempre será… da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura…

Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida…

Francisco Xavier Cândido Guerreiro (n. em Alte a 3 Dez 1871; m. 11 Abr 1953).

 

A Minha Terra – Candido Guerreiro

Filed under: Candido Guerreiro,poesia — looking4good @ 1:07 am
foto: Nascer do sol daqui

Minha Terra embalada pelas ondas,
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas…

Oh meu Algarve, quero que me escondas…
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas…

Quando o sol emergir detrás da Serra,
Sempre será… da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura…

Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida…

Francisco Xavier Cândido Guerreiro (n. em Alte a 3 Dez 1871; m. 11 Abr 1953).

 

A Minha Terra – Candido Guerreiro

Filed under: Candido Guerreiro,poesia — looking4good @ 1:07 am
foto: Nascer do sol daqui

Minha Terra embalada pelas ondas,
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas…

Oh meu Algarve, quero que me escondas…
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas…

Quando o sol emergir detrás da Serra,
Sempre será… da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura…

Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida…

Francisco Xavier Cândido Guerreiro (n. em Alte a 3 Dez 1871; m. 11 Abr 1953).