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Lua de Mel – André Breton Setembro 28, 2007

Filed under: André Breton,poesia — looking4good @ 5:53 pm
O céu e o mar foto retirada daqui

A que se apegam as inclinações recíprocas? Há ciúmes mais picantes que outros. A rivalidade de uma mulher ou de um livro, passeio bem nessa obscuridade. O dedo na cabeça não é o cano do revólver. Creio que nos ouvimos pensar mas o maquinal «Nada» que é a mais brava das nossas recusas não se fez ouvir durante toda esta viagem de núpcias. Mais baixo que as estrelas não há nada para ver fixamente. É perigoso assomar à janela. Ao longo dos carris viam-se estações nitidamente repartidas sobre o golfo. O mar que para a vista humana nunca é mais belo que o céu não nos largava. Nos nossos olhos perdiam-se os belos cálculos orientados para o futuro como os muros das prisões.

Trad. Mário Cesariny in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

André Breton (n. em 19 Feb, 1896; m. 28 Set 1966)

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Lua de Mel – André Breton

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O céu e o mar foto retirada daqui

A que se apegam as inclinações recíprocas? Há ciúmes mais picantes que outros. A rivalidade de uma mulher ou de um livro, passeio bem nessa obscuridade. O dedo na cabeça não é o cano do revólver. Creio que nos ouvimos pensar mas o maquinal «Nada» que é a mais brava das nossas recusas não se fez ouvir durante toda esta viagem de núpcias. Mais baixo que as estrelas não há nada para ver fixamente. É perigoso assomar à janela. Ao longo dos carris viam-se estações nitidamente repartidas sobre o golfo. O mar que para a vista humana nunca é mais belo que o céu não nos largava. Nos nossos olhos perdiam-se os belos cálculos orientados para o futuro como os muros das prisões.

Trad. Mário Cesariny in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

André Breton (n. em 19 Feb, 1896; m. 28 Set 1966)

 

Lua de Mel – André Breton

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O céu e o mar foto retirada daqui

A que se apegam as inclinações recíprocas? Há ciúmes mais picantes que outros. A rivalidade de uma mulher ou de um livro, passeio bem nessa obscuridade. O dedo na cabeça não é o cano do revólver. Creio que nos ouvimos pensar mas o maquinal «Nada» que é a mais brava das nossas recusas não se fez ouvir durante toda esta viagem de núpcias. Mais baixo que as estrelas não há nada para ver fixamente. É perigoso assomar à janela. Ao longo dos carris viam-se estações nitidamente repartidas sobre o golfo. O mar que para a vista humana nunca é mais belo que o céu não nos largava. Nos nossos olhos perdiam-se os belos cálculos orientados para o futuro como os muros das prisões.

Trad. Mário Cesariny in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

André Breton (n. em 19 Feb, 1896; m. 28 Set 1966)

 

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O céu e o mar foto retirada daqui

A que se apegam as inclinações recíprocas? Há ciúmes mais picantes que outros. A rivalidade de uma mulher ou de um livro, passeio bem nessa obscuridade. O dedo na cabeça não é o cano do revólver. Creio que nos ouvimos pensar mas o maquinal «Nada» que é a mais brava das nossas recusas não se fez ouvir durante toda esta viagem de núpcias. Mais baixo que as estrelas não há nada para ver fixamente. É perigoso assomar à janela. Ao longo dos carris viam-se estações nitidamente repartidas sobre o golfo. O mar que para a vista humana nunca é mais belo que o céu não nos largava. Nos nossos olhos perdiam-se os belos cálculos orientados para o futuro como os muros das prisões.

Trad. Mário Cesariny in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

André Breton (n. em 19 Feb, 1896; m. 28 Set 1966)