Nothingandall

Just another WordPress.com weblog

The Fisherman / Der Fischer – Goethe Agosto 28, 2007

Filed under: Goethe,poetry — looking4good @ 6:18 pm

THE waters rush’d, the waters rose,

A fisherman sat by,
While on his line in calm repose

He cast his patient eye.
And as he sat, and hearken’d there,

The flood was cleft in twain,
And, lo! a dripping mermaid fair

Sprang from the troubled main.

She sang to him, and spake the while:

“Why lurest thou my brood,
With human wit and human guile

From out their native flood?
Oh, couldst thou know how gladly dart

The fish across the sea,
Thou wouldst descend, e’en as thou art,

And truly happy be!

“Do not the sun and moon with grace

Their forms in ocean lave?
Shines not with twofold charms their face,

When rising from the wave?
The deep, deep heavens, then lure thee not,–

The moist yet radiant blue,–
Not thine own form,–to tempt thy lot

‘Midst this eternal dew?”

The waters rush’d, the waters rose,

Wetting his naked feet;
As if his true love’s words were those,

His heart with longing beat.
She sang to him, to him spake she,

His doom was fix’d, I ween;
Half drew she him, and half sank he,

And ne’er again was seen.

Translated by Edgar Alfred Bowring

Johann Wolfgang von Goethe (b. on August 28, 1749 in Frankfurt; d. on March 22, 1832 in Weimar, Saxe-Weimar-Eisenach)

ORIGINAL version

Das Wasser rauscht’, das Wasser schwoll,
ein Fischer saß daran,
sah nach dem Angel ruhevoll,
kühl bis ans Herz hinan.
Und wie er sitzt und wie er lauscht,
teilt sich die Flut empor;
aus dem bewegten Wasser rauscht
ein feuchtes Weib hervor.

Sie sang zu ihm, sie sprach zu ihm:
Was lockst du meine Brut
mit Menschenwitz und Menschenlist
hinauf in Todesglut?
Ach wüßtest du, wie’s Fischlein ist
so wohlig auf dem Grund,
du stiegst herunter, wie du bist,
und würdest erst gesund.

Labt sich die liebe Sonne nicht,
der Mond sich nicht im Meer?
Kehrt wellenatmend ihr Gesicht
nicht doppelt schöner her?
Lockt dich der tiefe Himmel nicht,
das feuchtverklärte Blau?
Lockt dich dein eigen Angesicht
nicht her in ew’gen Tau?

Das Wasser rauscht’, das Wasser schwoll,
netzt’ ihm den nackten Fuß;
sein Herz wuchs ihm so sehnsuchtsvoll,
wie bei der Liebsten Gruß.
Sie sprach zu ihm, sie sang zu ihm;
da war’s um ihn geschehn:
Halb zog sie ihn, halb sank er hin
und ward nicht mehr gesehn.

Johann Wolfgang von Goethe (b. on August 28, 1749 in Frankfurt; d. on March 22, 1832 in Weimar, Saxe-Weimar-Eisenach)

Anúncios
 

O Pescador – Goethe

Filed under: Goethe,poesia — looking4good @ 4:10 pm
foto Jardim da Sereia (Coimbra)

A água espumava, a água subia,
Junto dela, o pescador
Tranquilo a sua linha seguia,
De coração sem temor.
E assim sentado, assim a olhar,
Vê a onda crescer e abrir;
E sai da agitação do mar
Uma donzela a escorrer.

E ela cantou, e ela falou:
«Porque atrais a minha prole
Com a tua astúcia e o engenho teu,
Para o calor mortal do Sol?
Se fosses peixe saberias
Como no fundo se está bem,
E assim como estás mergulharias,
E salvavas-te enfim.

Não se deleita o Sol no mar,
E a Lua? É vê-los
Voltarem depois ao respirar
As ondas, bem mais belos!
Não sentes a atracção do céu,
Do húmido azul transfigurado?
E não te atrai o rosto teu
Para aqui, eterno e orvalhado?»

A água espumava, a água subia,
Já os pés lhe molhava,
Já o coração ansiava.
E ela falou, e ela cantou,
Ele não resistiu:
Atrai-o ela, ele se afundou,
E ninguém mais o viu.

Tradução de João Barrento

Johann Wolfgang von Goethe (n. em Frankfurt em 28 Ago 1749 in Frankfurt; m. em Weimar, Saxe-Weimar-Eisenach a 22 Mar 1832)

 

O Pescador – Goethe

Filed under: Goethe,poesia — looking4good @ 4:10 pm
foto Jardim da Sereia (Coimbra)

A água espumava, a água subia,
Junto dela, o pescador
Tranquilo a sua linha seguia,
De coração sem temor.
E assim sentado, assim a olhar,
Vê a onda crescer e abrir;
E sai da agitação do mar
Uma donzela a escorrer.

E ela cantou, e ela falou:
«Porque atrais a minha prole
Com a tua astúcia e o engenho teu,
Para o calor mortal do Sol?
Se fosses peixe saberias
Como no fundo se está bem,
E assim como estás mergulharias,
E salvavas-te enfim.

Não se deleita o Sol no mar,
E a Lua? É vê-los
Voltarem depois ao respirar
As ondas, bem mais belos!
Não sentes a atracção do céu,
Do húmido azul transfigurado?
E não te atrai o rosto teu
Para aqui, eterno e orvalhado?»

A água espumava, a água subia,
Já os pés lhe molhava,
Já o coração ansiava.
E ela falou, e ela cantou,
Ele não resistiu:
Atrai-o ela, ele se afundou,
E ninguém mais o viu.

Tradução de João Barrento

Johann Wolfgang von Goethe (n. em Frankfurt em 28 Ago 1749 in Frankfurt; m. em Weimar, Saxe-Weimar-Eisenach a 22 Mar 1832)

 

O Pescador – Goethe

Filed under: Goethe,poesia — looking4good @ 4:10 pm
foto Jardim da Sereia (Coimbra)

A água espumava, a água subia,
Junto dela, o pescador
Tranquilo a sua linha seguia,
De coração sem temor.
E assim sentado, assim a olhar,
Vê a onda crescer e abrir;
E sai da agitação do mar
Uma donzela a escorrer.

E ela cantou, e ela falou:
«Porque atrais a minha prole
Com a tua astúcia e o engenho teu,
Para o calor mortal do Sol?
Se fosses peixe saberias
Como no fundo se está bem,
E assim como estás mergulharias,
E salvavas-te enfim.

Não se deleita o Sol no mar,
E a Lua? É vê-los
Voltarem depois ao respirar
As ondas, bem mais belos!
Não sentes a atracção do céu,
Do húmido azul transfigurado?
E não te atrai o rosto teu
Para aqui, eterno e orvalhado?»

A água espumava, a água subia,
Já os pés lhe molhava,
Já o coração ansiava.
E ela falou, e ela cantou,
Ele não resistiu:
Atrai-o ela, ele se afundou,
E ninguém mais o viu.

Tradução de João Barrento

Johann Wolfgang von Goethe (n. em Frankfurt em 28 Ago 1749 in Frankfurt; m. em Weimar, Saxe-Weimar-Eisenach a 22 Mar 1832)