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Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento Março 6, 2007

Filed under: Brasil,Portugal — looking4good @ 10:40 pm
Descobri esta bela peça de literatura no autodenominado «Principal blog político do sul do Brasil segundo a Consultoria Americana Technorati»

«Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editor desta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto. Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal educado. Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos. Portugal é bonito por fora e podre por dentro. O dinheiro que a União Européia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou suntuosas. Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos. O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança maldita católica. Talvez as duas. »

in 05.12.2006 http://www.polibiobraga.com.br/

Consta que esta nota mereceu a seguinte resposta do nosso Embaixador:

«Brasília, 8 de Dezembro de 2006

Senhor Políbio Braga

Um cidadão brasileiro, que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal. Trata-se de um texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses. O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós.

Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar? Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda e rradicar por completo.

Permita-me, contudo, uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos ? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um “parente malquisto, invejoso e mal educado”. Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à “herança maldita católica”, afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas.

Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a “herança maldita portuguesa” (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza). Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser “bonito por fora” (valha-nos isso !), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante.

E porque razão lhe reconheço esse direito ? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelo maravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei). Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar por onde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência (vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa “gente que descobriu e colonizou o Brasil”. Em má hora, claro!

Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não se liberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um “dilúvio” como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se !

Com a retribuída cordialidade
do
Francisco Seixas da Costa
Embaixador de Portugal no Brasil»

Bem merecido!!!
 

E o sonho nem esteve longe…

Filed under: FC Porto,football,soccer,Uefa Champions League — looking4good @ 10:23 pm
Chelsea 2 – 1 Porto

Frangada de Helton virou o jogo

Jesualdo surpreendeu prescindindo de avançado centro pondo Marek Cech no meio campo e Ricardo Costa a defesa esquerdo. O Porto equilibrava o jogo no meio campo e aos 15′ uma bola recuperada por Lizandro libertou no momento certo para Lucho que fez um passe de morte para a desmarcação de Quaresma conduziu a bola com o pé esquerdo e em posição frontal perante Cech não perdoou. O sonho ganhava forma, o Porto já marcara e agora a pressão era sobre os ingleses. Que não se deram bem com isso, até depois dos 35′ altura aí em que o Porto passou a ter a bola. A perspectiva do intervalo levou os jogadores do Porto a afastarem a bola de qualquer maneira mas a verdade é que ao intervalo os portistas foram para as cabinas em vantagem.

Na segunda parte Mourinho fez entrar Obi Mikel saindo Makelele e o jogo mal tinha recomeçado e os ingleses empatavam. Não chegaram a sentir sequer a pressão dos adeptos derrotados. Uma jogada de envolvimento pela direita a bola foi atrasada para Robben que decidiu rematar de longe com pouco angulo a bola sofreu um ressalto num defesa era defensável mas Helton faz-se mal à bola e com o corpo impele-a para dentro pelo meio da baliza num balde de água fria.

A eliminatória estava empatada. A verdade é que o Porto quando mexeu (entrada de Ibson e Adriano para as saídas de Cech e Raul Meireles aos 55′) pôs o Chelsea em alguma superioridade no meio campo, o jogo tornava-se mais físico à medida que decorria e aí pressntia-se a melhor condição dos ingleses. Helton nunca recuperou do golo, pensava-se que o Porto ainda podia ir ao prolongamento mas o futebol directo dos ingleses deu-lhes o triunfo aos 79′. Muitas facilidades, da defesa portista, jogadores na área a jogar consecutivamente de cabeça num 2 para 1 e remate de Ballack desta vez sem qualquer culpa para Helton.

A reacção portista não se fez sentir, a entrada de Bruno Moraes para o lugar der Lizandro foi só uma mera obrigação burocrática para as estatisticas demonstrarem que as substituições foram esgotadas e o Chelsea limitou-se a fazer decorrer o tempo que restava.

Uma passagem esperada, porque não dizê-lo – eles eram favoritos – do Chelsea, mas o Porto esteve mais perto do que se supunha (quer cá, quer lá) de passar a eliminatória e em não consegui-lo o guarda-redes do Porto teve muitas responsabilidades.

A arbitragem cedo quiz demonstrar que não ia em cantigas, mostrou a Robben um amarelo por simulação de penalty, teve algumas decisões contestáveis – faltas que estamos habituados a serem marcadas cá – que ele deixou passar, outras marcou em que não parece ter havido falta, mas demonstrou imparcialidade e não houve casos.

Estádio: Stamford Bridge
Árbitros: Roberto Rosetti, Aux – Alessandro Stagnoli,Cristiano Copelli

CHELSEA: Cech; Diarra (Paulo Ferreira 64′), Essien, Ricardo Carvalho e Ashley Cole; Robben, Makelele (Obi Mikel int.), Ballack e Lampard; Shevchenko (Kalou 83′) e Drogba.

FC PORTO – Helton; Fucile, Pepe, Bruno Alves e Ricardo Costa; Paulo Assunção, Raul Meireles (Adriano 55′), Lucho e Marek Cech (Ibson 55′); Lisandro (Bruno Moraes 80′) e Ricardo Quaresma.

Golos: 0-1 Quaresma 14′; 1-1 Robben 47′; 2-1 Ballack 78′

34′ Cartão Amarelo para Robben por simular penalty.
57′ Cartão Amarelo para Quaresma por adiantar a bola na marcação de um livre
60′ Cartão Amarelo para Diarra por falta sobre Quaresma
82′ Cartão Amarelo para Fucile (F.C. Porto).

 

UEFA Champions League

Filed under: FC Porto,football,soccer — looking4good @ 8:40 pm

Today
Chelsea
2 – 1 (1-1) Porto (0-1 Quaresma 15′; 1-1 Robben; 2-1 Ballack 79′)
Lyon 0 – 2 (0-0) Roma (0-1 Totti 22′; 0-2 Mancini 44′)
Valencia 0 – 0 (2-2) Inter
Liverpool 0 – 1 (2-1) Barcelona (Gudjohnsen 75′)

Tomorrow
Bayern (2-3) Real Madrid
Milan (0-0) Celtic
Man. United (1-0) Lille
Arsenal (0-1) PSV

 

Congratulations. Real Madrid was founded 105 years ago

Filed under: football,Real Madrid,soccer — looking4good @ 1:39 am

 

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