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Ribeirinho faleceu há 25 anos! Fevereiro 7, 2009

Filed under: cinema,efemerides,Ribeirinho — looking4good @ 1:15 am
Francisco Carlos Lopes Ribeiro, o Ribeirinho, morreu em Lisboa faz hoje 25 anos (n. em Lisboa a 21 de Setembro de 1911). Grande actor, proporcionou-nos momentos inolvidáveis de boa disposição e bem estar conjuntamente com outros grandes actores, nomeadamente António Silva e Vasco Santana

Recordemo-lo nesta passagem de «O Pátio das Cantigas»

«Das duas uma: ou és um anjo, ou és um demónio ou estiveste a fazer poucochinho do Rufino»

Ribeirinho e Maria da Graça no Pátio das Cantigas

 

Nasci para ser ignorante… – Sebastião da Gama (na passagem do 57º. aniversário da morte do poeta)

Filed under: poesia,Sebastião da Gama — looking4good @ 1:07 am

Nasci para ser ignorante
mas os parentes teimaram
(e dali não arrancaram)
em fazer de mim estudante.

Que remédio? Obedeci.
Há já três lustros que estudo.
Aprender, aprendi tudo,
mas tudo desaprendi.

Perdi o nome às Estrelas,
aos nossos rios e aos de fora.
Confundo fauna com flora.
Atrapalham-me as parcelas.

Mas passo dias inteiros
a ver um rio passar.
Com aves e ondas do Mar
tenho amores verdadeiros.

Rebrilha sempre uma Estrela
por sobre o meu parapeito;
pois não sou eu que me deito
sem ter falado com ela.

Conheço mais de mil flores.
Elas conhecem-me a mim.
Só não sei como em latim
as crismaram os doutores.

No entanto sou promovido,
mal haja lugar aberto,
a mestre: julgam-me esperto,
inteligente e sabido.

O pior é se um director
espreita p’la fechadura:
lá se vai licenciatura
se ouve as lições do doutor.

Lá se vai o ordenado
de tuta-e-meia por mês.
Lá fico eu de uma vez
um Poeta desempregado.

Se me não lograr o fado
porém, com tais directores,
e de rios, aves e flores
somente for vigiado,

enquanto as aulas correrem
não sentirei calafrios,
que flores, aves e rios
ignorante é que me querem.

Sebastião Artur Cardoso da Gama (n. em Vila Nogueira de Azeitão, Setúbal, a 10 de Abril de 1924; m. em Lisboa a 7 de Fevereiro de 1952)

Do mesmo autor ler os belíssimos poemas:
Pequeno Poema
O Sonho
Madrigal
Poema da Minha Esperança