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Taça da Liga: Vitória de Guimarães acompanha os grandes nas meias-finais Janeiro 18, 2009

Filed under: Futebol,Taça da Liga — looking4good @ 9:12 pm
Carlsberg Cup logoNa última jornada da fase de grupos da Taça da Liga todos os grandes ganharam e acabaram por se classificarem no primeiro lugar dos respectivos grupos. Benfica e Sporting já estavam praticamente qualificados mas fizeram questão em conseguir 100% dos pontos. O benfica fê-lo com um golo solitário de Katsouranis, o Sportinbg goleando o Paços de Ferreira por 5-1 com 3 golos de Liedson. O Porto também ganhou mas foi preciso auto-golo da Académica e face ao desaire do Nacional acabou por ganhar o Grupo A.

A desilusão desta última jornada foi para as equipas madeirenses. O Nacional foi derrotado em Setúbal por um golo a zero e nem sequer conseguiu o melhor dos segundos lugares (teria bastado um empate!). O Marítimo que estava em boa posição para ser o melhor segundo classificado (só dependia de si basdtando ganhar por um golo), desaproveitou o factor casa e perdeu com o Rio Ave (1-2) . Face às derrrotas das equipas da ilha da Madeira foi o Guimarães quem in-extremis conseguiu o melhor segundo lugar ao bater o Olhanense por 3-0, conseguindo-o por um golo de diferença!

Nas meias finais que se disputam a 4 de Fevereiro Benfica e Sporting jogam em casa faltando saber qual deles defronta o Porto.

Resultados da última jornada 17 /18 Jan.
Grupo A Group B Group C
Porto 1-0 Académ. Sporting 5-1 P. Ferr. Guimar. 3-0 Olhan.
Setúbal 1-0 Nacional Marítimo 1-2 R. Ave Benfica 1-0 Belen.
Grupo A Grupo B Grupo C
Porto 3 6 4-3 Sporting 3 9 9-1 Benfica 3 9 7-1
Nacional 3 4 3-3 Rio Ave 3 3 3-4 V. Guimarães 3 4 3-2
Académica 3 4 3-3 Marítimo 3 3 3-6 Belenenses 3 4 2-2
V. Setúbal 3 3 3-4 P. Ferreira 3 3 4-8 Olhanense 3 0 1-9
 

Ary dos Santos faleceu há 25 anos

Filed under: Ary dos Santos,Carlos do Carmo,Fado,Musica,poesia — looking4good @ 3:15 am
imagem daqui

«Isso mesmo: rasgando o desespero com gritos e com cóleras, juntando a sua voz à voz do imenso protestar colectivo – eis Ary dos Santos: cabotino, espectaculoso, truculento, corajoso como poucos; cabeça alevantada, punho cerrado e erguido, olhar de fogo, a chispa indomável de uma labareda interior que o consumia: E, também; um grande poeta – acentue-se: Um grande poeta português, da linhagem de um Guerra Junqueiro, de um Gomes Leal, de um Cesário Verde ou de um Gabriel Marujo ou de um Linhares Barbosa (porque não?), todos na mesma fileira, todos eles empenhados, de uma maneira ou de outra, em restituir a voz àqueles a quem a voz tinham roubado» (Baptista Bastos daqui).

Carlos do Carmo canta José Carlos Ary dos Santos:

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!

Os putos

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

 

On this day in History – Jan. 18

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 1:01 am
 

On this day in History – Jan. 18

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