Nothingandall

Just another WordPress.com weblog

Manoel de Oliveira – Centenário do mais «jovem» cineasta em actividade Dezembro 11, 2008

Filed under: cinema,efemerides,Manoel de Oliveira — looking4good @ 10:08 am
Manoel de Oliveira faz 100 anos. Desde Douro faina fluvial (o seu primeiro filme em 1931) e Aniki-Bóbó (a sua primeira longa metragem e apontado como pioneiro do neo-realismo em Portugal) a Singularidades de Uma Rapariga Loura (em produção), Manoel de Oliveira tem uma carreira excepcional, internacionalmente reconhecida, ainda que em Portugal o espectador comum não partilhe (por via dos longos planos fixos e sem grande acção, de que os seus filmes são impregnados) entusiasmadamente os encómios da crítica especializada.

Nascido no Porto, a 11 de Dezembro de 1908, Oliveira, doutorado honoris causa pela Univerdidade do Algarve, um dos maiores cineastas do mundo pode ser apontado como um expoente da cultura portuguesa, com uma marca singular na história do cinema, porque usando as suas próprias palavras «Qualquer coisa que eu filme, deixa de ser o que é para se tornar o que eu filmo».

A Zon Lusomundo lançou uma edição especial (e numerada) que nesta época natalícia pode constituir uma oferta excepcional.

Mais sobre Manoel de Oliveira

 

A velocidade da luz (excerto) – Manuel Gusmão

Filed under: Manuel Gusmão,poesia — looking4good @ 2:36 am
Corpo feminino daqui

Há uma rotação do teu corpo
ou de uma parte dele que está pelo todo
e fora dos eixos do mundo.
Rodas a partir da cintura, estendes um braço,
há um músculo que se ilumina, uma onda
vertical em que tu própria te subisses;
então uma perna flecte-se, e o outro pé fica em ponta
oblíquo sobre o mundo que nesse instante
se suspende.

Há uma rotação do teu corpo –
Andas pela casa: és um leve rumor sob o silêncio
um rumor que alumia a sombra silenciosa;
na sala, o homem quase surdo quase cego
ouve-te, julga reconhecer-te: vens aí.

Estás aqui. O intervalo de tempo já começou:
há uma rotação no teu corpo
que me exclui do mundo e
entretanto é feita para mim; atinge-me
à velocidade da luz.
E eu o homem quase surdo quase cego
sou tomado pelo vento do fogo que me consome
até ser apenas a última brasa: pequenas ravinas de luz
o incêndio restante sob a exausta crosta da terra

Estavas, estiveste ali.
O tempo recomeça.
Apareces e desapareces.
Como a luz do farol disparando no céu sobre as casas
ou como o anúncio luminoso do prédio em frente
que varre intermitente a obscuridade do quarto no filme.
Quando voltará?

É como se soubesses
que voltará, sim, e que não, não poderá voltar.
Quando, e se voltar, serei eu talvez
quem já lá não está. Quando
é quando?
Quanto tempo ainda poderá o mundo voltar
à possibilidade dessa forma?

Manuel Gusmão (nasceu em Évora a 11 de Dezembro de 1945)

 

A velocidade da luz (excerto) – Manuel Gusmão

Filed under: Manuel Gusmão,poesia — looking4good @ 2:36 am
Corpo feminino daqui

Há uma rotação do teu corpo
ou de uma parte dele que está pelo todo
e fora dos eixos do mundo.
Rodas a partir da cintura, estendes um braço,
há um músculo que se ilumina, uma onda
vertical em que tu própria te subisses;
então uma perna flecte-se, e o outro pé fica em ponta
oblíquo sobre o mundo que nesse instante
se suspende.

Há uma rotação do teu corpo –
Andas pela casa: és um leve rumor sob o silêncio
um rumor que alumia a sombra silenciosa;
na sala, o homem quase surdo quase cego
ouve-te, julga reconhecer-te: vens aí.

Estás aqui. O intervalo de tempo já começou:
há uma rotação no teu corpo
que me exclui do mundo e
entretanto é feita para mim; atinge-me
à velocidade da luz.
E eu o homem quase surdo quase cego
sou tomado pelo vento do fogo que me consome
até ser apenas a última brasa: pequenas ravinas de luz
o incêndio restante sob a exausta crosta da terra

Estavas, estiveste ali.
O tempo recomeça.
Apareces e desapareces.
Como a luz do farol disparando no céu sobre as casas
ou como o anúncio luminoso do prédio em frente
que varre intermitente a obscuridade do quarto no filme.
Quando voltará?

É como se soubesses
que voltará, sim, e que não, não poderá voltar.
Quando, e se voltar, serei eu talvez
quem já lá não está. Quando
é quando?
Quanto tempo ainda poderá o mundo voltar
à possibilidade dessa forma?

Manuel Gusmão (nasceu em Évora a 11 de Dezembro de 1945)

 

International Mountain Day 2008

Filed under: ambient,Day,efemerides — looking4good @ 1:29 am
The United Nations General Assembly in its 78th plenary meeting, adopted a resolution to designate 11 December as International Mountain Day, as from 11 December 2003.
International Mountain Day is an opportunity to create awareness about the importance of mountains to life, to highlight the opportunities and constraints in mountain development and to build partnerships that will bring positive change to the world’s mountains and highlands.

photo from here

Each year the International Mountain Day focuses on a specific theme that represents challenges and opportunities to mountain people and environments. This year, the theme for International Mountain Day will focus on Food Security in Mountains.

International Mountain Day 2008, with its theme of Food security in mountains, is an apt occasion to reflect on how hard it is for mountain people to consistently get adequate and nutritious food to lead healthy and active lives.

Never forget that mountains are the source of most of the world’s freshwater and harbour some of the world’s richest biodiversity.

Hint: If you have some time free take a walk on a moutain near your place of residence and breathe some clean air.

Know more about The International Mountain Day 2008