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@o que chegou a Aministração Pública: inspeccionar os emails dos funcionários! Outubro 27, 2008

Filed under: Actualidade,impostos,liberdade,política — looking4good @ 8:57 pm
Já vi muita coisa, muita ilegalidade praticada. Já ouvi falar de «hijacking fiscal». Muitas decisões de liquidações de impostos fundamentadas em argumentos completamente estapafúrdios. Até decisões de aplicações de coimas em processos de contraordenação quando os impostos liquidados que com eles se relacionam estão impugnados! É a aceleração da máquina fiscal que ultrapassa todos os limites: do tipo andar a 280 Km à hora na Avenida da República (só em ambiente simulado para divertimento do público e com um carro da Fórmula 1). Percebo que queiram saber quem fotografou os casamentos e onde foram (e quem pagou) as bodas. Até percebo que da lista de devedores do Estado só conste três entidades. Ainda que tudo isto não devesse ser a realidade.

Mas hoje soube uma situação ainda mais imprevista. A Inspecção Geral de Finanças foi fiscalizar os emails dos funcionários. A correspondência e os emails (mesmo os de índole profissional postos à disposição pela entidade patronal) está salvaguardada pelo direito à privacidade.

Segundo a TSF «A inspecção sugeriu ao DIAP que se consultasse o conteúdo das mensagens, o que foi autorizado pelo Tribunal de Instrução Criminal». Tudo ao que se supõe em defesa do sigilo… fiscal. E esta hein ?

 

Sensações Desconhecidas – João Lúcio (na passagem do 90º. aniversário da morte do poeta)

Filed under: João Lúcio,poesia — looking4good @ 1:56 am
foto: Sol na vidraça

Há tanta sensação que não conheço,
tanto vibrar de nervos que não sinto;
e contudo parece que os pressinto,
apesar de ver bem que os desconheço.

A sensação que tem, à noite, o ar,
quando o orvalho o toca, em beijos de água,
é porventura, irmã daquela mágoa
que sente, quando chora, o meu olhar?

Tem, porventura, alguma semelhança
a sensação dum cravo numa trança,
com a ânsia de quem morre afogado?

E fico-me a pensar que sentirá
uma vidraça quando o sol lhe dá,
e a rasga a mão de luz, de lado a lado…

João Lúcio Pousão Pereira nasceu a 4 de Julho de 1880 em Olhão (Algarve), onde foi vítima de uma epidemia a 27 de Outubro de 1918. Sobrinho do pintor Henrique Pousão, formou-se em Direito por Coimbra em 1902. Jurisconsulto, orador e deputado, foi também um poeta verboso e irregular, mas com momentos fulgurantes. Na sua obra, há simbolismo, decadentismo, nefelibatismo, esteticismo, impressionismo e transcendentalismo. O seu melhor volume de poesia é de publicação póstuma: «Espalhando Fantasmas» (1921).

Ler do mesmo autor Tarde de Leite e Rosas Ouvindo Floresta

Soneto e nota biobibliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Sensações Desconhecidas – João Lúcio (na passagem do 90º. aniversário da morte do poeta)

Filed under: João Lúcio,poesia — looking4good @ 1:56 am
foto: Sol na vidraça

Há tanta sensação que não conheço,
tanto vibrar de nervos que não sinto;
e contudo parece que os pressinto,
apesar de ver bem que os desconheço.

A sensação que tem, à noite, o ar,
quando o orvalho o toca, em beijos de água,
é porventura, irmã daquela mágoa
que sente, quando chora, o meu olhar?

Tem, porventura, alguma semelhança
a sensação dum cravo numa trança,
com a ânsia de quem morre afogado?

E fico-me a pensar que sentirá
uma vidraça quando o sol lhe dá,
e a rasga a mão de luz, de lado a lado…

João Lúcio Pousão Pereira nasceu a 4 de Julho de 1880 em Olhão (Algarve), onde foi vítima de uma epidemia a 27 de Outubro de 1918. Sobrinho do pintor Henrique Pousão, formou-se em Direito por Coimbra em 1902. Jurisconsulto, orador e deputado, foi também um poeta verboso e irregular, mas com momentos fulgurantes. Na sua obra, há simbolismo, decadentismo, nefelibatismo, esteticismo, impressionismo e transcendentalismo. O seu melhor volume de poesia é de publicação póstuma: «Espalhando Fantasmas» (1921).

Ler do mesmo autor Tarde de Leite e Rosas Ouvindo Floresta

Soneto e nota biobibliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Sensações Desconhecidas – João Lúcio (na passagem do 90º. aniversário da morte do poeta)

Filed under: João Lúcio,poesia — looking4good @ 1:56 am
foto: Sol na vidraça

Há tanta sensação que não conheço,
tanto vibrar de nervos que não sinto;
e contudo parece que os pressinto,
apesar de ver bem que os desconheço.

A sensação que tem, à noite, o ar,
quando o orvalho o toca, em beijos de água,
é porventura, irmã daquela mágoa
que sente, quando chora, o meu olhar?

Tem, porventura, alguma semelhança
a sensação dum cravo numa trança,
com a ânsia de quem morre afogado?

E fico-me a pensar que sentirá
uma vidraça quando o sol lhe dá,
e a rasga a mão de luz, de lado a lado…

João Lúcio Pousão Pereira nasceu a 4 de Julho de 1880 em Olhão (Algarve), onde foi vítima de uma epidemia a 27 de Outubro de 1918. Sobrinho do pintor Henrique Pousão, formou-se em Direito por Coimbra em 1902. Jurisconsulto, orador e deputado, foi também um poeta verboso e irregular, mas com momentos fulgurantes. Na sua obra, há simbolismo, decadentismo, nefelibatismo, esteticismo, impressionismo e transcendentalismo. O seu melhor volume de poesia é de publicação póstuma: «Espalhando Fantasmas» (1921).

Ler do mesmo autor Tarde de Leite e Rosas Ouvindo Floresta

Soneto e nota biobibliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Na Cidade Nasci – Carlos Queiroz

Filed under: Carlos Queiroz,poesia — looking4good @ 1:39 am

Na cidade, quem olha para o céu?
É preciso que passe o avião…
Quem me dera o silêncio, a solidão,
Onde pudesse, alguma vez, ser eu!

Na cidade nasci; nela nasceu
A minha dispersiva inquietação;
E o meu tumultuoso coração
Tem o pulsar caótico do seu.

A! Quem me dera, em vez de gasolina,
O cheiro da terra húmida, a resina,
A flores do campo, a leite, a maresia!

Em vez da fria luz que me alumia,
O luar sobre o mar, em tremulina…
– Divina mão compondo uma poesia.

José Carlos Queiroz Nunes Ribeiro (n. Lisboa em 5 de Abr 1907, m. Paris, 27 Out 1949)

Do mesmo autor leia:
Apelo à Poesia
Uma história vulgar
Amizade
Pastoral
LIBERA-ME
Canção Grata
Desaparecido

 

On this day in History – Oct. 27

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 1:00 am
 

On this day in History – Oct. 27

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 1:00 am