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Diana Chaves: «Não acho que tenha um corpo fenomenal» Outubro 24, 2008

Filed under: celebrities,Diana Chaves — looking4good @ 7:57 pm
Foto de Diana Chaves«Tenho uma boa relação com o meu corpo… Isso não quer dizer que ache que tenha um corpo fenomenal» disse a actriz e modelo portuguesa, segundo a edição de hoje da «Notícias TV», à qual deu uma entrevista. Pois, mas alguém já lhe dissera isso alguma vez?

A actriz de quem já sabíamos que nos «últimos anos realizei muitos sonhos que nunca tinha sonhado e por isso nem me atrevo a desejar nada», ficamos agora a saber que não sabe se é cara: «tem de perguntar à minha agente» e de que «eu não preciso de fazer tudo. Rejeito muita coisa, nem imagina».

Imaginamos…

Foto de Diana Chaves

 

Diana Chaves: «Não acho que tenha um corpo fenomenal»

Filed under: celebrities — looking4good @ 7:57 pm
Foto de Diana Chaves«Tenho uma boa relação com o meu corpo… Isso não quer dizer que ache que tenha um corpo fenomenal» disse a actriz e modelo portuguesa, segundo a edição de hoje da «Notícias TV», à qual deu uma entrevista. Pois, mas alguém já lhe dissera isso alguma vez?

A actriz de quem já sabíamos que nos «últimos anos realizei muitos sonhos que nunca tinha sonhado e por isso nem me atrevo a desejar nada», ficamos agora a saber que não sabe se é cara: «tem de perguntar à minha agente» e de que «eu não preciso de fazer tudo. Rejeito muita coisa, nem imagina».

Imaginamos…

Foto de Diana Chaves

 

Diana Chaves: «Não acho que tenha um corpo fenomenal»

Filed under: celebrities,Diana Chaves — looking4good @ 7:57 pm
Foto de Diana Chaves«Tenho uma boa relação com o meu corpo… Isso não quer dizer que ache que tenha um corpo fenomenal» disse a actriz e modelo portuguesa, segundo a edição de hoje da «Notícias TV», à qual deu uma entrevista. Pois, mas alguém já lhe dissera isso alguma vez?

A actriz de quem já sabíamos que nos «últimos anos realizei muitos sonhos que nunca tinha sonhado e por isso nem me atrevo a desejar nada», ficamos agora a saber que não sabe se é cara: «tem de perguntar à minha agente» e de que «eu não preciso de fazer tudo. Rejeito muita coisa, nem imagina».

Imaginamos…

Foto de Diana Chaves

 

O Menino Maluquinho – Ziraldo

Filed under: Ziraldo — looking4good @ 7:00 pm
O Menino Maluquinho imagem daqui

Era uma vez um menino maluquinho
Ele tinha o olho maior que a barriga
tinha fogo no rabo
tinha vento nos pés
umas pernas enormes
(que davam para abraçar o mundo)
e macaquinhos no sótão
(embora nem soubesse o que
significava macaquinhos no sótão).
Ele era um menino impossível!

A melhor coisa do mundo
na casa do menino maluquinho
era quando ele voltava da escola
A pasta e os livros
chegavam sempre primeiro
voando na frente

Um dia no fim de ano
o menino maluquinho
chegou em casa com uma bomba:
“Mamãe, tou aí com uma bomba!”
“Meu neto é um subversivo!”
gritou o avô.
“Ele vai matar o gato!”
gritou a avó.

“Tira esse negócio daí!”
falou – de novo – a babá.
Mas aí o menino explicou:
“A bomba já explodiu, gente.
Lá no colégio.”
“Esse menino é maluquinho!”
falou o pai, aliviado.”
E foi conferir o boletim
Esse susto não era nada
tinha outros que ele pregava.
Às vezes
sem qualquer ordem
do papai e da mamãe
se trancava lá no quarto
e estudava e estudava
e voltava do colégio
com as provas terminadas
tinha dez no boletim
que não acabava mais
E ele dizia aos pais
cheio de
contentamento:
“Só tem um zerinho aí.
Num tal de
comportamento!”

A pipa que
o menino maluquinho soltava
era a mais maluca de todas
rabeava lá no céu
rodopiava adoidado
caía de ponta cabeça
dava tranco e cabeçada
e sua linha cortava
mais que o afiado cerol.

E a pipa
quem fazia
era mesmo o menininho
pois ele havia aprendido
a amarrar linha e taquara
a colar papel de seda
e fazer com polvilho
o grude para colar
a pipa triangular
como o papai
lhe ensinara
do jeito que havia
aprendido
com o pai
e o pai do pai
do papai.

Era preciso ver
o menino maluquinho
na casa da vovó!
Ele deitava
e rolava
pintava e bordava
e se empanturrava
de bolo e cocada
E ria
com a boca cheia
e dormia
cansado
no colo da vovó
suspirando de
alegria
E a vovó dizia:
“Esse meu neto
é tão maluquinho”
O menino maluquinho
tinha
dez namoradas!
Ele era
um namorado
formidável
que desenhava
corações
nos troncos
das árvores

e fazia versinhos
e fazia canções.
E se escalavrava
nos paralelepípedos

e rasgava os fundilhos
no arame da cerca
e tinha tanto esparadrapo
nas canelas
e nos cotovelos
e tanta bandagem
na volta das férias
que todo ano ganhava
dos colegas
no colégio
o apelido de Múmia
E chorava escondido
se tinha tristezas
O menino maluquinho
tinha lá os seus segredos
e nunca ninguém sabia
os segredos que ele tinha
(pois segredo é justo assim).
Tinha uns mais segredáveis
E outros que eram menos.
O menino maluquinho
jogava futebol.
E toda a turma
ficava esperando
ele chegar
pra começar o jogo.
É que o time
era cheio de craques
e ninguém queria
ficar no gol.
Só o menino maluquinho
que dizia sempre:
“Deixa comigo!”
E ia rindo pro gol
para o jogo começar.
E o menino maluquinho
voava na bola
e caía de lado
e caía de frente
e caía de pernas pro ar
e caía de bunda no chão

E a torcida ria
e gostava de ver
a alegria daquele goleiro.
E todos diziam:
“Que goleiro maluquinho!”
E aí, o tempo passou.
E, como todo mundo,
o menino maluquinho cresceu.

Cresceu
e virou um cara legal!
Aliás,
virou o cara mais legal
do mundo!
Mas, um cara legal, mesmo!

E foi aí que todo mundo descobriu que ele
não tinha sido um menino maluquinho
ele tinha sido era um menino feliz!

Extraído daqui

Ziraldo Alves Pinto (n. em Caratinga, Minas Gerais a 24 de Outubro de 1932)

 

O Menino Maluquinho – Ziraldo

Filed under: Ziraldo — looking4good @ 7:00 pm
O Menino Maluquinho imagem daqui

Era uma vez um menino maluquinho
Ele tinha o olho maior que a barriga
tinha fogo no rabo
tinha vento nos pés
umas pernas enormes
(que davam para abraçar o mundo)
e macaquinhos no sótão
(embora nem soubesse o que
significava macaquinhos no sótão).
Ele era um menino impossível!

A melhor coisa do mundo
na casa do menino maluquinho
era quando ele voltava da escola
A pasta e os livros
chegavam sempre primeiro
voando na frente

Um dia no fim de ano
o menino maluquinho
chegou em casa com uma bomba:
“Mamãe, tou aí com uma bomba!”
“Meu neto é um subversivo!”
gritou o avô.
“Ele vai matar o gato!”
gritou a avó.

“Tira esse negócio daí!”
falou – de novo – a babá.
Mas aí o menino explicou:
“A bomba já explodiu, gente.
Lá no colégio.”
“Esse menino é maluquinho!”
falou o pai, aliviado.”
E foi conferir o boletim
Esse susto não era nada
tinha outros que ele pregava.
Às vezes
sem qualquer ordem
do papai e da mamãe
se trancava lá no quarto
e estudava e estudava
e voltava do colégio
com as provas terminadas
tinha dez no boletim
que não acabava mais
E ele dizia aos pais
cheio de
contentamento:
“Só tem um zerinho aí.
Num tal de
comportamento!”

A pipa que
o menino maluquinho soltava
era a mais maluca de todas
rabeava lá no céu
rodopiava adoidado
caía de ponta cabeça
dava tranco e cabeçada
e sua linha cortava
mais que o afiado cerol.

E a pipa
quem fazia
era mesmo o menininho
pois ele havia aprendido
a amarrar linha e taquara
a colar papel de seda
e fazer com polvilho
o grude para colar
a pipa triangular
como o papai
lhe ensinara
do jeito que havia
aprendido
com o pai
e o pai do pai
do papai.

Era preciso ver
o menino maluquinho
na casa da vovó!
Ele deitava
e rolava
pintava e bordava
e se empanturrava
de bolo e cocada
E ria
com a boca cheia
e dormia
cansado
no colo da vovó
suspirando de
alegria
E a vovó dizia:
“Esse meu neto
é tão maluquinho”
O menino maluquinho
tinha
dez namoradas!
Ele era
um namorado
formidável
que desenhava
corações
nos troncos
das árvores

e fazia versinhos
e fazia canções.
E se escalavrava
nos paralelepípedos

e rasgava os fundilhos
no arame da cerca
e tinha tanto esparadrapo
nas canelas
e nos cotovelos
e tanta bandagem
na volta das férias
que todo ano ganhava
dos colegas
no colégio
o apelido de Múmia
E chorava escondido
se tinha tristezas
O menino maluquinho
tinha lá os seus segredos
e nunca ninguém sabia
os segredos que ele tinha
(pois segredo é justo assim).
Tinha uns mais segredáveis
E outros que eram menos.
O menino maluquinho
jogava futebol.
E toda a turma
ficava esperando
ele chegar
pra começar o jogo.
É que o time
era cheio de craques
e ninguém queria
ficar no gol.
Só o menino maluquinho
que dizia sempre:
“Deixa comigo!”
E ia rindo pro gol
para o jogo começar.
E o menino maluquinho
voava na bola
e caía de lado
e caía de frente
e caía de pernas pro ar
e caía de bunda no chão

E a torcida ria
e gostava de ver
a alegria daquele goleiro.
E todos diziam:
“Que goleiro maluquinho!”
E aí, o tempo passou.
E, como todo mundo,
o menino maluquinho cresceu.

Cresceu
e virou um cara legal!
Aliás,
virou o cara mais legal
do mundo!
Mas, um cara legal, mesmo!

E foi aí que todo mundo descobriu que ele
não tinha sido um menino maluquinho
ele tinha sido era um menino feliz!

Extraído daqui

Ziraldo Alves Pinto (n. em Caratinga, Minas Gerais a 24 de Outubro de 1932)

 

Rios – Amadeu Amaral

Filed under: Amadeu Amaral,poesia — looking4good @ 1:56 am
Rio Douro imagem daqui

Almas contemplativas! Vão rolando
por esta vida, como os rios quietos…
Rolam os rios – árvores e tectos,
céus e terras, tranquilos, espelhando;

vão reflectindo todos os aspectos,
num serpentear indiferente e brando;
espreguiçam-se, límpidos, cantando,
no remanso dos sítios predilectos;

fecundam plantações, movem engenhos,
dão de beber, sustentam pescadores,
suportam barcos e carreiam lenhos…

Lá se vão, num rolar manso e tristonho,
cumprindo o seu destino sem clamores
e sonhando consigo um grande sonho.

Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado nasceu em Capivari (SP) a 6 de Novembro de 1875 e faleceu em São Paulo a 24 de Outubro de 1929. Chegou em 1888 à capital do estado e, em 1921, abordou o Rio de Janeiro, mas depressa regressou a São Paulo. Foi jornalista e conferencista, dedicou-se ao magistério particular, notabilizou-se pelos seus estudos folclóricos e foi pioneiro de estudos dialectológicos. Como poeta, integrou-se na transição do parnasianismo para o simbolismo.

Ler do mesmo autor, neste blog Lua e Voz Íntima

Soneto e nota biobibliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Rios – Amadeu Amaral

Filed under: Amadeu Amaral,poesia — looking4good @ 1:56 am
Rio Douro imagem daqui

Almas contemplativas! Vão rolando
por esta vida, como os rios quietos…
Rolam os rios – árvores e tectos,
céus e terras, tranquilos, espelhando;

vão reflectindo todos os aspectos,
num serpentear indiferente e brando;
espreguiçam-se, límpidos, cantando,
no remanso dos sítios predilectos;

fecundam plantações, movem engenhos,
dão de beber, sustentam pescadores,
suportam barcos e carreiam lenhos…

Lá se vão, num rolar manso e tristonho,
cumprindo o seu destino sem clamores
e sonhando consigo um grande sonho.

Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado nasceu em Capivari (SP) a 6 de Novembro de 1875 e faleceu em São Paulo a 24 de Outubro de 1929. Chegou em 1888 à capital do estado e, em 1921, abordou o Rio de Janeiro, mas depressa regressou a São Paulo. Foi jornalista e conferencista, dedicou-se ao magistério particular, notabilizou-se pelos seus estudos folclóricos e foi pioneiro de estudos dialectológicos. Como poeta, integrou-se na transição do parnasianismo para o simbolismo.

Ler do mesmo autor, neste blog Lua e Voz Íntima

Soneto e nota biobibliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.