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Adriano Correia de Oliveira desapareceu há 26 anos Outubro 16, 2008

Filed under: António Correia de Oliveira,Musica — looking4good @ 12:47 am
Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico português e um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. Fez parte da geração de compositores e cantores de cariz político, que foram usadas para lutar contra o Estado Novo e que ficou conhecida como música de intervenção (from Wikipedia)

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio – é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Música: António Portugal
Letra: Manuel Alegre
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira

I ask of the passing wind
News from my fatherland
The wind silences the tragedy
The wind tells me nothing

But there is always a lantern
Within the very misfortune
There is always someone who sows
Songs in the passing wind

Even in the saddest of nights
In times of servitude
There is someone who resists
There is always someone who says no

Trova do vento que passa

Tejo que levas as águas

Aqui uma das mais belas composições de música portuguesa de sempre
Fala do homem nascido

Aqui interpretando um poema de Manuel da Fonseca ainda ontem aqui lembrado no dia do seu aniversário
Tu e eu meu amor

Aqui não é Adriano que canta mas este vídeo é absolutamente sensacional e imperdível

Este post é uma reedição do colocado há um ano atrás

 

Adriano Correia de Oliveira desapareceu há 26 anos

Filed under: António Correia de Oliveira,Musica — looking4good @ 12:47 am
Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico português e um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. Fez parte da geração de compositores e cantores de cariz político, que foram usadas para lutar contra o Estado Novo e que ficou conhecida como música de intervenção (from Wikipedia)

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio – é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Música: António Portugal
Letra: Manuel Alegre
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira

I ask of the passing wind
News from my fatherland
The wind silences the tragedy
The wind tells me nothing

But there is always a lantern
Within the very misfortune
There is always someone who sows
Songs in the passing wind

Even in the saddest of nights
In times of servitude
There is someone who resists
There is always someone who says no

Trova do vento que passa

Tejo que levas as águas

Aqui uma das mais belas composições de música portuguesa de sempre
Fala do homem nascido

Aqui interpretando um poema de Manuel da Fonseca ainda ontem aqui lembrado no dia do seu aniversário
Tu e eu meu amor

Aqui não é Adriano que canta mas este vídeo é absolutamente sensacional e imperdível

Este post é uma reedição do colocado há um ano atrás

 

Oct. 16 – World Food Day

Filed under: Day,Dia,World — looking4good @ 12:25 am
«World Food Security: the Challenges of Climate Change and Bioenergy»

The World Food Day (WFD) was established by FAO’s Member Countries at the Organization’s Twentieth General Conference in November 1979. The Food and Agriculture Organization of the United Nations celebrates World Food Day each year on 16 October, the day on which the Organization was founded in 1945. This is a worldwide event designed to increase awareness, understanding and informed, year-around action to alleviate hunger.

High food prices put World Food Day 2008 in the spotlight. The cost of food is climbing. people everywhere is affected and the poorest are hit hardest. Changing weather patterns and rising demand for biofuels are part of the problem. The theme for World Food Day 2008 is «World Food Security: the Challenges of Climate Change and Bioenergy»

World Food Day provides an occasion to once again highlight the plight of 923 million undernourished people in the world. Most of them live in rural areas where their main source of income is the agricultural sector. Global warming and the biofuel boom are now threatening to push the number of hungry even higher in the decades to come.

Visit FAO site

 

Oct. 16 – World Food Day

Filed under: Day,Dia,World — looking4good @ 12:25 am
«World Food Security: the Challenges of Climate Change and Bioenergy»

The World Food Day (WFD) was established by FAO’s Member Countries at the Organization’s Twentieth General Conference in November 1979. The Food and Agriculture Organization of the United Nations celebrates World Food Day each year on 16 October, the day on which the Organization was founded in 1945. This is a worldwide event designed to increase awareness, understanding and informed, year-around action to alleviate hunger.

High food prices put World Food Day 2008 in the spotlight. The cost of food is climbing. people everywhere is affected and the poorest are hit hardest. Changing weather patterns and rising demand for biofuels are part of the problem. The theme for World Food Day 2008 is «World Food Security: the Challenges of Climate Change and Bioenergy»

World Food Day provides an occasion to once again highlight the plight of 923 million undernourished people in the world. Most of them live in rural areas where their main source of income is the agricultural sector. Global warming and the biofuel boom are now threatening to push the number of hungry even higher in the decades to come.

Visit FAO site

 

On this day in History – Oct. 16

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 12:10 am

 

On this day in History – Oct. 16

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 12:10 am