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Champions League: No goals in Group E and Porto is leader in Group G Setembro 17, 2008

Filed under: Champions League,football,Futebol — looking4good @ 9:00 pm





Today 17 September 2008

Group E Group F
Man. United 0-0 Villarreal Steaua 0-1 Bayern
Celtic 0-0 Aab Lyon 2-2 Fiorentina
Group G Group H
FC Porto 3-1 Fenerbahce Juventus 1-0 Zenit
Dinamo Kyiv 1-1 Arsenal Real Madrid 2-0 BATE

Yesterday, 16 September 2008

Group A Group B
Chelsea 4-0 Bordeaux Panathinaikos 0-2 Inter
Roma 1-2 Cluj Bremen 0-0 Anorthosis
Group C Group D
Basel 1-2 Shaktar PSV 0-3 At. Madrid
Barcelona 3-1 Sporting Marseille 1-2 Liverpool
 

Champions League: No goals in Group E and Porto is leader in Group G

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Today 17 September 2008

Group E Group F
Man. United 0-0 Villarreal Steaua 0-1 Bayern
Celtic 0-0 Aab Lyon 2-2 Fiorentina
Group G Group H
FC Porto 3-1 Fenerbahce Juventus 1-0 Zenit
Dinamo Kyiv 1-1 Arsenal Real Madrid 2-0 BATE

Yesterday, 16 September 2008

Group A Group B
Chelsea 4-0 Bordeaux Panathinaikos 0-2 Inter
Roma 1-2 Cluj Bremen 0-0 Anorthosis
Group C Group D
Basel 1-2 Shaktar PSV 0-3 At. Madrid
Barcelona 3-1 Sporting Marseille 1-2 Liverpool
 

A imposição do poema – João Carlos Taveira

Filed under: João Carlos Taveira,poesia — looking4good @ 1:01 am
Porto iluminado photo by Ricardo Fernando Silva

Dissimulado,
o poema se impõe:
aceso o coração,
iluminada a rua,
o poema dá as caras
nas frestas da janela,
põe as manguinhas de fora,
cospe no prato
e, atrevido,
vai realizando,
meio tonto, meio sonso,
sua esfinge de cal,
sua natureza de vento,
sua estrutura de nada.

Inútil, o poema
compõe disfarces:
armada a cilada,
preparado o bote,
o poema primeiro dorme,
descansa seu corpo
de éter, sua alquimia,
na primeira pedra,
ao menor descuido,
para depois,
ágil e confiante,
estabelecer-se inteiro
na superfície rasa
do papel vencido.

João Carlos Taveira (nasceu em Caratinga-MG, em 17 de Setembro de 1947).

 

A imposição do poema – João Carlos Taveira

Filed under: João Carlos Taveira,poesia — looking4good @ 1:01 am
Porto iluminado photo by Ricardo Fernando Silva

Dissimulado,
o poema se impõe:
aceso o coração,
iluminada a rua,
o poema dá as caras
nas frestas da janela,
põe as manguinhas de fora,
cospe no prato
e, atrevido,
vai realizando,
meio tonto, meio sonso,
sua esfinge de cal,
sua natureza de vento,
sua estrutura de nada.

Inútil, o poema
compõe disfarces:
armada a cilada,
preparado o bote,
o poema primeiro dorme,
descansa seu corpo
de éter, sua alquimia,
na primeira pedra,
ao menor descuido,
para depois,
ágil e confiante,
estabelecer-se inteiro
na superfície rasa
do papel vencido.

João Carlos Taveira (nasceu em Caratinga-MG, em 17 de Setembro de 1947).

 

Poema do Silêncio – José Régio

Filed under: José Régio,poesia — looking4good @ 12:00 am

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo…

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição…)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista…

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá…

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.

José Régio [José Maria dos Reis Pereira] (n. em Vila do Conde a 17 de Setembro de 1901 — m. Vila do Conde, 22 de Dezembro de 1969)

Ler do mesmo autor neste blog: