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On this day in History – Sep.13 Setembro 12, 2008

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 11:44 pm

 

On this day in History – Sep.13

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 11:44 pm

 

Depois da Bolívia a Venezuela expulsa embaixador americano

Filed under: Actualidade,política — looking4good @ 8:58 pm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, concedeu ontem 72 horas de prazo ao embaixador dos Estados Unidos em Caracas para sair do país, num acto que disse ser de solidariedade com o Governo da Bolívia, que na quarta-feira fez o mesmo.
Ao mesmo tempo fez regressar à pátria o embaixador da Venezuela nos Estados Unidos.

“Quando houver um novo Governo nos EUA mandaremos um embaixador. Quando (chegar à Casa Branca) um Governo que respeite os povo da América Latina”, acrescentou.

Chavez fez um dos mais insultuosos discursos de sempre contra os Estados Unidos chamando-os de «yankees de merda».

 

Depois da Bolívia a Venezuela expulsa embaixador americano

Filed under: Actualidade,política — looking4good @ 8:58 pm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, concedeu ontem 72 horas de prazo ao embaixador dos Estados Unidos em Caracas para sair do país, num acto que disse ser de solidariedade com o Governo da Bolívia, que na quarta-feira fez o mesmo.
Ao mesmo tempo fez regressar à pátria o embaixador da Venezuela nos Estados Unidos.

“Quando houver um novo Governo nos EUA mandaremos um embaixador. Quando (chegar à Casa Branca) um Governo que respeite os povo da América Latina”, acrescentou.

Chavez fez um dos mais insultuosos discursos de sempre contra os Estados Unidos chamando-os de «yankees de merda».

 

The Lemons – Eugenio Montale

Filed under: Eugenio Montale,poetry — looking4good @ 12:24 am

Listen, the prize poets stroll
only among the trees
with uncommon names:
boxwood, privet, acanthus.
Me, I love roads that run out
among grassy ditches into
mud-puddles where kids
hunt skinny eels; lanes
that follow field-banks down
through beds of reeds and
end up in back gardens
among the lemon trees.

Best if the birds’ chatter-prattle
is hushed, swallowed up
by the blue: then you’ll hear
– clearer in the still air – the whisper
of companionable branches,
and catch a sense of that smell
that can’t tear itself from earth,
drenching you in edgy pleasure.
Here, by some miracle, the battle
between one distracting passion
and another dies down, and here
even we who are poor
pick up our share of wealth –
and it’s the scent of lemons.

Look, in these silences
which things sink into
and seem on the verge of
opening their closest secret,
you’d expect once in a while
to uncover some mistake
in nature, the world’s still point,
some weak link, the loose thread
that leads us at last
to the heart of truth. Eyes
rummage in every corner:
the mind seeks agrees argues
with itself in this perfume
that floats – as day fades –
over everything; a silence
in which, in every dwindling
human shadow, a troubled
divinity could be seen.

But the image fades, and time
takes us back to the din of cities
where you see the sky only
in bits and pieces, off up
among the chimneys. Rain then
wears the earth out, dreary winter
settles down around the houses,
light grows miserly, the soul bitter,
till one day, through a half-
shut gate, you see
among the trees in someone’s yard
the yellows of lemons –
and the heart’s ice melts,
and with their music
the golden trumpets of sunshine
blow your bones wide open.

Eugenio Montale (b. Oct 12, 1896, in Genoa, Italy – died on September 12, 1981).

Read also The Eel

 

OS LIMÕES – Eugénio Montale

Filed under: Eugenio Montale,poesia — looking4good @ 12:13 am


Escuta-me, os poetas laureados
circulam apenas entre plantas
de nomes pouco usados: buxeiros alienas ou acantos.
Eu, por mim, prefiro os caminhos que levam às valas
cheias de mato onde em lamaçais
já meio secos meninos apanham
alguma esquálida enguia:
as trilhas que bordejam os taludes descem por entre os tufos de caniços
e se metem nas hortas, entre os pés de limão.

Tanto melhor se a algazarra dos pássaros
se dissipa engolida pelo azul:
mais claro se escuta o sussurro
dos galhos amigos no ar que mal se move,
e as sensações deste cheiro
que não se larga da terra
e faz chover no peito uma doçura inquieta.
Aqui se cala por milagre
a guerra das desencontradas paixões,
aqui até a nós, os pobres, toca uma parcela de riqueza
e é o cheiro dos limões.

Vê, neste silêncio no qual as coisas
se entregam e parecem prestes
a trair o seu último segredo,
às vezes esperamos
descobrir um defeito da Natureza,
o ponto morto do mundo, o elo que não prende,
o fio a desenredar que enfim nos leve
ao centro de uma verdade.
O olhar perscruta em volta,
a mente indaga concerta desune
em meio ao perfume que se espalha
enquanto o dia enlanguesce.
São os silêncios em que se vê
em cada sombra humana que se afasta
alguma Divindade surpreendida.

Mas a ilusão se desfaz e o tempo nos devolve
à cidade ruidosa onde o azul mostra-se
apenas por retalhos, no alto, entre as cimalhas.
Castiga a chuva a terra, então; se espessa
o tédio do inverno sobre as casas,
a luz torna-se avara — a alma, amarga.
Quando um dia de um portão malfechado
entre as árvores de um pátio
nos surge o amarelo dos limões;
e no coração o gelo se dissolve,
e no peito estalam
suas canções
as trombetas de ouro da solaridade.

(tradução: Geraldo H. Cavalcanti)

Eugenio Montale (n. 12 Out 1896 em Génova, Itália; m. 12 Set. 1981 em Milão).

Ler do mesmo autor neste blog:
Desci um milhão de escadas
A Enguia

 

OS LIMÕES – Eugénio Montale

Filed under: Eugenio Montale,poesia — looking4good @ 12:13 am


Escuta-me, os poetas laureados
circulam apenas entre plantas
de nomes pouco usados: buxeiros alienas ou acantos.
Eu, por mim, prefiro os caminhos que levam às valas
cheias de mato onde em lamaçais
já meio secos meninos apanham
alguma esquálida enguia:
as trilhas que bordejam os taludes descem por entre os tufos de caniços
e se metem nas hortas, entre os pés de limão.

Tanto melhor se a algazarra dos pássaros
se dissipa engolida pelo azul:
mais claro se escuta o sussurro
dos galhos amigos no ar que mal se move,
e as sensações deste cheiro
que não se larga da terra
e faz chover no peito uma doçura inquieta.
Aqui se cala por milagre
a guerra das desencontradas paixões,
aqui até a nós, os pobres, toca uma parcela de riqueza
e é o cheiro dos limões.

Vê, neste silêncio no qual as coisas
se entregam e parecem prestes
a trair o seu último segredo,
às vezes esperamos
descobrir um defeito da Natureza,
o ponto morto do mundo, o elo que não prende,
o fio a desenredar que enfim nos leve
ao centro de uma verdade.
O olhar perscruta em volta,
a mente indaga concerta desune
em meio ao perfume que se espalha
enquanto o dia enlanguesce.
São os silêncios em que se vê
em cada sombra humana que se afasta
alguma Divindade surpreendida.

Mas a ilusão se desfaz e o tempo nos devolve
à cidade ruidosa onde o azul mostra-se
apenas por retalhos, no alto, entre as cimalhas.
Castiga a chuva a terra, então; se espessa
o tédio do inverno sobre as casas,
a luz torna-se avara — a alma, amarga.
Quando um dia de um portão malfechado
entre as árvores de um pátio
nos surge o amarelo dos limões;
e no coração o gelo se dissolve,
e no peito estalam
suas canções
as trombetas de ouro da solaridade.

(tradução: Geraldo H. Cavalcanti)

Eugenio Montale (n. 12 Out 1896 em Génova, Itália; m. 12 Set. 1981 em Milão).

Ler do mesmo autor neste blog:
Desci um milhão de escadas
A Enguia