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On this day in History – Sep. 11 Setembro 10, 2008

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 11:44 pm
 

On this day in History – Sep. 11

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Portugal esquece que em futebol ganha quem marca mais golos

Filed under: Futebol,selecção de Portugal — looking4good @ 9:40 pm
Portugal 2 – 3 Dinamarca

A Dinamarca não é Malta e Portugal cheio de estrelas esquece-se que em futebol ganha quem marca mais golos. De uma vitória que na segunda parte parecia fácil – que desperdício de Simão Sabrosa, Nani, Danny e Nuno Gomes, para uma derrota inapelável!

Parem os elogios a Carlos Queiroz porque Scolari não perdia este jogo. Um empate já parecia mau durante 88 minutos para terminar em pesadelo… com uma derrota em casa. Ainda agora começou o apuramento… pois comecem a encomendar as máquinas de calcular.

No final da primeira parte o resultado até parecia lisonjeiro – Portugal marcou aos 42′ por Nani, em lance precedido de fora de jogo de Hugo Almeida – face a três oportunidades de golo dos visitantes, mas na segunda parte o festival de golos perdidos foi de Portugal.

Portugal não marcou o 2-0 uma, duas, três, quatro vezes até que os dinamarqueses empatam depois de Bosingwa ter sido batido (uma vez mais). O lateral esquerdo é muito bom a atacar, mas esteve mal a defender e os dinamarqueses empatavam e os portugueses choravam pelo desperdício. Mas logo no reatamento cruzamento da esquerda, Nuno Gomes bem posicionado foi claramente derrubado por um defesa nórdico e no penalty Deco – que bem mereceu face ao seu grande jogo, o melhor jogador em campo – repôs Portugal em vantagem. O que se seguiu é inacreditável em alta competição. Não bastou o susto anterior Portugal não aprende. Quantas vezes se viu Ricardo Carvalho em posições ofensivas?

Os dinamarqueses chegaram de novo ao empate na sequência de um canto e como o castigo já não era pouco, de um lançamento de linha lateral e com o remate a ser desviado no corpo de um defesa, a bola entrou pela terceira vez na baliza de Quim.

Depois não adianta chorar: dizer que se fez um grande jogo e não saber segurar um triunfo «feito» para convertê-lo em derrota, é uma «táctica» já muito estafada, que pensávamos erradicada de Portugal; mas não é bem assim, Portugal está longe de ser, enquanto colectivo, dos melhores do Mundo, porque os jogadores que são dos melhores do Mundo não têm a objectividade, a concentração, a mentalidade para o ser. Temos jogadores demasiado bons para sermos bons… É paradoxal mas é a realidade. É preciso ter jogadores a saber jogar à S. Pedro da Cova ou à Valonguense, quando é preciso. Futebol não é ginástica artística. Jogadores daqueles clubes tinham marcado pelo menos uma das 4 oportunidades falhadas e não teriam sofrido os golos que sofremos…

A juntar ao afastamento dos sub 21, é caso para dizer: volta Scolari… porque se queremos ballet não vamos ver um jogo de futebol.

(2.ª jornada do Grupo 1 da qualificação europeia para o Mundial 2010)
Estádio de Alvalade, em Lisboa
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

PORTUGAL
Quim, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira; Raul Meireles, Maniche e Deco; Nani (João Moutinho 88′), Hugo Almeida (Danny 72′) e Simão (Nuno Gomes 72′).

Dinamarca
Andersen, Andreasen, Jacobsen (Silberbauer 45+2′). Agger, Laursen e Jensen;, Christian Pouls45+2′)en e Rommedahl; Tomasson, Lovenkrands (Borring 71′) e Bendtner.

Golos: Nani 42′; 1-1 Bendtner 84′, 2-1 Deco 86′ g.p.; 2-2 Poulsen 89′ 2-3 Jensen 90’+2)

Disciplina:
56′ – Cartão amarelo para Nani por falta cometida sobre Agger.
77′ – Cartão amarelo para Tomasson.
79′ – Cartão amarelo para Danny por jogar a bola com a mão quando tentava driblar o guardião contrário.

 

PEAR TREE – H. D.

Filed under: H. D.,poetry — looking4good @ 12:34 am


SILVER dust
lifted from the earth,
higher than my arms reach,
you have mounted,
O silver,
higher than my arms reach
you front us with great mass;

no flower ever opened
so staunch a white leaf,
no flower ever parted silver
from such rare silver;

O white pear,
your flower tufts,
thick on the branch,
bring summer and ripe fruits
in their purple hearts.

H. D. [Hilda Doolittle] (b. Sep 10, 1886, in Bethlehem, Pennsylvania, USA – d. Sep 27, 1961 in Zürich)

 

PEAR TREE – H. D.

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SILVER dust
lifted from the earth,
higher than my arms reach,
you have mounted,
O silver,
higher than my arms reach
you front us with great mass;

no flower ever opened
so staunch a white leaf,
no flower ever parted silver
from such rare silver;

O white pear,
your flower tufts,
thick on the branch,
bring summer and ripe fruits
in their purple hearts.

H. D. [Hilda Doolittle] (b. Sep 10, 1886, in Bethlehem, Pennsylvania, USA – d. Sep 27, 1961 in Zürich)

 

Neste leito de ausência em que me esqueço – Ferreira Gullar

Filed under: Ferreira Gullar,poesia,Unicepe — looking4good @ 12:05 am
Rio – foto daqui


Neste leito de ausência em que me esqueço,
desperta um longo rio solitário:
se ele cresce de mim, se dele cresço,
mal sabe o coração desnecessário.

O rio corre e vai sem ter começo
nem foz e o curso, que é constante, é vário.
Vai nas águas levando, involuntário,
luas onde me acordo e me adormeço.

Sobre o leito de sal, sou luz e gesso:
duplo espelho – o precário no precário.
Flore um lado de mim? No outro, ao contrário,

de silêncio e silêncio me apodreço.
Entre o que é rosa e lodo necessário,
passa um rio sem foz e sem começo.

José Ribamar FERREIRA GULLAR nasceu em São Luís do Maranhão a 10 de Setembro de 1930, mas, a partir de 1951, fixou-se no Rio de Janeiro. Aí, publicou um poema de vanguarda, «A Luta Corporal» (1954), que está na origem do movimento concretista, e participou, em São Paulo, na Exposição de Poesia Concreta (1956). Mais tarde, tornou-se dissidente do concretismo, dando origem ao neo-concretismo (1957/58) e insurgiu-se contra a Ditadura Militar (1964), pelo que foi processado, preso e exilado na Argentina, só regressando à Pátria em 1977. Entretanto, publicara o «Poema Sujo» (1975). Poeta, dramaturgo e ensaísta, a sua poesia é rica de substância e densa de sentido político.

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

Neste leito de ausência em que me esqueço – Ferreira Gullar

Filed under: Ferreira Gullar,poesia,Unicepe — looking4good @ 12:05 am
Rio – foto daqui


Neste leito de ausência em que me esqueço,
desperta um longo rio solitário:
se ele cresce de mim, se dele cresço,
mal sabe o coração desnecessário.

O rio corre e vai sem ter começo
nem foz e o curso, que é constante, é vário.
Vai nas águas levando, involuntário,
luas onde me acordo e me adormeço.

Sobre o leito de sal, sou luz e gesso:
duplo espelho – o precário no precário.
Flore um lado de mim? No outro, ao contrário,

de silêncio e silêncio me apodreço.
Entre o que é rosa e lodo necessário,
passa um rio sem foz e sem começo.

José Ribamar FERREIRA GULLAR nasceu em São Luís do Maranhão a 10 de Setembro de 1930, mas, a partir de 1951, fixou-se no Rio de Janeiro. Aí, publicou um poema de vanguarda, «A Luta Corporal» (1954), que está na origem do movimento concretista, e participou, em São Paulo, na Exposição de Poesia Concreta (1956). Mais tarde, tornou-se dissidente do concretismo, dando origem ao neo-concretismo (1957/58) e insurgiu-se contra a Ditadura Militar (1964), pelo que foi processado, preso e exilado na Argentina, só regressando à Pátria em 1977. Entretanto, publicara o «Poema Sujo» (1975). Poeta, dramaturgo e ensaísta, a sua poesia é rica de substância e densa de sentido político.

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.