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O Poema – Mário Quintana, pela passagem do 102º. aniversário do poeta Julho 30, 2008

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 7:09 pm
foto daqui

Um poema como um gole d’água bebido no escuro
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta nocturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa
Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:

 

O Poema – Mário Quintana, pela passagem do 102º. aniversário do poeta

Filed under: Mário Quintana,poesia — looking4good @ 7:09 pm
foto daqui

Um poema como um gole d’água bebido no escuro
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta nocturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa
Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:

 

Um soneto não custa a arquitectar – Fernandes Costa

Filed under: Fernandes Costa,poesia — looking4good @ 1:30 am

Um soneto não custa a arquitectar:
pensá-lo é dar-lhe o próprio fundamento
depois… é só meter no seu lugar
cada verso do exíguo monumento;

manter-lhe a proporção, não digressar;
dispor a rima própria, sem tormento,
de modo que pareça deslizar,
num leito natural, o pensamento;

dar ao verso calor e variedade;
ir lentamente, preparando o efeito
de surpresa, de certa novidade,

que o leitor não dispensa no conceito…
e nada mais… Não tem dificuldade
produzir um soneto sem defeito!

José Fernandes Costa nasceu em Lisboa a 5 de Julho de 1848 e aí faleceu a 30 de Julho de 1920, no posto de general reformado. Oficial de Artilharia, assentou praça em 1866, cursou a Escola Politécnica e a Escola do Exército e frequentou o Curso Superior de Letras. Era cavaleiro da Ordem de Santiago e comendador da Ordem de Avis. Operosíssimo escritor, foi poeta, historiador, tradutor e jornalista. O seu volume «O Eterno Feminino» é uma colecção de 286 sonetos.
Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

On this day in History – Jul 30

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 1:16 am
 

On this day in History – Jul 30

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 1:16 am

 

Happy birthday – Jaime Pressly

Filed under: Jaime Pressly,wallpapers — looking4good @ 12:55 am

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