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Musical suggestion of the day – Astor Piazzola Julho 4, 2008

Filed under: Astor Piazzola,Music,Musica,Tango — looking4good @ 8:17 pm

Ástor Pantaleón Piazzolla died in Buenos Aires, Argentina on July 4, 1992 (b. March 11, 1921)

Libertango – Astor Piazzola

Vuelvo al Sur – Koop – Astor Piazzola remix

Las cuatros estaciones del Piazolla – Astor Piazolla

 

Musical suggestion of the day – Astor Piazzola

Filed under: Astor Piazzola,Music,Musica,Tango — looking4good @ 8:17 pm

Ástor Pantaleón Piazzolla died in Buenos Aires, Argentina on July 4, 1992 (b. March 11, 1921)

Libertango – Astor Piazzola

Vuelvo al Sur – Koop – Astor Piazzola remix

Las cuatros estaciones del Piazolla – Astor Piazolla

 

Humor: aumento de ordenado

Filed under: Humor — looking4good @ 6:15 am

Temos de fazer um esforço para ultrapassar a «crise», aumentando a criatividade, por isso aqui deixo uma pequena estória adaptada da que recebi por email desta proveniência:

«O jovem empregado, ambicioso, vai ao gabinete do «chefe»: – Senhor director, vim aqui para lhe pedir um aumento. E adianto já que há quatro empresas atrás de mim.

O patrão, vendo no jovem funcionário um talento promissor, aumenta-lhe o salário em 35%. – Afinal as empresas só valorizam os funcionários quando eles recebem outras propostas…

– Mas mate-me a curiosidade, meu rapaz. Pode dizer-me, sob sigilo é claro, quais são essas quatro empresas?

– Claro que sim! A da luz, água, telefone e a sociedade financeira do cartão de crédito… »

PS: Cuidado, não force muito a nota. Receio de que para ultrapassar a crise tenha de ser ainda mais criativo. Não repita esta estória porque em vez de quatro podem passar a ser dez as empresas que andem atrás de si, … depois de ter sido despedido.
 

Soneto V – Cláudio Manuel da Costa

Filed under: Cláudio Manuel da Costa,poesia — looking4good @ 1:40 am
Pastando as ovelhas foto daqui

Na passagem do 220º. aniversário da morte do poeta

Se sou pobre pastor, se não governo
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;

Nem por isso trocara o abrigo terno
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paixões desse tormento eterno.

Adorar as traições, amar o engano,
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;

Seja embora prazer; que a meu ouvido
Soa melhor a voz do desengano,
Que da torpe lisonja o infame ruído.

Cláudio Manuel da Costa (n. na Vargem do Itacolomi, atual Mariana, MG a 5 Jun 1729; m. em Vila Rica, actual Ouro Preto, MG, a 4 Jul 1789).

 

Soneto V – Cláudio Manuel da Costa

Filed under: Cláudio Manuel da Costa,poesia — looking4good @ 1:40 am
Pastando as ovelhas foto daqui

Na passagem do 220º. aniversário da morte do poeta

Se sou pobre pastor, se não governo
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;

Nem por isso trocara o abrigo terno
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paixões desse tormento eterno.

Adorar as traições, amar o engano,
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;

Seja embora prazer; que a meu ouvido
Soa melhor a voz do desengano,
Que da torpe lisonja o infame ruído.

Cláudio Manuel da Costa (n. na Vargem do Itacolomi, atual Mariana, MG a 5 Jun 1729; m. em Vila Rica, actual Ouro Preto, MG, a 4 Jul 1789).

 

Tarde de leite e rosas ouvindo a floresta – João Lúcio

Filed under: João Lúcio,poesia — looking4good @ 1:18 am
Floresta e rosas foto daqui
Tarde de leite e rosas. Cada aresta,
Tinha um rubi tremente:
Fomos ouvir o canto da floresta,
O seu canto de amor, ao sol poente.

Tu querias sorver os poderosos
Lamentos de saudade e comoção
Que, as raízes, dos fundos tenebrosos,
Mandavam, pelo ramo, pra o clarão.

Opalescera já, o ar. O vento,
Correndo atrás da sombra, murmurou…
Sentiu-se um fechar de asas. Num momento,
A floresta, cantou.

Em cada ramo, um violino havia:
Cada folha vibrava, ágil, sonora,
Par’cendo que escondia uma harmonia,
Nas sombras das ramagens, a Aurora.

Como a floresta, meu amor, eu tento,
Atirar o meu canto para a altura:
Para a fazer cantar, toca-lhe o vento,
Pra me fazer cantar, no pensamento,
Passa o sopro da tua formosura.

João Lúcio Pousão Pereira (nasceu em Olhão a 4 de Julho 1880 e aí morreu em 27 Out 1918).

 

Tarde de leite e rosas ouvindo a floresta – João Lúcio

Filed under: João Lúcio,poesia — looking4good @ 1:18 am
Floresta e rosas foto daqui
Tarde de leite e rosas. Cada aresta,
Tinha um rubi tremente:
Fomos ouvir o canto da floresta,
O seu canto de amor, ao sol poente.

Tu querias sorver os poderosos
Lamentos de saudade e comoção
Que, as raízes, dos fundos tenebrosos,
Mandavam, pelo ramo, pra o clarão.

Opalescera já, o ar. O vento,
Correndo atrás da sombra, murmurou…
Sentiu-se um fechar de asas. Num momento,
A floresta, cantou.

Em cada ramo, um violino havia:
Cada folha vibrava, ágil, sonora,
Par’cendo que escondia uma harmonia,
Nas sombras das ramagens, a Aurora.

Como a floresta, meu amor, eu tento,
Atirar o meu canto para a altura:
Para a fazer cantar, toca-lhe o vento,
Pra me fazer cantar, no pensamento,
Passa o sopro da tua formosura.

João Lúcio Pousão Pereira (nasceu em Olhão a 4 de Julho 1880 e aí morreu em 27 Out 1918).