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Jun 2 : Happy birthday – Nikki Cox Junho 1, 2008

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Nikki Cox high resolution wallpapers

 

Jun 2 : Happy birthday – Nikki Cox

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Dia da Criança

Filed under: Dia,Jorge de Sena,poesia — looking4good @ 8:43 pm

Acção de graças

Às vezes, com a minha filha no chão junto de mim
fecho os olhos numa acção de graças…

Mas logo ela galreia,nem por isso me consente.

E regresso um pouco triste a uma alegria imensa.

Jorge de Sena

 

Dia da Criança

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Acção de graças

Às vezes, com a minha filha no chão junto de mim
fecho os olhos numa acção de graças…

Mas logo ela galreia,nem por isso me consente.

E regresso um pouco triste a uma alegria imensa.

Jorge de Sena

 

Dia da Criança

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Acção de graças

Às vezes, com a minha filha no chão junto de mim
fecho os olhos numa acção de graças…

Mas logo ela galreia,nem por isso me consente.

E regresso um pouco triste a uma alegria imensa.

Jorge de Sena

 

A Flor de Pessegueiro – António Feijó

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 4:53 am

Flor de Pessegueiro

A melindrosa flor de pessegueiro
Deixei-a, como dádiva de amores,
A essa que tem o rosto feiticeiro
E os lábios cor das purpurinas flores.

E a tímida andorinha, de asas quietas,
Dei-a também como lembrança minha,
A essa que tem as sobrancelhas pretas,
Iguais às asas da andorinha.

No dia imediato a flor morria,
E a andorinha voava, entre esplendores,
Sobre a Grande Montanha onde vivia
O Génio oculto que preside às flores.

Mas nos seus lábios, como a flor abrindo,
Conserva a mesma carnação,
E não voaram, pelo azul fugindo
As asas negras dos seus olhos, não!

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917. Formado em Direito pela universidade de Coimbra (1883), consagrou-se à carreira diplomática: foi cônsul no Rio Grande do Sul (1886) e passou por Pernambuco antes de se fixar, em 1891, em Estocolmo. Aí foi nosso ministro plenipotenciário, para toda a Escandinávia, e decano do corpo diplomático. A morte da esposa, uma senhora meio-sueca meio-equatoriana, Maria Luísa Carmen Mercedes Juana Lewin (1878-1915), vítima de cancro, mais não fez que agravar o pessimismo inato do poeta, que mal lhe sobreviveu. É um autor de transição do parnasianismo para o simbolismo. O seu soneto, que faz parte das «Líricas e Bucólicas» (1884), parece ter sido motivado pela morte de uma tricana, ainda nos tempos de Coimbra.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

Ler Mais Poesias de António Feijó

 

A Flor de Pessegueiro – António Feijó

Filed under: António Feijó,poesia — looking4good @ 4:53 am

Flor de Pessegueiro

A melindrosa flor de pessegueiro
Deixei-a, como dádiva de amores,
A essa que tem o rosto feiticeiro
E os lábios cor das purpurinas flores.

E a tímida andorinha, de asas quietas,
Dei-a também como lembrança minha,
A essa que tem as sobrancelhas pretas,
Iguais às asas da andorinha.

No dia imediato a flor morria,
E a andorinha voava, entre esplendores,
Sobre a Grande Montanha onde vivia
O Génio oculto que preside às flores.

Mas nos seus lábios, como a flor abrindo,
Conserva a mesma carnação,
E não voaram, pelo azul fugindo
As asas negras dos seus olhos, não!

in Poesias Completas – António Feijó, Prefácio de J. Candido Martins, Edições Caixotim

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima (Minho) a 1 de Junho de 1859 e faleceu em Upsala (Suécia) a 20 de Junho de 1917. Formado em Direito pela universidade de Coimbra (1883), consagrou-se à carreira diplomática: foi cônsul no Rio Grande do Sul (1886) e passou por Pernambuco antes de se fixar, em 1891, em Estocolmo. Aí foi nosso ministro plenipotenciário, para toda a Escandinávia, e decano do corpo diplomático. A morte da esposa, uma senhora meio-sueca meio-equatoriana, Maria Luísa Carmen Mercedes Juana Lewin (1878-1915), vítima de cancro, mais não fez que agravar o pessimismo inato do poeta, que mal lhe sobreviveu. É um autor de transição do parnasianismo para o simbolismo. O seu soneto, que faz parte das «Líricas e Bucólicas» (1884), parece ter sido motivado pela morte de uma tricana, ainda nos tempos de Coimbra.

Nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

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