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O treinador do Benfica, casamento ou (apenas) mais um namoro ? Maio 13, 2008

Filed under: Actualidade,Benfica,Futebol,opinião — looking4good @ 6:04 am
O Benfica não sendo já uma «rapariga nova» cheia de virtudes é ainda a mais mediática e continua cheia de charme. É por isso apetecível para muitos treinadores que queiram «namorar». Aparecem, ganham publicidade e dinheiro, dão umas voltas e quando se depararem dificuldades mais sérias de relacionamento, pois …«foi muito bom, mas não estou para te aturar mais… adeus!». Ora o Benfica, tem actualmente várias dificuldades e não precisa de (mais) um treinador para namorar. Precisa é de um treinador que esteja interessado em «casar» mesmo. Que procure um relacionamento sério e estável… que esteja disposto a conceder em alguma coisa…mas que ao mesmo tempo tenha capacidade de organização, de planeamento e especialmente tenha capacidade de persuasão para moldar a «noiva» naquilo que ela tem por mais sérios defeitos nomeadamente a vaidade, como se ainda fosse a Miss Portugal e Miss Universo, no auge das suas capacidades físicas… (entenda-se o maior clube, com as melhores estruturas, com maior influência no meio, etc… que já não tem).

É por isto tudo que a escolha do próximo treinador do Benfica assume importância fundamental. É que o charme também se pode desvanecer… e não há tempo a perder.

Por outro lado isto de casar em segundas núpcias com a mesma pessoa, geralmente, dá mau resultado. Foi assim com Camacho, temo que o seja com Eriksson… O Benfica precisa de um treinador conquistador…mas que para «casar» com o Benfica tenha de abdicar de alguma coisa : sinal de compromisso estável.

É por isto tudo que preferia Carlos Queiroz. Temo é que este não esteja para aí virado e que não se queira divorciar do Man. United.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:16 am

Anoitecer foto daqui

Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

Filed under: poesia,Raimundo Correia — looking4good @ 12:16 am

Anoitecer foto daqui

Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

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Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Anoitecer – Raimundo Correia

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Esbraseia o Ocidente na agonia
o Sol… Aves, em bandos destacados,
por céus de ouro e de púrpura raiados,
fogem…Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além da serrania,
os vértices de chama aureolados
e em tudo, em torno, esbatem derramados
uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
a sombra, à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…Anoitecer
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
surge trémula, trémula… Anoitece.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu a bordo, no litoral do Maranhão, a 13 de Maio de 1859 e faleceu em Paris a 13 de Setembro de 1911, vitimado por um ataque de uremia. Bacharel em Direito (1882) pela universidade de São Paulo, exerceu a magistratura em São João da Barra (1883), o professorado na Faculdade de Direito de Ouro Preto (1892) e a diplomacia, como secretário de legação em Lisboa. As suas «Poesias» foram reunidas em volume na capital portuguesa (1898). Constitui com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a tríade dos mestres do parnasianismo brasileiro. Céptico, tímido, introvertido e misantropo, a sua obra em verso é de tendência filosófica.

Soneto e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.

 

Choro do Poeta Actual – Murilo Mendes

Filed under: Murilo Mendes,poesia — looking4good @ 12:13 am

Deram-me um corpo, só um!
Para suportar calado
Tantas almas desunidas
Que esbarram umas nas outras,
De tantas idades diversas;
Uma nasceu muito antes
De eu aparecer no mundo,
Outra nasceu com este corpo,
Outra está nascendo agora,
Há outras, nem sei direito,
São minhas filhas naturais,
Deliram dentro de mim,
Querem mudar de lugar,
Cada uma quer uma coisa,
Nunca mais tenho sossego.
Ó Deus, se existis, juntai
Minhas almas desencontradas.

Murilo Monteiro Mendes (n. em 13 de Maio de 1901 em Juíz de Fora, Minas Gerais — m. em Lisboa a 13 de agosto de 1975)

 

On this day in History – May 13

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 12:10 am