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O quê? Valho mais que uma flor – Álvaro Caeiro Maio 2, 2008

Filed under: poetry,World — looking4good @ 8:09 pm
Flowers (Image from here)

O quê? Valho mais que uma flor
Porque ela não sabe que tem cor e eu sei,
Porque ela não sabe que tem perfume e eu sei,
Porque ela não tem consciência de mim e eu tenho consciência dela?
Mas o que tem uma coisa com a outra
Para que seja superior ou inferior a ela?
Sim tenho consciência da planta e ela não a tem de mim.
Mas se a forma da consciência é ter consciência, que há nisso?
A planta, se falasse, podia dizer-me: E o teu perfume?
Podia dizer-me: Tu tens consciência porque ter consciência é uma qualidade humana
E só não tenho uma porque sou flor senão seria homem.
Tenho perfume e tu não tens, porque sou flor…

Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?

Ah, não comparemos coisa nenhuma, olhemos.
Deixemos análises, metáforas, símiles.
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa.
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela.
Cada coisa só lembra o que é
E só é o que nada mais é.
Separa-a de todas as outras o facto de que é ela.
(Tudo é nada sem outra coisa que não é).

in Poemas Completos de Alberto Caeiro, Recolha, transcrição e notas Teresa Sobral Cunha – Editorial Presença, 1994

Alberto Caeiro [um dos heterónimos de Fernando Pessoa)

by looking4good Nothingandall’s webmaster -Portugal

 

كل عام وانتم مناضلون

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 7:49 pm


لم تفلح تصريحات الصحف القومية والاعلام الامنى الحكومى فى ارشاء الناس بالعلاوة الاجتماعية يوم 1 مايو ، لان مطالب العمال الاساسية لم يتم تنفيذها وخاصة مطلب الحد الادنى للاجور 1200 جنية واعلنت القيادات العمالية ان تصريحات مبارك كانت متوقعة لان الدولة لا تعرف سوى لغة الرشاوى واقتنعوا اكثر بانة لن تحقق اى مطالب الا بانتزاعها ، وفى يوم 1 مايو نهنىء الطبقة العاملة المصرية بكفاحها الشريف الذى بدأ من 2005 الى ان تفجر فى ابريل الماضى. فقد كان عام العمال بحق وهزت اضراباتهم واعتصاماتهم وبجانبهم موظفى الضرائب العقارية اخوة الجوع ورفقة الفقر …نظام مبارك باسرة وانتزعت تاييد كل النخب السياسية حتى الغير يسارية . فرأينا تضامنا من كل الشعب المصرى لقضية عمال المحلة ولا شك ان الحركة العمالية المصرية اعطت دفعة قوية لكل الحركات الاحتجاجية وخطت مستقبلها النضالى، فنجاح العمال فى تغيير الخطاب السياسى المعارض والصحوة التى زرعوها بين النشطاء ابرز دليل على كفاءة الطبقة العاملة ليس فقط للنضال من اجل مكاسبهم ولكن لتحقيق المطالب الديمقراطية ايضا ، فالمطالب التى يتم انتزاعها لا تذهب سدى ..بينما المنح والمكأفئات التى تاتى بقرار تذهب بقرار اخر ، ذاكرة الطبقة العاملة اثبتت انها استوعبت دروس الماضى وتتفادى اخطاء الماضى وربما اهم الدروس المستفادة هى عدم الاعتماد على النخب السياسية والاحزاب الورقية التى تكشف وجهها القبيح يوم 6 ابريل فذاكرة الطبقة العاملة المصرية لن تنسى ابدا موقف الاخوان المخزى من اضراب 6 ابريل وكذلك موقف حزبى التجمع والوفد الذين تنصلوا من الاضراب واعلنوا تاييدهم للنظام وقت الازمة ولكن الجانب المشرق من الموقف هو تعرى اقنعة معظم السياسين الذين يتصنعون المعارضة زورا وبهتانا …يوم 6 ابريل لم يكن نهاية الحركة العمالية ولكنها بداية جديدة لمرحلة اكثر سخونة للصراع الطبقى فى مصر ، واتمنى ان تكون القضية المركزية هذا العام هو بناء الحزب العام لعمال مصر ، يستحق عمالنا ارق التهانى فى عيدهم …كل عام وانت مناضلون …كل عام وانتم اكثر تنظيما

 

O quê? Valho mais que uma flor – Alberto Caeiro

Filed under: Alberto Caeiro,Fernando Pessoa,poesia — looking4good @ 7:20 pm
Flor púrpura (purple flower) image from here

O quê? Valho mais que uma flor
Porque ela não sabe que tem cor e eu sei,
Porque ela não sabe que tem perfume e eu sei,
Porque ela não tem consciência de mim e eu tenho consciência dela?
Mas o que tem uma coisa com a outra
Para que seja superior ou inferior a ela?
Sim tenho consciência da planta e ela não a tem de mim.
Mas se a forma da consciência é ter consciência, que há nisso?
A planta, se falasse, podia dizer-me: E o teu perfume?
Podia dizer-me: Tu tens consciência porque ter consciência é uma qualidade humana
E só não tenho uma porque sou flor senão seria homem.
Tenho perfume e tu não tens, porque sou flor…

Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?

Ah, não comparemos coisa nenhuma, olhemos.
Deixemos análises, metáforas, símiles.
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa.
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela.
Cada coisa só lembra o que é
E só é o que nada mais é.
Separa-a de todas as outras o facto de que é ela.
(Tudo é nada sem outra coisa que não é).

in Poemas Completos de Alberto Caeiro, Recolha, transcrição e notas Teresa Sobral Cunha – Editorial Presença, 1994

Alberto Caeiro [um dos heterónimos de Fernando Pessoa)

 

O quê? Valho mais que uma flor – Alberto Caeiro

Filed under: Alberto Caeiro,Fernando Pessoa,poesia — looking4good @ 7:20 pm
Flor púrpura (purple flower) image from here

O quê? Valho mais que uma flor
Porque ela não sabe que tem cor e eu sei,
Porque ela não sabe que tem perfume e eu sei,
Porque ela não tem consciência de mim e eu tenho consciência dela?
Mas o que tem uma coisa com a outra
Para que seja superior ou inferior a ela?
Sim tenho consciência da planta e ela não a tem de mim.
Mas se a forma da consciência é ter consciência, que há nisso?
A planta, se falasse, podia dizer-me: E o teu perfume?
Podia dizer-me: Tu tens consciência porque ter consciência é uma qualidade humana
E só não tenho uma porque sou flor senão seria homem.
Tenho perfume e tu não tens, porque sou flor…

Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?

Ah, não comparemos coisa nenhuma, olhemos.
Deixemos análises, metáforas, símiles.
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa.
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela.
Cada coisa só lembra o que é
E só é o que nada mais é.
Separa-a de todas as outras o facto de que é ela.
(Tudo é nada sem outra coisa que não é).

in Poemas Completos de Alberto Caeiro, Recolha, transcrição e notas Teresa Sobral Cunha – Editorial Presença, 1994

Alberto Caeiro [um dos heterónimos de Fernando Pessoa)

 

O quê? Valho mais que uma flor – Alberto Caeiro

Filed under: Alberto Caeiro,Fernando Pessoa,poesia — looking4good @ 7:20 pm
Flor púrpura (purple flower) image from here

O quê? Valho mais que uma flor
Porque ela não sabe que tem cor e eu sei,
Porque ela não sabe que tem perfume e eu sei,
Porque ela não tem consciência de mim e eu tenho consciência dela?
Mas o que tem uma coisa com a outra
Para que seja superior ou inferior a ela?
Sim tenho consciência da planta e ela não a tem de mim.
Mas se a forma da consciência é ter consciência, que há nisso?
A planta, se falasse, podia dizer-me: E o teu perfume?
Podia dizer-me: Tu tens consciência porque ter consciência é uma qualidade humana
E só não tenho uma porque sou flor senão seria homem.
Tenho perfume e tu não tens, porque sou flor…

Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?

Ah, não comparemos coisa nenhuma, olhemos.
Deixemos análises, metáforas, símiles.
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa.
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela.
Cada coisa só lembra o que é
E só é o que nada mais é.
Separa-a de todas as outras o facto de que é ela.
(Tudo é nada sem outra coisa que não é).

in Poemas Completos de Alberto Caeiro, Recolha, transcrição e notas Teresa Sobral Cunha – Editorial Presença, 1994

Alberto Caeiro [um dos heterónimos de Fernando Pessoa)

 

Feliz dia do trabalhador!!

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 2:52 pm

Criar dá trabalho!

A vocês companheiros, sucessos na carreira e na constante luta pela conquista de direitos!!
Direitos?? Temos direitos?
Se criar dá prazer, os criativos não precisam de férias, precisam de trabalho. Se assim não fosse, o que fariam nas férias? buscar prazer e diversão? Se já os têm ao longo do ano, i.e. durante a produção de ideias:)?

Assumindo que criar dá prazer, todos os dias bebo de fontes de prazer. A tirar férias, teria que fazer algo diferente, e tendo logo a buscar outras fontes de prazer…!? Socorro, estou sempre a trabalhar!!

Deve ser por isso que nunca tive férias!

Pois é, ser criativo não é fácil. “Mas quem disse que a vida é fácil?”

 

Atração e Repulsa – Adelino Fontoura

Filed under: Adelino Fontoura,poesia — looking4good @ 6:14 am

Eu nada mais sonhava nem queria
Que de ti não viesse, ou não falasse;
E como a ti te amei, que alguém te amasse,
Coisa incrível até me parecia.

Uma estrela mais lúcida eu não via
Que nesta vida os passos me guiasse,
E tinha fé, cuidando que encontrasse,
Após tanta amargura, uma alegria.

Mas tão cedo extinguiste este risonho,
Este encantado e deleitoso engano,
Que o bem que achar supus, já não suponho.

Vejo, enfim, que és um peito desumano;
Se fui té junto a ti de sonho em sonho,
Voltei de desengano em desengano.

Adelino da Fontoura Chaves (n. em Axixá /MA, em 30 Mar 1859; m. em Lisboa, Portugal, a 02 Maio 1884).

Ler do mesmo autor:
Jornada
Celeste