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What a wonderful – Flying penguins Abril 1, 2008

Filed under: Actualidade,news — looking4good @ 9:31 pm

BBC presented a fabulous documentary. Watch this:
.

What do you think? The Nature can always surprise us.

One thing more. Today, is April Fool’s Day.

 

What a wonderful – Flying penguins

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Mário Viegas desapareceu há doze anos

Filed under: Alberto Caeiro,Fernando Pessoa,Mário Viegas,poesia — looking4good @ 7:37 pm
António Mário Lopes Viegas (nasceu em Santarém a 10 de Novembro de 1948). Foi um grande actor (ganhou o prémio Garret de melhor actor em 1987) e encenador português. Foi também um exímio declamador de poesia. Faleceu, em Lisboa, faz hoje precisamente doze anos e por isso deixamos aqui uma pequena lembrança, podendo ouvi-lo dizer um poema, de que gosto muito particularmente, de Fernando Pessoa:

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores nâo serâo menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte nâo tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

 

Mário Viegas desapareceu há doze anos

Filed under: Alberto Caeiro,Fernando Pessoa,Mário Viegas,poesia — looking4good @ 7:37 pm
António Mário Lopes Viegas (nasceu em Santarém a 10 de Novembro de 1948). Foi um grande actor (ganhou o prémio Garret de melhor actor em 1987) e encenador português. Foi também um exímio declamador de poesia. Faleceu, em Lisboa, faz hoje precisamente doze anos e por isso deixamos aqui uma pequena lembrança, podendo ouvi-lo dizendo poemas de Pessoa:

O Binômio de Newton é tão belo como a Vênus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.

Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,

A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito.
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.

(Alberto Caeiro)

Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente.
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos…

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros…

-Alberto Caeiro-

 

حي على النضال

Filed under: peace,Rights — looking4good @ 3:46 pm

يدعوكم الطلاب الاشتراكيون بجامعة القاهرة الى إعلان تأييدكم وتضامنكم مع إضراب عمال غزل المحلة وذلك بالتجمع يوم الأحد القادم الموافق 6 ابريل الساعة الثانية عشرة ظهراً في ساحة كلية التجارة بالجامعة -بجوار كافيتيريا الجوكر وخلف مدرج جـ

عمال المحلة لا يطلبون حل مشاكل فردية أو خاصة بهم …. عمال المحلة يبدأون اضراباً عن العمل في 6 إبريل من أجل هدفين رئيسيين وهما :

+ وضح حد أدنى آدمي للأجور – لأن جداول الأجور لم يتم تعديلها منذ عام 1984
+ اجبارالحكومة على مواجهة أزمة الغلاء الغير مبرر لكل شئ وعدم الوقوف كمتفرج والناس بتموت من الجوع

نعاني جميعاً طلبة وعمال وموظفين وخريجين وعاطلين من غلاء الأسعار غير المبرر …. يجب أن نتضامن جميعاً حتى نستطيع انتزاع حقوقنا … لأن الحقوق مش هاتيجي بالتسول أو بالرجاء …. الحقوق تنتزع بالنضال

حي على النضال

التاريخ : الأحد القادم الموافق 6 إبريل 2008

مكان التجمع
: ساحة كلية تجارة بجامعة القاهرة-بجوار كافيتريا الجوكر وخلف مدرج جـ


الموعد
: الساعة الثانية عشرة ظهراً

لنؤيد وندعم إضراب عمال المحلة


آخر أخبار عمال المحلة … تابع من عند
عرباوي

 

O Soneto, Voz Portuguesa – Álvaro de Castelões

Filed under: Alvaro de Castelões,poesia,Unicepe — looking4good @ 12:54 am

Este nobre poema, dum tão sóbrio traço,
que, em seus lapidares versos musicais,
traduziu as queixas e Petrarca e a Tasso
dum amor funesto recolheu os ais,

foi para Camões o virtual regaço
em que derramopu os prantos imortais
que verteu, proscrito dos salões do Paço,
duns olhos cativo, aoseu amor fatais.

Já voz portuguesa, a alma lusa encanta,
Bocage o consagra e Antero o levanta,
num dantesco arrojo de alta inspiração;

e a Graça e a Beleza de forma e conceito
cantam a embalá-lo como a um berço feito
para acalentar sonhos do coração.

Álvaro de Castro Araújo Cardoso Pereira Ferraz, 3º visconde de Castelões (Famalicão), nasceu no Porto a 1 de Abril de 1859 e faleceu na mesma cidade a 9 de Julho de 1953. Formou-se em Engenharia pela Escola Politécnica de Lisboa. Fez parte de uma missão enviada a Moçambique, em 1889, para estudar o traçado de uma linha férrea que ligasse a parte alta à parte baixa do rio Chire, afluente do Zambeze, salvando as cataratas, mas como entretanto tivesse ocorrido o Ultimatum inglês contra o «mapa cor de rosa», Álvaro de Castelões, à frente de um punhado de landins, destroçou os indígenas sublevados por agentes britânicos, no combate de Mupassa, o que lhe valeu ser considerado «benemérito da Pátria» pelo Parlamento Português, na sessão de 15 de Agosto de 1891. Foi director fiscal do Caminho de Ferro de Mormugão, director das Obras Públicas na Índia portuguesa e director, na Metrópole, dos caminhos de ferro do Minho e Douro. Conviveu, entre outros, com João de Deus, João Penha, Gonçalves Crespo, Gomes Leal, Guerra Junqueiro, Marcelino Mesquita, António Feijó, Júlio Brandão e Campos Monteiro. Foi membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio honorário da A.J.H.L.P. Colaborou em várias publicações, nomeadamente na «Revista de Portugal» de Eça de Queirós, com um artigo sobre «A Questão Colonial», em 1892. Editou: «Beijos e Rosas» (1891), «Do Soneto Neo-Latino» (1930), «O Sonho do Infante D. Henrique» (1936), «A Amorosa Canção» (1944), «Rimas Orientais» (1945) e «Dicionário de Rimas» (1951).
Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.


 

Camané e o seu novo disco «Sempre em Mim»

Filed under: Camane,Fado — looking4good @ 12:24 am

Camané vai apresentar publicamente em palco o seu novo disco no próximo dia 4 de Abril, em Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval. Camané canta inéditos de Alain Oulman e que será lançado a 21 de Abril.

O album que se intitula «Sempre em Mim» vai ser lançado em 21 de Abril. Nele Camané canta inéditos de Alain Oulman e tem fados com poemas de David Mourão Ferreira, Manuela de Freitas, Pedro Homem de Melo, Fernando Pessoa, Luís de Macedo e um fado de Sérgio Godinho. Pela primeira vez Camané vai cantar um fado de Amália. O disco tem direcção musical de um grande nome da música portuguesa, José Mário Branco.

Ouça aqui a entrevista de Camané à Antena 1 a propósito deste seu novo trabalho: