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Ainda há benfiquistas deste tamanho? Março 18, 2008

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Curiosidades Matemáticas V

Filed under: curiosidades matemáticas,Matemática — looking4good @ 7:13 am

 

Curiosidades Matemáticas V

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Curiosidades Matemáticas V

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Ao Cair das Folhas – António Nobre (na passagem do 108º. aniversário da morte do poeta)

Filed under: António Nobre,poesia — looking4good @ 1:45 am
Autumn Leaves I, by Wendy Ewell
Acrylic on canvas 20 inches x 24 inches

Pudessem suas mãos cobrir meu rosto,
fechar-me os olhos e compor-me o leito,
quando, sequinho, as mãos em cruz no peito,
eu me for viajar para o Sol-posto.

De modo que me faça bom encosto
o travesseiro comporá com jeito.
E eu tão feliz! – Por não estar afeito,
hei-de sorrir, Senhor, quase com gosto.

Até com gosto, sim! Que faz quem vive
órfão de mimos, viúvo de esperanças,
solteiro de venturas, que não tive?

Assim, irei dormir com as crianças
quase como elas, quase sem pecados…
E acabarão enfim os meus cuidados.

António Pereira Nobre nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867 e foi vítima de tuberculose pulmonar, na Foz do Douro, a 18 de Março de 1900. Matriculou-se em 1888 na Faculdade de Direito de Coimbra mas, após duas reprovações, abalou em 1890 para Paris, onde cursou a Escola Livre de Ciências Políticas, acabando por se formar em Direito na Sorbonne em 1894. Regressado à Pátria no ano seguinte, ainda tentou a carreira consular, mas a doença, que entretanto se declarara, impediu-o de prosseguir, obrigando-o a uma peregrinação desesperada pelo mundo, em busca de melhoras: Suíça (1895 e 1899), Nova Iorque (1897), Madeira (1898). Personalidade egótica e exibicionista, romântico retardatário, de um narcisismo pessimista, era, no entanto, um grande poeta, como o atesta a sua principal obra, o «Só» (Paris, 1892; 2.ª ed., Lx.ª, 1898).

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).

 

Ao Cair das Folhas – António Nobre (na passagem do 108º. aniversário da morte do poeta)

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Autumn Leaves I, by Wendy Ewell
Acrylic on canvas 20 inches x 24 inches

Pudessem suas mãos cobrir meu rosto,
fechar-me os olhos e compor-me o leito,
quando, sequinho, as mãos em cruz no peito,
eu me for viajar para o Sol-posto.

De modo que me faça bom encosto
o travesseiro comporá com jeito.
E eu tão feliz! – Por não estar afeito,
hei-de sorrir, Senhor, quase com gosto.

Até com gosto, sim! Que faz quem vive
órfão de mimos, viúvo de esperanças,
solteiro de venturas, que não tive?

Assim, irei dormir com as crianças
quase como elas, quase sem pecados…
E acabarão enfim os meus cuidados.

António Pereira Nobre nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867 e foi vítima de tuberculose pulmonar, na Foz do Douro, a 18 de Março de 1900. Matriculou-se em 1888 na Faculdade de Direito de Coimbra mas, após duas reprovações, abalou em 1890 para Paris, onde cursou a Escola Livre de Ciências Políticas, acabando por se formar em Direito na Sorbonne em 1894. Regressado à Pátria no ano seguinte, ainda tentou a carreira consular, mas a doença, que entretanto se declarara, impediu-o de prosseguir, obrigando-o a uma peregrinação desesperada pelo mundo, em busca de melhoras: Suíça (1895 e 1899), Nova Iorque (1897), Madeira (1898). Personalidade egótica e exibicionista, romântico retardatário, de um narcisismo pessimista, era, no entanto, um grande poeta, como o atesta a sua principal obra, o «Só» (Paris, 1892; 2.ª ed., Lx.ª, 1898).

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).

 

Ao Cair das Folhas – António Nobre (na passagem do 108º. aniversário da morte do poeta)

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Autumn Leaves I, by Wendy Ewell
Acrylic on canvas 20 inches x 24 inches

Pudessem suas mãos cobrir meu rosto,
fechar-me os olhos e compor-me o leito,
quando, sequinho, as mãos em cruz no peito,
eu me for viajar para o Sol-posto.

De modo que me faça bom encosto
o travesseiro comporá com jeito.
E eu tão feliz! – Por não estar afeito,
hei-de sorrir, Senhor, quase com gosto.

Até com gosto, sim! Que faz quem vive
órfão de mimos, viúvo de esperanças,
solteiro de venturas, que não tive?

Assim, irei dormir com as crianças
quase como elas, quase sem pecados…
E acabarão enfim os meus cuidados.

António Pereira Nobre nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867 e foi vítima de tuberculose pulmonar, na Foz do Douro, a 18 de Março de 1900. Matriculou-se em 1888 na Faculdade de Direito de Coimbra mas, após duas reprovações, abalou em 1890 para Paris, onde cursou a Escola Livre de Ciências Políticas, acabando por se formar em Direito na Sorbonne em 1894. Regressado à Pátria no ano seguinte, ainda tentou a carreira consular, mas a doença, que entretanto se declarara, impediu-o de prosseguir, obrigando-o a uma peregrinação desesperada pelo mundo, em busca de melhoras: Suíça (1895 e 1899), Nova Iorque (1897), Madeira (1898). Personalidade egótica e exibicionista, romântico retardatário, de um narcisismo pessimista, era, no entanto, um grande poeta, como o atesta a sua principal obra, o «Só» (Paris, 1892; 2.ª ed., Lx.ª, 1898).

Soneto e Nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).